SIGLA saúde mental

SIGLA saúde mental Agora somos SIGLA saúde mental

Primeiro projeto clínico em Psicologia no Brasil direcionado ao atendimento psicológico de LGBTQIAPN+

Nosso querido Fer participou desse bate papo um tanto quanto desafiador, já que trata de um assunto muito polêmico e eme...
09/08/2019

Nosso querido Fer participou desse bate papo um tanto quanto desafiador, já que trata de um assunto muito polêmico e emergente na Psicologia. Confiram:

Nono episódio do quadro PRECONCEITO. Nele, duas pessoas que nunca se viram na vida tentam adivinhar características relevantes uma sobre a outra usando como ...

É 08 de Março e decidimos compartilhar um pouco com vocês sobre COMO pensar e praticar o atendimento a mulheres no consu...
08/03/2019

É 08 de Março e decidimos compartilhar um pouco com vocês sobre COMO pensar e praticar o atendimento a mulheres no consultório de psicologia, que seja de maneira mais emancipatória possível.
(Certamente é lançando mão de abordagens clínicas feministas! Aí vão alguns pontos importantes)
As abordagens clínicas de cunho feminista compreendem os problemas psicológicos das pacientes no contexto social.
Consideram e investigam o lugar do grupo no qual a paciente está inserida, em termos da distribuição de papéis e privilégios atribuídos em função de gênero e de outras construções sociais, como orientação sexual, identidade de gênero e classe sócio-econômica.
Questionam como essas variáveis interferem na vida da mulher, em suas possibilidades de fazer valer seus direitos, de garantir sua integridade e de realizar suas escolhas.
Ao problematizarem construções teóricas que localizam a causa de sofrimento e de opressão dentro da vítima, substituem os construtos intrapsíquicos tradicionais pelos fatores contextuais.
A atenção é voltada para o poder que a paciente possui (ou que a ela é negado) de regular o comportamento dos grupos aos quais pertence decorre de um posicionamento político. Porém, a atenção possui implicações clínicas claras, já que essa análise permite buscar a remediação para os problemas psicológicos no ambiente social e na mobilização das possibilidades que a cliente possui ou pode adquirir para mudar esse ambiente.
A terapia pode ser qualificada como feminista sempre que estiver seguindo a prática e a teorização dos princípios feministas (...) destacando o respeito pelo processo igualitário de tomada de decisão; o compromisso com a transformação social; o princípio da igualdade, eixo norteador quando se fala em políticas de gênero; o contextualismo e o comprometimento com os valores pessoais e também feministas.
Referência: artigo “Psicoterapia Analítica Funcional feminista: possibilidades de um encontro” de Fideles e Vandenberghe, publicado em 2014 na Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa.

Ainda bem que tem se tornado comum criticar a visão normatizadora, reducionista e fixa da Psicologia ao se debruçar sobr...
17/12/2018

Ainda bem que tem se tornado comum criticar a visão normatizadora, reducionista e fixa da Psicologia ao se debruçar sobre as identidades e subjetividades dissidentes em gênero e sexualidade. Mas ainda é escasso encontrar propostas que discutam COMO trazer esse olhar para a prática clínica. Temos problematizado muito e proposto pouco como campo científico e de atuação.

Nessa perspectiva alguns pesquisadores psi tentam fazer o exercício de propor alguns princípios norteadores para a Psicologia que se pretende q***r. Aqui estão alguns deles, encontrados no texto de Peres, Pocahy, Carneiro e Teixeira-Filho (2014) - Transconversações q***r: sussurros e gemidos lusófonos Quatro cadelas mirando a(s) Psicologia(s):


*** desconstruir os sistemas de pensamentos binários e sedentários, imagens e discursos capturados pela lógica normativa [quando se diz sedentário é em contraponto à nômade, pois sedentário remete a uma subjetividade essencialista, fixa e sem deslocamentos];

*** mapear os conflitos existentes entre as estratégias de resistências e a dominação psicossocial, política e cultural [é preciso que as resistências tenham ressonâncias nas posições da Psicologia como possibilidade de vida, de ampliação da vida, fora dos circuitos de patologização];

*** facilitar a emergência de novos/as sujeitos/as emancipados/as, destacando sua posição política de direitos a ter direitos [quando pessoas e grupos nos falam de posições assumidas em suas vidas como dissidências às normativas: nada teríamos para dizer a elas, e sim, elas é que teriam algo a dizer para a Psicologia].

