25/02/2026
Todos nós temos limites, características, modos de funcionar. Dar nome a isso pode ser importante. Pode trazer compreensão, acolhimento e direção. Quase como um manual de instruções do sistema que roda dentro de você.
Mas existe uma diferença delicada entre usar essa informação para se entender melhor e usá-la como justif**ativa para não crescer.
Quando a identidade f**a rígida demais… “eu sou assim”, “não faço isso porque sou desse jeito” corre-se o risco de transformar algo que deveria ampliar consciência em algo que limita possibilidades. O que era para ser ferramenta vira prisão.
Reconhecer as próprias limitações é maturidade. Usá-las como carta definitiva para evitar responsabilidade é outra coisa.
Ninguém é reduzido a um diagnóstico, a uma característica ou a um traço de personalidade. Somos mais complexos do que qualquer definição. E justamente por isso, sempre existe espaço para movimento, aprendizado e escolha.
Compreender quem se é não signif**a se acomodar. Signif**a assumir, com mais clareza, o compromisso de evoluir dentro da própria realidade.
-Psicóloga Liliane Tragante