Psicologia Clínica: Psicoterapia Psicanalítica

Psicologia Clínica: Psicoterapia Psicanalítica Quando nos referimos à personalidade de alguém, estamos nos referindo aos padrões resistentes e h

14/11/2025

📚“O método psicanalítico não é um simples procedimento de investigação, mas também um método de tratamento, e foi como tal que surgiu.”
📚“A meta da técnica psicanalítica não é a adaptação a um ideal abstrato de saúde, mas a restauração da capacidade do indivíduo de amar e trabalhar.”
📚“A distinção entre o normal e o patológico é apenas quantitativa, não qualitativa. A neurose é apenas o prolongamento e a intensificação de processos que existem também no homem dito normal.”
📚“Assim como a saúde e a doença não são separadas por princípio, mas apenas por um limite somatório determinável a partir da prática, assim também o objetivo do tratamento nunca será algo diferente do que a cura prática do doente, o estabelecimento de sua capacidade de realizar e de gozar.”
📚“Toda teoria é apenas uma ferramenta de trabalho. Quando ela deixa de servir à observação e à prática, deve ser modificada ou abandonada.”
📚“A psicanálise não se propõe a tornar o homem feliz, mas a torná-lo capaz de suportar a infelicidade da vida e de agir de modo mais livre diante de suas determinações internas.”
📚“O médico analista deve compreender que a cura não é um retorno a um estado anterior, mas o resultado de um novo trabalho psíquico, no qual o paciente se apropria de suas próprias forças.”
(Freud em “O método psicanalítico freudiano”, 1904, Obras incompletas de Sigmund Freud)
🎨 Ferdinand Hodler, "A Paciente", 1914



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12/10/2025

A Psicoterapia Psicanalítica de Adultos é uma abordagem baseada na teoria psicanalítica, criada por Freud e desenvolvida por diversos autores. Seu foco principal é investigar os conflitos inconscientes que influenciam os sentimentos, comportamentos e relacionamentos atuais do indivíduo. A terapia busca compreender como experiências passadas, especialmente da infância, ainda repercutem na vida presente.

Na prática, o paciente é incentivado a falar livremente sobre tudo o que vier à mente — pensamentos, sentimentos, lembranças, sonhos, situações do cotidiano. Esse método, chamado de associação livre, permite o acesso ao inconsciente. O terapeuta escuta com atenção e neutralidade, ajudando o paciente a perceber padrões e a construir novas compreensões por meio de interpretações. O processo também envolve a análise da transferência, quando o paciente direciona ao terapeuta sentimentos antigos ligados a figuras importantes de sua história. Isso revela modos inconscientes de se relacionar, que podem ser ressignificados.

Ao longo do processo, a terapia promove autoconhecimento, ao ajudar o paciente a entender suas emoções, escolhas e padrões repetitivos. Isso favorece mudanças internas profundas e mais liberdade para agir de forma consciente. Além disso, contribui para a melhora dos relacionamentos e a redução de sintomas como ansiedade, depressão, angústia e compulsões, ao elaborar os conflitos emocionais que estão na base desses sofrimentos.

A psicoterapia psicanalítica é geralmente um processo gradual e aprofundado, com sessões regulares (uma ou mais vezes por semana). A duração varia conforme a necessidade de cada pessoa, podendo ser de médio a longo prazo. Seu objetivo é promover mudanças duradouras, por meio de uma compreensão mais ampla de si mesmo e da história pessoal.