Esses princípios trazem reflexões muito necessárias para quem constrói uma proposta clínica em Psicologia nesses termos, né? Ainda precisamos de mais referências que nos digam como... e isso é ótimo: movimenta.

***r **o

“A psicologia deve ser porta voz de fatos da biologia e das ciências sociais de que o gênero e o s**o não são binários. ...
10/12/2018

“A psicologia deve ser porta voz de fatos da biologia e das ciências sociais de que o gênero e o s**o não são binários. É um consenso na literatura científica quanto a isso. A psicologia tem que ser porta voz desses fatos para a sociedade - o gênero e o s**o se apresentam de uma maneira múltipla. A psicologia e as técnicas práticas que a gente usa, elas têm que refletir essas questões; refletir as questões da diversidade sexual e de gênero presentes na nossa sociedade desde sempre, e não o contrário. A gente tem que evitar com que aconteça novamente o que aconteceu no passado, que a resolução 001/2018 quer que não aconteça mais, que é tentar encaixar as pessoas que têm uma diversidade de gênero em técnicas e práticas psicológicas que ainda são limitadas na compreensão dessa diversidade, ou seja, entendem a partir de um ponto de vista binário, um ponto de vista que nega as possibilidades da transexualidade e da travestilidade. Nós devemos ser embaixadores dessa ideia de que gênero é múltiplo, s**o é múltiplo, orientação sexual é múltipla e diversa. Nós temos pelo menos 100 anos de pesquisa científica nessa área mostrando isso”. Fala do Prof. Ângelo Brandelli Costa junto ao sobre o papel da psicologia na avaliação para cirurgia de readequação sexual (ou de afirmação de gênero, nome mais atual).
+ **o

Segundo o Ministério da Saúde, há a estimativa de que no Brasil são mais de 830 mil pessoas vivendo com HIV/aids. A esti...
01/12/2018

Segundo o Ministério da Saúde, há a estimativa de que no Brasil são mais de 830 mil pessoas vivendo com HIV/aids. A estimativa global é de 37 milhões.
Desde 1996 o SUS distribui gratuitamente os antirretrovirais para as pessoas soropositivas. Nosso país é referência mundial em tratamento e prevenção de HIV/aids.
Muitas estratégias são importante na luta contra a aids, dentre elas repensar a adesão ao tratamento. É preciso considerar as precarizações do acesso à saúde e vulnerabilidades sociais ao invés de culpabilizar e moralizar os indivíduos que vivem com essa condição.
Estudos na área nos mostram que o estigma, a discriminação e o preconceito configuram os principais obstáculos para se pensar e praticar a prevenção, o cuidado e o tratamento do HIV.
Enfrentar essas questões é uma necessidade de toda a sociedade e do Estado. Respeitar integralmente a dignidade das pessoas que vivem com HIV/aids também.

A confluência entre a psicologia e os feminismos não é contínua ou isenta de conflitos. Os debates feministas reverberam...
28/11/2018

A confluência entre a psicologia e os feminismos não é contínua ou isenta de conflitos. Os debates feministas reverberam na psicologia mais tardiamente do que na outras ciências sociais, como na antropologia, na sociologia e na história, mas têm, cada vez mais, contribuído para avanços neste campo, trazendo à tona as questões relacionadas às esferas de poder e às assimetrias que permeiam as relações sociais.

É interessante notar que a construção dessa comunicação entre feminismo e psicologia é promissora tanto para um lado como para outro. Os debates em gênero e sexualidade trazem um grande enriquecimento para as teorias e práxis psi, bem como as discussões dos campos mais progressistas em psicologia contribuem para reflexões acerca dos discursos sobre os temas de sexualidade, corpo e construções identitárias. Tudo cresce junto.

A gente considera que a constante comunicação da psicologia com os feminismos é peça chave para a construção de uma psicologia mais conectada com as questões sociais e demandas clínicas contemporâneas. Na nossa concepção não nem vale a pena (e nem tem como!) dissociar essas narrativas.

