Psicóloga Celia Siqueira

Psicóloga Celia Siqueira Conversas sobre Psicologia, Psicanálise e Neuropsicologia. Meu objetivo é trazer e discutir temas comuns e/ou polêmicos sob a luz da Ciência e do bom senso

QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA
13/12/2023

QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA

A rede de supermercados alemã, Edeka, chegou com um comercial de cortar o coração para nos lembrar que uma das coisas mais importante do Natal é passar o tem...

04/08/2023

Bem articulada essa minha neta

VERGONHA!!!!
16/01/2021

VERGONHA!!!!

31/07/2018

Será que as mães de hoje são muito diferentes das mães de 20, 30, 40 anos atrás?
Num mundo onde as pessoas se tornam mais atentas a detalhes, onde a informação está ao alcance das mãos e dos olhos, onde as pessoas falam muito e pouco interagem, creio que sim.
As mães de 40 anos atrás dispunham de informações limitadas desde a gestação. Os ultrassons eram borrões apenas compreensíveis aos médicos e profissionais especializados. Não dispúnhamos de exames elaborados a cerca do desenvolvimento fetal, muito menos podíamos saber o s**o do bebe. A gravidez era uma experiência natural e pouco envolvida em preocupações. Ignorar fatos e circunstâncias eram a regra e a surpresa fazia parte do cenário.
A criação dos filhos ficava a critério do bom senso familiar, dos conselhos dos avós, tios e amigos e pouco nos preocupávamos com uma extensa carteira de vacinas, embora elas já existissem e fossem adotadas.
As crianças cresciam em ambientes familiares, iam para a escola mais cedo ou mais tarde, conforme as necessidades da própria família. Mães que trabalhavam precisavam recorrer às escolinhas para cuidar dos filhos, em conjunto, ou não, com avós ou tias disponíveis. Lembrando que haviam famílias onde os mais velhos cuidavam os irmãos mais novos para que os pais trabalhassem.
As mães daqueles dias eram tão preocupadas quanto as de hoje, mas não com os mesmo aspectos. O desejo fundamental estava em criar as crianças de maneira que se tornassem adultos prósperos, saudáveis e felizes.
Era bem mais simples? Sim, até porque as espectativas eram menores.
Hoje as mães tem filhos um pouco mais tarde, em geral programam a gravidez e o numero de filhos que desejam ter, exceto aquelas que enfrentam dificuldades para engravidar ou manter a gestação.
Num mundo onde podemos planejar e controlar acontecimentos, não seria diferente com as gestações e com a criação dos filhos, certo? Não, erradíssimo.
Mesmo que o bebe tenha vindo de uma gestação planejada, ele ainda é um individuo, único, especialmente peculiar e diferente de todos os outros.
Como conviver com as dúvidas sobre a gestação, sobre o desenvolvimento do bebe e sobretudo, como conviver e cuidar desse bebe, até que ele se torne ao menos adolescente ou jovem adulto?
Como conhecer as emoções dos filhos, como saber se estão felizes, se estão se desenvolvendo dentro das médias mundiais esperadas, se comem e dormem corretamente, se falam o suficiente, se caminham e se exercitam o tanto que deveriam, se estão saudáveis física e emocionalmente, se já deveriam estar na escola, se.....se.....se!
Não é por acaso que as famílias, em especial as mães sentem-se exaustas logo no primeiro ano dos filhos. As expectativas aumentaram na mesma proporção da informação, nem sempre de qualidade, e da culpa/medo das mães de não estarem cumprindo seus papeis corretamente.
Respondendo à questão inicial, creio que a maternidade nos dias de hoje imprima maior dificuldade, sim, não pela maternidade em si, mas pelas expectativas e exigências sociais.
E essa é uma questão importante, uma vez que nossas crianças conduzirão o mundo num futuro bem próximo.
Nossas pequenas e belas obras de arte estão em construção e os artistas somos nós: pais, avós, tios, sociedade. Portanto, a responsabilidade é nossa. Temos opção de criar uma população mais saudável em todos os sentidos. Precisamos nos preparar ou pelo menos ajustar nossas atitudes de maneira a não causar prejuízos duradouros.
Precisamos, todos, aprender a simplicidade da vida e de nossas crianças.
Precisamos aprender a educar, criar com saúde e construir com afeto, não apenas corpos, mas almas humanas dignas.
Não é tão difícil assim, mas para isso é preciso que compreendamos o mundo infantil e respeitemos seu delicado desenvolvimento.
Cada vez tenho mais vontade de escrever sobre esse tema, que tanto me encanta e sobre o qual sei que posso contribuir, ainda que minimamente!