11/10/2025

Para não esquecer
"Nós não podemos controlar a vida em que nascemos, mas podemos aprender a controlar nosso "cérebro complicado"e as tendências algumas vezes destrutivas, com compaixão para conosco e nossa falhas, conexão com outros, e o compromisso de trabalhar para uma sociedade que capacite todos nós a atingirmos nosso pleno potencial"(Svanberg, 2021, p.121)

26/06/2025

Cláudio Garcia Capitão é um psicólogo clínico e hospitalar brasileiro com vasta experiência em psicoterapia psicanalítica de adultos. Ele é professor doutor e possui uma sólida formação acadêmica:
- *Formação Acadêmica:*
- Graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1983
- Mestre em Psicologia pela PUC-SP em 1993
- Doutor em Psicologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em 1998
- Pós-Doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP em 2001

Ele atua como psicólogo clínico e hospitalar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde 1991 e mantém um consultório particular desde 1985. Cláudio Capitão também foi professor universitário em várias instituições, incluindo a Universidade São Francisco (USF), Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade Braz Cubas.

*Principais Áreas de Atuação:*

- Psicologia Clínica
- Psicologia Hospitalar
- Avaliação Psicológica
- Psicanálise
- Transtornos da Personalidade

*Cargos e Participações:*

- Membro titular do Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 2014-2015
- Coordenador do Programa de Aprimoramento em Psicologia Hospitalar do Instituto de Infectologia Emílio Ribas
- Coordenador do Programa de Estágio em Psicologia Hospitalar

Ele publicou 86 artigos em revistas nacionais e internacionais, 33 capítulos de livros e 5 livros, demonstrando sua produtividade e contribuição para a área da psicologia ¹ ².
Criado por IA
Consultório: Rua Descalvado, 51 - Sumaré, São Paulo. Fone (11)3672.1912

08/06/2025

Versos de quem sofreu e morreu por consequência de um transtorno depressivo.
"Sou habitada por um grito.
Quando é noite ele se agita
Procurando, com suas garras, por algo para amar.
Tenho pavor dessa coisa escura
Que dorme em mim;
Todo dia sinto seu retorcer emplumado,
sua índole ruim."
(Sylvia Plath)
claudiocapitaopsicologia.com.br

Apenas para divulgar meu site. Para quem se interessar
18/03/2025

Apenas para divulgar meu site. Para quem se interessar

Prof. Dr. Cláudio Garcia Capitão Psicólogo clínico e hospitalar com ênfase em psicoterapia psicanalítica de adultos.Graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1983), Mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1993), Doutor pela Universidade...

28/02/2024

“Alguns objetivos da psicanálise”, se é que assim se pode chamar!
Para Longman (2008), “a função da psicanálise, o psicanalisar, pode ser entendia como a atividade que pode ser despojada de todos os valores sociais e morais, menos um: o de contribuir para que o analisando consiga tomar contato com a sua realidade psíquica, com as motivações inconscientes e conflitos que estão na origem das suas ansiedades psicóticas – persecutórias e depressivas – tais como aparecem na relação psicanalítica. E, dessa maneira, propiciar ao analisando e ao analista, condições para tomar posição frente a vida, não exatamente para ser curado, porém para conseguir viver e agir com a sua verdade, com a sua limitação. Pode-se esperar que os processos psíquicos que são despertados possam aumentar a capacidade do analisando para sobreviver como pessoa, como individualidade, e não como um simples membro de um rebanho. O sinal que se espera de saúde mental, é o indivíduo desejar não apenas a sua sobrevivência, como também a sobrevivência do outro” (pp. 66-67)
Longman, J. (2008). Psicanálise viva. Rio de Janeiro: Corifeu. (Orgs). Jamil Signorini, Ana Maria Santana Ziskind & Eliana Longman
Prof. Dr. Cláudio Garcia Capitão, CRPSP 20794 – Psicoterapia Psicanalítica de Adultos.
Consultório: Rua Frei Ignácio Gau, 51 – Sumaré- SP – Fones: (11) 3672-1912 (!!) 99943.4527

03/08/2022

A situação Psicanalítica
Um resumo das ideias de Ralph R. Greenson
1 – Quanto ao paciente
“Apenas um paciente fortemente motivado será capaz de trabalhar com entusiasmo e perseverança na situação analítica. Os sintomas neuróticos ou traços de caráter divergentes podem provocar sofrimento suficiente para induzir o paciente a suportar as durezas do tratamento psicanalítico. A curiosidade e o desejo de entender tëm que ser complementados pela miséria neurótica se o paciente quiser ter algo mais que uma experiência psicanalítica superficial. Ele deve estar disposto a tolerar o desespero de revelar suas experiências íntimas repletas de culpa e de ansiedade.
O que torna a terapia psicanalítica tão exigente em relação ao paciente é que os procedimentos e processos da psicanálise exigem dele, paciente, a capacidade para desempenhar inúmeros pares e funções do ego antitéticas, de maneira mais ou menos consistente e repetida e também a capacidade de oscilar entre ambas e misturar as duas funções antitéticas. Assim, pede-se ao paciente: (a) para regredir e para progredir, (b) ser passivo e ativo, (c) perder o controle e manter o teste de realidade. Para fazer tudo isso, o paciente analítico deve ter funções do ego flexíveis e elásticas.
2 – Quando ao analista
Para poder praticar a psicanálise terapêutica, o psicanalista deve ser capaz de realizar certos procedimentos técnicos no paciente e nele próprio. (...) O que vai acontecendo dentro de sua própria mente acaba sendo o instrumento mais importante de que dispõe o psicanalista para compreender a mente de outro ser humano.
Exige-se realmente do analista uma inteligência e nível culturais elevados, porém, mais importante ainda, é uma mente inconsciente compreensível e disponível. A exigência para que todos os psicanalistas tenham feito terapia psicanalítica antes de ter permissão de tratar psicanaliticamente um paciente, não visa apenas a dar ao analista uma convicção pessoal da validade dos fatores inconscientes e dessensibilizá-lo nas áreas em que seus próprios problemas poderiam distorcer seu julgamento: o objetivo fundamental da análise pessoal do analista é pôr ao alcance de seu ego consciente os impulsos inconscientes, defesas, fantasias e conflitos importantes da sua própria vida infantil e seus derivados posteriores.
A habilidade do psicanalista resulta dos processos psicológicos que também formam sua personalidade e caráter. Os requisitos essenciais são aptidão, conhecimentos, caráter e motivação. Todos eles estão inter-relacionados e ligados as emoções, impulsos, fantasias, atitudes e valores – conscientes e inconsciente – do psicanalista.”
Greenson, R. R. (1981). A Técnica e a Prática da Psicanálise, Vol. II, PP, 399-406)

16/07/2022

Transferência: principais conceitos

“Por transferência, entende-se um tipo de relacionamento especial com uma pessoa; é uma forma característica de relacionamento. A característica principal é a vivência de sentimentos – relação a uma pessoa – que não está endereçada àquela pessoa e que, na verdade, está a outra.
Os objetos que foram as fontes originais de reações transferencial são pessoas importantes dos primeiros anos de vida de uma criança. Em geral, são os pais e outros educadores, os fornecedores de amor, conforto e punição, os irmãos e outros rivais. Todavia, as reações transferenciais se podem ter originado de figuras posteriores e até mesmo figuras do presente mas a análise vai mostrar que estes objetos posteriores são secundários e eles próprios saídos das figuras da infância primitiva.
Todas as pessoas têm reações transferenciais; a situação analítica apenas facilita o seu desenvolvimento e as utiliza para interpretação e reconstrução (Freud, 1905, 1912). Os neuróticos são particularmente propensos às reações transferenciais assim como os frustrados e as pessoas infelizes, em geral. O analista é um alvo ideal das reações transferenciais mas todas as pessoas importantes na vida de um indivíduo também o são.
Em suma, a transferência é a vivência de sentimentos, impulsos, atitudes, fantasias e defesas em relação a uma pessoa do presente que não visam àquela pessoa mas constituem uma repetição das reações surgidas em relação às pessoas importantes da infância primitiva, inconscientemente deslocadas para figuras no presente.” (Greenson,1981)

01/06/2022

Personalidade
Como nos ensina o mestre Bleger (1989), a personalidade caracteriza-se por ser uma totalidade com organização de relativa estabilidade, unidade e integração. Ela é dinâmica, ou seja, cambiante, está submetida a flutuações entre evolução e regressão e entre integração e dispersão. As mudanças ou flutuações são muito variáveis em suas características e em seu grau, mas, em condições normais, conservam-se permanentemente a continuidade e a identidade. A dinâmica da personalidade coexiste com a persistência de sua continuidade e de tal maneira que é condição da outra.
A personalidade não é homogênea, mas se polariza ou diferencia em partes que guardam entre si todas as diversas relações possíveis, inclusive a de coexistir unitariamente dentro de um só sistema. Ela, a personalidade, está dada pelo conjunto organizado da totalidade de condutas. Não há personalidade sem conduta nem há condutas sem personalidade; essa última não é algo distinto que está “por trás” dos fenômenos da conduta e não há nenhuma manifestação de um ser humano que não pertença à sua personalidade.
Freud dividiu a personalidade em três setores que chamou de ego (eu), superego (supereu) e id (isso); esse último é o reservatório de todos os impulsos, o superego é uma parte que condensa as normas e exigências, enquanto que o ego é a parte da personalidade que responde à realidade exterior e a ela se adapta , assim como distribui e tenta controlar o id e o superego.”
Bleger, José (1989). Psicologia da Conduta. Porto Alegre: Artes Médcas.(pp.193-194).

12/03/2022

A Psicanálise como ciência, para quem possa interessar!
"A psicanálise parece ser realmente uma ciência do homem. E, se Freud teve a tentação permanente de integrá-la nas ciências da natureza, ele nunca deu esse passo, acabando por elaborar um modelo mais especulativo, possível de dar conta de uma conceituação não diretamente ligada à experiência clínica. A esse modelo ele deu o nome de metapsicologia, numa referência à metafísica, ramo da filosofia que trata das coisas especulativas, do ser ou da imortalidade da alma. Nessa metapsicologia ele introduziu, entre outras coisas, o inconsciente, as pulsões, o recalcamento, o narcisismo, o eu e o isso." (Roudinesco, 2000).

26/02/2022

Reverie e Intersubjetividade.
Em "O ouvido do analista e o olho do crítico: Repensando psicanálise e literatura", Ogden & Ogden (2014) afirmam que o analista, na configuração analítica, está mais livre do que numa conversa comum para perceber sua experiência de reverie (seu sonhar acordado), o que lhe dá maior acesso do que o habitual não só aos derivativos do seu próprio pensar inconsciente, mas tão importante quanto, a uma forma de pensar que paciente e analista geram coletivamente - o pensar de um terceiro sujeito, o "terceiro analítico"criado em conjunto.(p.58)
Desta feita, é a compreensão intersubjetiva da reverie do analista reflete um desenvolvimento importante na concepção analítica do aspecto inconsciente da mente: em análise (bem como em qualquer outra experiência interpessoal significativa, começando ao nascer) os aspectos inconscientes da mente de duas (ou mais pessoas) contribuem para criar um "campo psicológico (Ferro, 1999; Baranger e Baranger, 2009) entre eles, que cada participante vivencia em forma de sonho enquanto adormecido em em seu sonhar acordado (sua experiência de reverie). Nenhum dos participantes pode reivindicar exclusivamente como seus sonhos do campo psicológico interpessoal inconsciente que paciente e analista criam em conjunto.(p.60)
É essa produção intersubjetiva que vitaliza a psicoterapia psicanalítica.
Ogden, B. H & Ogden, T. H. (2014) . O ouvido do analista e o olho do crítico: Repensando psicanálise e literatura.São Paulo: Escuta.

Endereço

Rua Frei Ignácio Gaú, 51/Esquina Com Rua Decalvado, 51
São Paulo, SP
01256-070

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