30/11/2025
Às vezes o que mais dói não é a palavra direta, mas a sutileza que fere devagar. Crescemos ouvindo comentários que pareciam inocentes, vindos de quem amamos, e sem perceber vamos construindo uma ideia distorcida de nós mesmas. O corpo vira palco de olhares, comparações e brincadeiras que nunca tiveram graça.
É estranho sentir medo justamente no colo da família. Medo de aparecer nas fotos. Medo de ser lembrada pelo tamanho e não pela essência. Medo de que o amor venha sempre acompanhado de uma crítica disfarçada. E então aprendemos a nos encolher para caber na expectativa do outro.
Mas chega um momento em que a alma pede respeito. O silêncio engolido por tantos anos cansa. A menina que se escondia na noite de Natal finalmente entende que não é o corpo dela que precisa mudar, mas o pacto de violência sutil que atravessa gerações. A coragem nasce quando percebemos que ninguém tem o direito de nos diminuir.
Memórias podem ferir, mas também podem libertar quando finalmente olhamos para elas com maturidade, compaixão e firmeza. O que ouvimos na infância não define nossa trajetória adulta. Podemos ressignificar, colocar limites, proteger o coração e seguir inteiras.
Que cada mulher que assiste a esse vídeo saiba: você não precisa mais se esconder. O seu valor nunca esteve no tamanho do seu corpo. E família, quando é amor de verdade, aprende a amar sem ferir.