A psicologia deveria segurar a mão do feminismo e não soltar mais!!!!

***r

"Gênero é algo que fazemos, não algo que somos - algo que fazemos juntos. Uma relação entre nós, não uma essência. O gên...
21/11/2018

"Gênero é algo que fazemos, não algo que somos - algo que fazemos juntos. Uma relação entre nós, não uma essência. O gênero pode ser usado como uma máquina, com uma única diferença: em relação ao gênero, você (corpo e alma) é o usuário e a máquina ao mesmo tempo. Gênero não é uma máquina que você possui. Pelo contrário, é uma máquina viva que você incorpora e usa sem possuí-la."

Paul Preciado, 2015 (trecho retirado de "Transfeminismo", n-1 edições)

Com um discurso anti-essencialista, anti-biologicista e focado no conceito de agência, Paul nos conta sobre uma noção de gênero diferente da vigente nos estudos feministas da segunda onda. Ele ousa (ui) dizer que o feminismo não é suficiente como movimento político por operar na lógica das políticas identitárias e, assim, reafirmar o lugar para o feminino, enquanto categoria, na sociedade. Ou seja: normatiza o sujeito que quer liberar.

É um discurso beeem diferente do anunciado nos textos feministas com que geralmente temos contato no Brasil, né? Polêmico e necessário.

***r ***r

Teremos a satisfação de apresentar no V Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão nosso relato de experiência...
14/11/2018

Teremos a satisfação de apresentar no V Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão nosso relato de experiência na forma do trabalho: "Reconstruções clínicas possíveis no atendimento psicológico à população LGBT+".

V Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão

02/09/2018

Nos identificamos muito com essa sessão de terapia da JuPat que, apesar de ter sido um pouco diferente da terapia que estamos acostumades (nossos pacientes não lavam a louca, sério rs), também teve muita reflexão e construções interessantes ao pensar sobre genero

A OMS retirou a transexualidade da lista dos transtornos mentais. A décima primeira edição da Classificação Internaciona...
19/06/2018

A OMS retirou a transexualidade da lista dos transtornos mentais. A décima primeira edição da Classificação Internacional de Doenças (CID 11) deve entrar em vigor em 2022.

Muito ainda há de se transformar nas ciências médicas e também muita luta pela frente ainda há de se travar para que se construa uma sociedade justa e igualitária para as pessoas trans, mas sem dúvida esse é um marco e um passo importantíssimo para viverem uma vida mais digna.

1990 foi o ano em que a homossexualidade foi retirada dessa lista de classificação de doenças e 2018 é o ano das pessoas trans conquistarem essa etapa tão fundamental na luta pela despatologização.

Estamos muito felizes com esse avanço pois sabemos de sua importância. Comemoremos!

No Estado de São Paulo os cartórios já estão liberados para fazer a retificação de prenome e gênero no registro civil de...
22/05/2018

No Estado de São Paulo os cartórios já estão liberados para fazer a retificação de prenome e gênero no registro civil de pessoas trans!

PROVIMENTO CGJ N° 16/2018 PROVIMENTO CG N° 16/2018 — Dispõe sobre a averbação da alteração de prenome e s**o diretamente no Registro Civil das Pessoas Naturais, nas hipóteses previstas no julgamento da Ação..

A luta antimanicomial tb é luta LGBT+!Pessoas com "transtornos mentais" e pessoas LGBT+ historicamente foram (e são!) co...
18/05/2018

A luta antimanicomial tb é luta LGBT+!

Pessoas com "transtornos mentais" e pessoas LGBT+ historicamente foram (e são!) consideradas o "desvio" para as ciências tradicionalistas e para as normas sociais. Foram grupos sistematicamente taxados de loucos e submetidos as mais brutais violências do sistema, por não se encaixarem no que se prescreveu como normal.

Todos merecemos atenção e cuidados em saúde mental de forma humanizada, qualificada e emancipatória!

No 18 de Maio, as LGBT+ estão juntas na batalha por uma sociedade sem manicômios e que respeite as diferenças, sejam elas quais forem!



Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando SIGLA saúde mental posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para SIGLA saúde mental:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria