Psicólogo Túlio Bueno

Psicólogo Túlio Bueno Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Psicólogo Túlio Bueno, Psicoterapeuta, São Paulo.

Psicólogo Clínico
Especialista em Psicologia da Saúde pela UNIFESP - Residência Multiprofissional
Psicanalista em Formação pelo Instituto Latino Americano de Psicanálise Contemporânea (ILPC)
CRP: 06/141430

Coronavírus: uma pandemia da angústia?A disseminação do Covid-19 em escala global nos fez abrir aspas para pensar o modo...
17/03/2020

Coronavírus: uma pandemia da angústia?

A disseminação do Covid-19 em escala global nos fez abrir aspas para pensar o modo como a sociedade responde às situações de alerta e crises. Desde a divulgação das notícias até a restrição do contato físico, o corona é uma carona de volta para nossas raízes mais primitivas e instintuais da espécie. Sem a barreira do social, o humano tende a regredir ao selvagem.

Pensar no coronavírus é relembrar outros fatos históricos ocorridos recentemente, como a greve dos caminhoneiros, o H1N1, o Ebola, por exemplo. Voltar os olhos para esse contexto de crise é deparar-nos com nossas limitações, responsabilidades e impotências, todas geradoras de angústia. Principalmente, quando a sociedade enraiza-se na ideia de que limitações e barreiras existem para os fracassados, como nos aponta Ehrenberg (2010). A limitação do ir e vir, a necessidade de cuidados higiênicos no cotidiano, como lavar as mãos, usar álcool em gel, evitar contatos físicos e espaços públicos, pode não ser algo tão simples para todos. A dificuldade de aceitarmos nossos limites está no cerne da civilização: a limitação do corpo perecível, a limitação imposta pela morte.

A morte que falamos aqui transcende a morbimortalidade trazida pelo coronavírus. Chamamos a atenção para a morte como o tabu ainda presente nos dias atuais. A morte enquanto aquilo que nos barra, que desconhecemos, que tememos. Paradoxalmente, é nossa única certeza e garantia. É o caminho final de todos, não importa os meios. Como dizia Freud (1920), o objetivo de vida toda é a morte. E é graças à ideia de morte que continuamos nos movimentando nesse intervalo chamado de "vida". Com as novas tecnologias médicas, a morte é tida como fracasso. Se antes, ela acontecia brevemente e em casa, na presença de familiares do moribundo, hoje ela ocorre postumamente, quase sempre nos hospitais, em unidades de terapia intensiva, nas quais se tenta à todo custo manter vidas.

No caso do coronavírus, a morte que antes nos parecia "distante" começou a bater em nossas portas. A contaminar nossos conhecidos, se disseminar em locais de trabalho e transportes públicos. A pandemia nos lembra do limite da morte e, consequentemente, a instala o caos. É esse caos que esgota as prateleiras dos supermercados e os estoques de álcool em gel. É esse caos que mobiliza instituições a fecharem suas portas, a fim de diminuir os riscos e prevenir novos casos. É esse caos que se utiliza do isolamento social e individualismo como aliados, quando estes últimos são, historicamente, sintomas sociais prevalentes baseados na exclusão.

O corona é nossa carona para o primitivo. Carona compartilhada por milhares de pessoas. Freud (1930) postula a necessidade de renúncia dos prazeres individuais para vivermos Na civilização. É essa renúncia que nos permite fazer laço com o outro. Mas esta tarefa não é fácil, visto que lutamos toda a vida para evitar o desprazer, evitar a dor, evitar o sentir. Afinal, nos dizem que precisamos estar bem e felizes o tempo todo. De acordo com Ehrenberg (2010), nossa cultura prima pelos prazeres comprados, prioriza os excessos e a performance individual, com o lema "você quer, você pode, você consegue". Segregando o sujeito de todo o cenário político, social, econômico e histórico que o ronda, o fracasso passa a ser visto como uma escolha. Logo, renunciar aos desejos pessoais em prol do coletivo parece ser impossível.

Uma cultura também se faz do regime político que a conduz, e neste caso, permeia-se uma conduta política egocêntrica que tende a ir na direção contrária da amenização do caos. Uma postura de negação, que repudia as diretrizes médicas preventivas, que diz que a mídia é sensacionalista, aumenta a resistência às limitações impostas pelo vírus.

De certo, é angustiante lidar com esses limites, com o “fim”, com a ameaça dos desejos não realizáveis. Nesse cenário de pandemia, qual é nossa responsabilidade para instalação e manutenção do caos? O que é possível fazer em meio a angústia de sermos afetados direta ou indiretamente pelo vírus? Que outras formas podemos deslizar e fazer laço social, sem necessariamente enlaçarmos nossas mãos? Em uma civilização que prima pelo individual ao invés do público, podemos enxergar um sintoma coletivo que não é nada novo: o narcisismo. Por que não considerá-lo uma pandemia social?

Autoria:
📝 Túlio Bueno R. Martins
Psicólogo Clínico (CRP 06/141430)
📝 Flávia Costa Haidar
Psicóloga Clínica (CRP 06/150064)

https://psicologotuliobueno.com/

REFERÊNCIAS:

Ehrenberg, A. (2010). O culto da performance: da aventura empreendedora à depressão nervosa. Aparecida: Ideias e Letras.

Freud, S. (1922). Além do princípio de prazer: psicologia de grupo e outros trabalhos. In Além do principio de prazer: psicologia de grupo e outros trabalhos.

Freud, S. (1996). O mal-estar na civilização (1930). ______. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 21, 73-150.

Afetos que afetamExiste uma necessidade de correspondência do outro quando se fala de amor . Para o ser humano, a angúst...
10/07/2019

Afetos que afetam

Existe uma necessidade de correspondência do outro quando se fala de amor . Para o ser humano, a angústia se faz presente quando há falta de afeto daquele que tanto investiu seu amor. Desde a mais tenra infância somos afetados pelos afetos nas nossas relações com os outros, desde a falta ao excesso de afeto. Um fato: o afeto afeta. Como o afeto dos outros tem te afetado?

Quando pensamos nessa questão, geralmente lembramos das nossas relações com nossos parceiro(a)s amorosos, mas não necessariamente o afeto reduz-se a essas. Como dito anteriormente, há inscrição de afeto em nossas vidas a partir da primeira infância. Desse modo, as matrizes de como somos afetados pelos outros estão nas nossas primeiras relações de amor, que bem possivelmente serão com os nossos pais e familiares.

O que percebemos é que a medida que tomamos consciência de como o afeto nos afeta, tentamos de alguma forma lidar com suas extremidades (falta e excesso). Recorremos as mais diferentes maneiras para conseguir manejar as reações causadas pelo outro, seja nos blindando emocionalmente para, caso a pessoa não corresponder à minha demanda amorosa da forma que eu espero, eu não sofra muito. Também podemos fazer mais ainda pelo outro a ponto de esquecer de nós mesmos, só para ver o amor satisfeito na esperança da correspondência. Essa forma de correspondência é desejada de forma distinta de indivíduo para indivíduo.

Com isso, acabamos que artificializando as nossas próprias emoções. Digo isso pensando no dois exemplos que dei, pois ao estar blindado para ser afetado pelo outro nos colocamos sempre alerta nas relações, esperando que o outro cometa algum deslize conosco para culpabilizá-lo do erro e sairmos da relação com a sensação de que se não deu certo é porque o outro não quis que desse. Será? Será mesmo que ao inclinarmos a culpa para o outro da falta ou excesso de afeto, a gente não está deixando de enxergar o quanto estamos possivelmente nos abstendo que existe outra parte na relação além do outro? Como disse Freud para uma paciente: “qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?” Evidenciando um aspecto defensivo do sujeito estabelecido numa posição narcísica distanciando-o das suas próprias faltas, dos seus próprios vazios, projetando nas relações aquilo que é genuíno do sujeito, mas de certa forma, nega sua implicação na própria queixa.

O outro exemplo diz respeito à quanto que o sujeito se assujeita à ponto de não mais olhar para si quando está numa relação que se dedica exclusivamente a suprir a demanda do outro. Nesses casos, o que se escuta na clínica desse sujeito são frases como: “eu já não me reconheço”, “não gosto de ser assim, mas não sei como sair disso”, “tenho medo de o que a pessoa pode fazer caso eu não faça o que ela me pedir.” O sujeito que se submete à essa posição, muito possivelmente espera em troca dessa dedicação, um reconhecimento por aquilo que faz, numa tentativa de ser aquilo que completa a falta existencial do outro. Desse modo, parece que o sujeito está colado na relação, sem possibilidade de se enxergar como sujeito sem o outro, sendo bem provável que o sofrimento está em não saber ser um ser por si mesmo, precisando sempre de um alguém para ser.

Nesse artigo, não pretendo reduzir o modo como as pessoas se relacionam nesses dois exemplos, mas sim expor aquilo que mais aparece na clínica nos dias atuais. O que se percebe diante dos dois exemplos, é a importância do sujeito perceber como ele é causador e receptor de afetos, partindo daí, poder refletir e se perguntar de que modo cada indivíduo é afetado em suas relações. O autoconhecimento é a questão chave para entendermos nosso modo de ser diante do outro. Como diria o filósofo Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”, para poder assim, conhecer seus próprios afetos, reconhecer suas faltas e possivelmente lidar melhor com suas próprias expectativas quando lançado às relações afetivas.

Foto: Sarah Cervantes

Para ser homem no pensamento da maioria da sociedade, é preciso vestir uma máscara máscula de potência e compostura. É p...
07/03/2019

Para ser homem no pensamento da maioria da sociedade, é preciso vestir uma máscara máscula de potência e compostura. É preciso ter dinheiro para sustentar toda uma família, de preferência sozinho. É preciso ser forte, fisicamente e emocionalmente. É preciso agir com exatidão, evitando perda de tempo, ser voraz, ter foco, ter ambição, ter carro novo (e potente), ter vários amigos, ter ido em lugares cobiçados e caros para postar em redes sociais, ter likes, seguidores, ter uma vida "invejável". Socialmente, o homem "bem sucedido" é aquele que tem o que os demais querem ter, que é algo que muitos anseiam não em ser, mas em ter. Ter e não ser. Homem não pode ser sensível, demonstrar emoções, pois é sinônimo de fraqueza, de fragilidade. Será? Por que? Por que é preciso estigmatizar tanto o que é ser homem? Afinal, então o que é ser homem além de ter? Ser é ter? Então só sou se tenho? E se não tenho sou o que? Acho que a questão maior aqui é desconstruir algo que insiste em permanecer mesmo no século XXI, uma ideia de ser bem sucedido baseado em aquisições. Consultórios de psicologia/psiquiatria estão lotados de homens que tem tudo isso, são "bem sucedidos" aos olhos da sociedade, mas estão em sofrimento. "Por que sofrem se tem tudo?" alguém pode se perguntar...mas tudo o que? Às vezes o essencial não é visível, não dá para comprar, vestir, nem dá para sustentar sem ser. Homem pode ser sensível, afinal, não é algo peculiar ao gênero, é ser ser humano. É ser. Seja aquele homem que é, não apenas o que tem. Se quiser ser sensível, que seja, se quiser chorar que chore, pois não é sinônimo de fraqueza, mas sim de franqueza com o próprio ser. Para os homens que se prendem em amarras sociais construídas por pessoas que também eram amarradas por situações diversas, desprendam-se! Apreendam-se em si, nas coisas que realmente fazem você ser aquele cara que quando era um menino, sonhava em ser quando crescer, sem as besteiras de adolescente/adulto que te fizeram adoecer e se indagar porque tem de tudo (ou não tem e gostaria de ter) e é infeliz. Aprenda a se ver com sensibilidade, com menos cobrança de parecer ser algo que "lá no fundo" você sabe que não é, e, por meio disso, perceba que as coisas podem ser mais leves quando você se liberta de correntes que nem são suas. Ou seja, apenas seja.

Ah se eu pudesse ter feito tudo que queria fazer...ah se eu pudesse voltar atrás e fazer tudo diferente! Quantas vezes o...
15/12/2018

Ah se eu pudesse ter feito tudo que queria fazer...ah se eu pudesse voltar atrás e fazer tudo diferente! Quantas vezes ouvimos as pessoas falando de coisas que gostariam de ter vivido, mas por algum motivo ou vários (tempo, dinheiro, idade - em suma alguma(s) falta(s)) deixam de realizar suas vontades. Se deixam, só vão, em vão, muitas vezes em busca de algo que está ligado à demanda do (O)outro, ou seja, que não necessariamente será algo do campo da realização de desejos do sujeito, mas que está conjugado à sonhos/vontades dos outros. Parece que algumas pessoas vivem de prazeres parciais, prazeres esses ligados em sua maioria às relações que não fazem o sujeito aparecer como protagonista da sua própria história, mas como alguém que está voltado a sustentar anseios alheios muitas vezes por receio de "perder" o outro ou algum lugar. Colocando o sujeito assujeitado a situações que a singularidade passa a ser permissiva demais aos desejos alheios, deixando a pessoa em uma situação de se perguntar: "o que eu tô fazendo da minha vida?". Então começo a refletir o que será que falta para essas pessoas buscarem aquilo que realmente fazem sentido na vida delas. Chego a imaginar que simplicidade nessa resposta não explicaria nada de ninguém, no entanto, pensando nas dificuldades individuais que temos de sustentar nossos próprios desejos e vontades posso concluir que por mais que seja linda essa ideia de ir atrás dos próprios sonhos, há de se considerar que esse caminho pode ser cheio de desvios e dificuldades e até mesmo impossibilidades.
Só que volto aquela reflexão inicial à respeito do discurso percebido das pessoas que se perturbam com a ideia de que poderiam ter feito diferente. Será que vale a pena viver inclinado para a realização do desejo alheio? Ou dá para pensar um pouco mais nos próprios sonhos, sustentá-los e se possível realizá-los?
Penso que dá para ser um pouco "egoísta" quando o assunto é realizar seus próprios sonhos, no entanto, sei também que em alguns momentos da vida, os desejos dos outros podem tomar um lugar de importância em nossas vidas a ponto de nos assujeitarmos à eles. Porém, me vem uma questão ao pensar nisso: quanto tempo até a gente perceber que foi tempo demais e não temos mais tempo?
O que temos que ter em mente é que se você não for atrás dos seus sonhos, não espere que ninguém vai fazer isso por você, ou seja, que não depositemos a responsabilidade de realização dos nossos desejos no outro. Pensando dessa forma, imagino que tudo é uma questão de viver em busca de um certo equilíbrio (não tão equilibrado assim) entre a realização dos nossos desejos e os desejos dos (O)outros.

Imagem: ptbump.com

Psicólogo Túlio Bueno
CRP: 06/141430

E esse passado que custa f**ar no passado? Tem momentos que se faz tão presente que a gente pensa que de fato é o agora....
15/11/2018

E esse passado que custa f**ar no passado? Tem momentos que se faz tão presente que a gente pensa que de fato é o agora. Porque é tão difícil deixar o que foi lá atrás e seguir adiante sem olhar/comparar/estar o/com/no passado?
Me parece que muitas vezes gostaríamos de ter uma fórmula mágica que fizéssemos esquecer de algumas coisas que vivemos. Que belo seria se pudéssemos guardar somente as coisas boas que nos ocorreram!
Só que não é bem assim. Guardam-se mágoas, tristezas, momentos difíceis, angústias, medos...enfim, acumulamos sentimentos e sensações que nos colocam repetidamente em acesso aquilo que conscientemente gostaríamos de esquecer. Então, se não dá para esquecer o que se pode fazer? Quais as formas então de lidar com esse passado presente? Essa resposta dificilmente pode ser simplista e generalista, afinal, cada um sabe o passado que carrega e suas repercussões no presente.
Se ao invés de negarmos aquilo que nos assombra, conseguíssemos olhar para aquilo? Difícil imaginar isso...às vezes só de pensar já nos sentimos desconfortáveis. Só que sejamos persistentes (assim como nosso passado) e tentamos de novo e de novo, até que realmente consigamos olhar para aquilo.
Esse olhar que digo, não se restringe ao fato da recordação dos fatos em si, mas de uma certa elaboração dos mesmos. Mas como se faz para elaborar algo tão difícil de olhar, de se falar sobre, de recordar? Às vezes a gente só consegue com o auxílio de uma outra pessoa. Digamos que olhar para trás sozinho pode ser um processo muito doloroso, muitas vezes até impossível. No entanto, ao perceber que existe alguém contigo, auxiliando nesse processo, propiciando tempo e espaço para que esse olhar de fato ocorra, o passado pode parecer menos amedrontador propiciando esse encontro, agora mais "seguro".
Então o passado só f**a no passado se for olhado? Acredito que o passado não f**a no passado, ele permanece durante toda nossa história conosco, o que pode mudar é como enxergamos ele, como convivemos com esse misto de o que se foi, o que é e o que será.

Imagem: autor desconhecido.

Psicólogo Túlio Bueno
CRP: 06/141430

Vazio. Imenso, angustiante, sedento por abocanhar mais é mais aquilo que ainda não está nele. É forte, é avassalador, va...
09/11/2018

Vazio. Imenso, angustiante, sedento por abocanhar mais é mais aquilo que ainda não está nele. É forte, é avassalador, vai impregnando nas entranhas, nos estreitos sempre à espreita de um espaço maior. E a gente vai se sentindo pequeno, se esvaziando de sentidos, de valor, de vida. Mas o que fazer para parar isso? Pedir ajuda? Para quem? Quem pode entender tudo que está dentro de mim e que está se esvairindo por conta da "perversidade" desse vazio? Como me conservo inteiro diante dessa poderosa sensação de incompletude? De incompetência? De faltante?
Nada me faz sentir pior do que perceber que completo não sou. Que falto, que falta peças, que esse quebra cabeça é cheio de buracos, de vazios que parecem crescer e tirar de mim o pouco que tenho, o pouco que possuo, o pouco que sou. O que preciso ser para me sentir inteiro? O que preciso fazer para ter mais peças que me completem?
Ao mesmo tempo penso: será que existe alguém que é completo? Que não convive com essa sensação de insegurança? O que eles têm de diferente mim?
Tô aqui refletindo, será que realmente aquele que diz ser completo, perfeito e sem neuras é realmente aquilo que fala ou são só palavras e comportamentos para esconder um vazio que às vezes é a mesma sensação que tenho só que se manifestada de outra forma?
Penso que esses, por mais que se dizem fortes e competentes, podem sofrer mais do que eu que sei das minhas incompletudes e faltas. Meu vazio parece ser conhecido, como vivo com ele, essa convivência me fez entendê-lo um pouco. Lógico que às vezes ele me surpreende, aparecendo em lugares que eu nunca imaginei que pudesse haver buracos para essa sensação se instalar.
Pensando bem, tô achando que saber dessa flexibilidade de aparências e aparições do vazio, me faz consciente da sua existência em minha vida e da importância de eu apre(e)nder a conviver com todas essa manifestações. O que me faz pensar na minha diferença para aqueles que não percebem suas incompletudes, afinal acho que todo ser humano sofre com suas faltas e necessidades de ter e de ser.
O que nos difere são as formas que damos para essa falta que insiste em aparecer, por mais perfeitos que desejamos ser, nunca seremos.

Psicólogo Túlio Bueno
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