17/12/2018
Ainda bem que tem se tornado comum criticar a visão normatizadora, reducionista e fixa da Psicologia ao se debruçar sobre as identidades e subjetividades dissidentes em gênero e sexualidade. Mas ainda é escasso encontrar propostas que discutam COMO trazer esse olhar para a prática clínica. Temos problematizado muito e proposto pouco como campo científico e de atuação.
Nessa perspectiva alguns pesquisadores psi tentam fazer o exercício de propor alguns princípios norteadores para a Psicologia que se pretende q***r. Aqui estão alguns deles, encontrados no texto de Peres, Pocahy, Carneiro e Teixeira-Filho (2014) - Transconversações q***r: sussurros e gemidos lusófonos Quatro cadelas mirando a(s) Psicologia(s):
*** desconstruir os sistemas de pensamentos binários e sedentários, imagens e discursos capturados pela lógica normativa [quando se diz sedentário é em contraponto à nômade, pois sedentário remete a uma subjetividade essencialista, fixa e sem deslocamentos];
*** mapear os conflitos existentes entre as estratégias de resistências e a dominação psicossocial, política e cultural [é preciso que as resistências tenham ressonâncias nas posições da Psicologia como possibilidade de vida, de ampliação da vida, fora dos circuitos de patologização];
*** facilitar a emergência de novos/as sujeitos/as emancipados/as, destacando sua posição política de direitos a ter direitos [quando pessoas e grupos nos falam de posições assumidas em suas vidas como dissidências às normativas: nada teríamos para dizer a elas, e sim, elas é que teriam algo a dizer para a Psicologia].
Esses princípios trazem reflexões muito necessárias para quem constrói uma proposta clínica em Psicologia nesses termos, né? Ainda precisamos de mais referências que nos digam como... e isso é ótimo: movimenta.
***r **o