27/03/2026
Há manhãs que não começam no relógio,
começam no peito.
Na manhã de sábado, no Retiro Alquimia do Sentir e do Dizer, o céu se abria devagar — e, com ele, algo dentro de nós também.
No frio suave da serra, no abraço apertado um silêncio cheio de presença nos atravessava.
Não era pressa.
Não era fala.
Era o início de uma travessia.
Ali, nos encontrávamos para lembrar que sentir não é fraqueza — é linguagem, é ponte, é caminho.
Antes de qualquer palavra, o toque já dizia.
Antes de qualquer explicação, o coração já compreendia.
Talvez expandir o sentir seja isso: descer das ideias, habitar o corpo, e permitir-se ser atravessado pelo que é vivo.
E algo naquele instante nos perguntava, em silêncio: o quanto de você ainda espera
para ser verdadeiramente sentido?
Recortes poéticos dos momentos do nosso último retiro.