19/03/2018

Tão perto estamos da Páscoa, de um momento cristão que representa o renascimento, e poucos sabem ou se interessam em compreender o real significado dessa data, alem dos costumeiros Ovos de Chocolate, em diversos formatos e sabores e, por vezes, acompanhados de brinquedos taxados a preço de ouro.
É importante que crianças pequenas possam crer em acontecimentos mágicos, até porque isso as alivia de seus sofrimentos infantis.
É importante que crianças pequenas acreditem em algo que não possam ver ou tocar, isso as ajudará a expandir a consciência, quando estiverem prontas.
É importante que crianças pequenas tenham expectativas e que consigam lidar, na vida, com satisfações e frustrações.
Para tudo isso e muito mais servem os personagens como Coelho da Pascoa, Papai Noel, Fada dos Dentes e por aí vai.
Para os pequeninos valem pequenos ovos de chocolate, valem brincadeiras e tudo que possa marcar suas memórias de forma amorosa.
Para os maiores, vale sim, a explicação do significado da data, dentro dos parâmetros religiosos e/ou sociais de cada família.
O importante é que tais datas sejam resgatadas dentro de cada uma das famílias, de maneira que as novas gerações entendam e compreendam que o importante não está no objeto (ovo de chocolate), mas no momento (renascimento).
E para aqueles que conseguirem e puderem, será uma boa oportunidade para ensinar História às crianças, independente da religião que adotam ou até para agnósticos ou ateus. História também se aprende em casa e está aí um bom momento.
Pergunte-se e responda-se:
O que é, e como se conta a quaresma cristã?
Porque vc come peixe na quinta e sexta-feira santas?
E porque a sexta-feira é santa?
O que é o sábado de aleluia?
O que é a Páscoa?
Todo o mundo faz isso? Ou há lugares em que os hábitos e crenças são diferentes?
Se vc conseguir responder a essas questões está liberada(a) para a compra de ovos de chocolate. Rs.

Tenho dúvidas que vá exagerar!!!

Bom momento de consciência e renascimento a todos!!

RELAÇÕES AFETIVAS  EM TEMPOS PERMISSIVOSAs relações humanas afetivas são,  e sempre serão,  foco das maiores e mais crué...
17/11/2017

RELAÇÕES AFETIVAS EM TEMPOS PERMISSIVOS

As relações humanas afetivas são, e sempre serão, foco das maiores e mais cruéis dúvidas!
Hoje as aproximações são feitas através de aplicativos de celular, que cruzam interesses entre os adeptos e propõem “conversas”. Há os que colecionem interessados por semanas e até meses, antes que o primeiro encontro ao vivo aconteça e há, também, os que se apressem apenas em conhecer alguém, obter um quinhão de atenção (muitas vezes, s**o) e na sequencia se descartam, como se fossem (e talvez sejam) apenas objetos, sem quaisquer significados.
Num mundo que anda a gigabytes tudo isso é mais que compreensível, mas será que vale a pena?
As fases românticas eram bem mais lentas. Moças e rapazes se conheciam nos colégios, nas universidades, nas festas e iniciavam um processo de conhecimento mútuo, que acabava em namoro, noivado , casamento e muitas vezes... em divórcio. Nada era perfeito, só havia mais tempo para o reconhecimento dos parceiros.
Hoje, a rapidez leva casais a se beijarem, abraçarem e fazerem s**o num espaço de tempo que, por vezes, não ultrapassa as 24 hs de um dia.
Vão para uma festa X, “conhecem-se”, bem superficialmente, logo se abraçam, se beijam e terminam a noite (ou o dia) na casa de um dos dois ou num hotel qualquer, sem que saibam o mínimo sobre o outro.
Fora os perigos físicos e sociais, destaco os psicológicos, sim, porque muitos ainda esperam a ligação/mensagem do dia seguinte. E nem sempre ela vem.
São muitas as histórias de homens e mulheres que beijaram vários numa única festa, foram para algum lugar e fizeram s**o, sem ao menos saber o nome da pessoa com quem estiveram.
Que contra-mão é essa, onde pessoas de bem se lançam a prazeres fortuitos de maneira tão impensada?
Não cabe o julgamento, mas a reflexão sobre onde estamos colocando nossas espectativas e nossos sentimentos.
Se não houvesse uma “reclamação” quase que geral sobre a dificuldade de encontrar parceiros afetivos de qualidade, não faria o menor sentido isso que escrevo.
Fato é que, moças e rapazes procuram, sim, por parceiros efetivos, com os quais consigam estabelecer um relacionamento amoroso, salvo raras exceções. Mas dessa forma creio que apenas conseguirão encontrar companhia para algumas horas, onde o instinto falará sempre mais alto que a racionalidade.
E como “desconstruir”, como colocar por terra essa forma de comportamento que nos lança aos primórdios da Humanidade?
Simples e difícil ao mesmo tempo.
Cabe a cada pessoa fazer a sua escolha e ser fiel a ela. Se vc deseja um namorado ou namorada, procure conhecer o Ser Humano antes de conhecer seus contornos físicos. Essa parte pode esperar.
Dê oportunidade a si mesmo para se “apaixonar” ou pelo menos “se interessar” pelo outro, sem que para isso tenha que, obrigatoriamente, estabelecer uma relação carnal.
A carne é apenas uma das facetas das relações afetivas e se vc começar por ela pode perder o interesse em conhecer as demais, que podem ser até mais prazeirosas.
O encontro afetivo envolve olhar, toque, conversa, sentimentos, percepções, silêncios, afagos, abraços, risos, emoção e também s**o. E envolve sensações sutis e empáticas. O encontro afetivo verdadeiro é mágico e leva ao prazer da alma.
A quem espera apenas a satisfação dos desejos físicos, vá em frente. Não há crime em desejar única e tão somente a satisfação física. Mas avise seu ou sua parceira, porque ele ou ela pode estar interpretando tudo de forma equivocada. Você não é responsável pelos sentimentos alheios, a menos que tenha dado margem a interpretações duvidosas.

Já que estamos em tempos libertários, que os atos e decisões também o sejam. E que haja transparência. Fale francamente o que quer e deseja do outro.
Havendo concordância não haverá decepções para ambos os lados!
Estamos num momento em que o exercício da maturidade é possivel e necessário!
E não há melhor afrodisíaco nesse mundo do que a honestidade e a retidão de caráter. Todo o resto é o que sempre houve, sem grandes novidades!

EMPODERAMENTO DA MULHER  X  MATERNIDADEFrancamente não aprecio o termo “empoderamento da mulher”, até porque não precisa...
22/10/2017

EMPODERAMENTO DA MULHER X MATERNIDADE

Francamente não aprecio o termo “empoderamento da mulher”, até porque não precisamos alardear sobre nossos “poderes”.
Quando ouço esse termo logo me vem a imagem da “Mulher Maravilha”, da “Mulher Gato” e não, não precisamos disso.
Um dos nossos maiores poderes, se assim devo chamar, é a maternidade!
Faz bem pouco tempo que ter filhos era uma consequência natural da vida, sem escolhas, sem senões, a menos que algo “maior” nos impedisse.
Mas antes vamos a um pouco de História.
A ca*****ha existe desde a Idade Média. Foi feita de forma artesanal para evitar a disseminação de doenças venéreas na Europa. Não era confortável, muito menos eficaz, já que era feita de linho embebido em ervas, pretensamente espermicidas.
No século 17 a ca*****ha foi aprimorada e passou a ser confeccionada a partir de tripas de animais e apenas no final do século 18 passou a ser feita em borracha grosseira e utilizada inúmeras vezes.
A primeira pílula anticoncepcional feminina surgiu apenas em 1960, com o nome de Enovid-10, nos Estados Unidos.
Da Idade Média até 1960 pelo menos 300 anos se passaram e nesse meio tempo as mulheres tiveram que utilizar seu verdadeiro “poder” de maneira a não engravidar a todo momento.
E diga-se, de passagem, que a invenção da pílula também não colocou por terra dúvidas femininas quanto à maternidade. A diferença estava no fato de haver contraceptivos eficazes para mulheres e homens e apesar dos efeitos colaterais, a partir de então, ter filhos passava a ser uma opção.
Parecia simples: se quisessem ter filhos não se protegiam e caso contrário, usavam os métodos disponíveis e já bastante seguros. Tudo muito racional e calculado não fosse a interferência da sociedade, dos desejos individuais, do planejamento de vida de cada pessoa, dos dogmas e do inconsciente humano.
Esquecia-se de tomar a pílula, a ca*****ha “estourava” e lá vinha um rebento para a vida, muitas vezes sem a real aceitação de seus pais.
Isso sem contar com inúmeros casos de abortamento, espontâneo ou não.
Tudo isso fez com que muitas e muitas mulheres e homens postergassem, ao máximo, suas decisões quanto a ter ou não filhos, de maneira a dividir com a Biologia a responsabilidade pelo engravidamento. Evidente que tudo isso ocorreu de forma inconsciente, mas mesmo assim, uma parte de cada uma dessas pessoas “decidiu” pelo sim ou pelo não.
Já não precisamos de todo esse arsenal de “desculpas” e “artimanhas” da psique. Todos podem decidir se querem ou não ser pais e mães.
Evidente que o pai, por questões óbvias, precisará de uma mãe.
E por essa razão, considera-se que a MATERNIDADE seja uma experiência e uma decisão mais feminina do que masculina.
Apesar de toda dificuldade em enfrentar os olhares familiares, as discordâncias sociais, o importante é decidir:
1º Se quer ser mãe
2º Que formato de Maternidade pretende adotar
Algumas mulheres decidem, com seus parceiros, que serão mães e colocarão suas carreiras em stand by.
Outras decidem, tambem com seus parceiros, que não serão mães e continuarão a exercer suas atividades profissionais.
Importante é verificar que para cada escolha existe uma perda.
Quem optar por ter filhos, talvez perca por alguns anos a projeção e o sucesso profissional esperados.
Quem optar por não ter filhos, talvez perca a oportunidade de viver uma experiência ímpar.
O importante é decidir e arcar, pessoalmente, com tal decisão.
A sociedade, a família poderá até cobrar, mas se homens e mulheres estiverem conscientes de suas escolhas não haverá arrependimentos.
Leve-se em conta que nem todos homens e mulheres estão, biologicamente, aptos para exercerem a concepção e a gestação, e para esses, assim como para quaisquer outros, há a possibilidade da adoção.
Maternidade e Paternidade são opções de vida e não obrigações sociais.

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São Paulo, SP
04313-060

Telefone

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