Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554

Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554 Atendimento Psicológico online a adolescentes e adultos. Abordagem Psicanalítica.

Tenho escutado muito no espaço terapêutico e nas orientações a famílias,o quanto muitos impasses com adolescentes não na...
04/02/2026

Tenho escutado muito no espaço terapêutico e nas orientações a famílias,o quanto muitos impasses com adolescentes não nascem “do filho”,mas do desencontro entre os adultos,no diálogo e na conversa não clara que, as vezes,não acontece
Quando pai e mãe falam a partir de lugares diferentes,quando a responsabilidade caminha para o lugar da culpa,do outro,de si ou,pior,da próprio adolescente,algo fundamental se quebra,o sentimento de amparo e acolhida.
O adolescente precisa de limites,sim,mas precisa,principalmente,de um campo estável onde esses limites façam sentido,onde a autoridade não pode se tornar autoritarismo.
Autoridade nasce quando o adulto sustenta seu lugar,quando há coerência no discurso, quando o “não” não vem carregado de ameaça,mas de cuidado,é importante se atentar a isso,pois é uma linha muito tênue e as vezes,imperceptível e não proposital.
Quando o diálogo entre os adultos se perde,o adolescente passa a ocupar um lugar que não é seu,o de mediador,de bode expiatório,de sintoma do conflito conjugal e aí os papéis se confundem,o adulto fragiliza seu lugar e o jovem passa a carregar pesos que não lhe pertencem,as dúvidas e angústias crescem e os problemas de relacionamento se instauram.
Na sociedade atual,marcada pela pressa,pela exaustão e pela dificuldade de sustentar diferenças,vemos famílias se perdendo justamente onde mais precisariam se encontrar,na conversa,na escuta,na construção conjunta de sentar,se olhar,colocar limites sim,mas com diálogo claro e transparente.
Cuidar de um filho não é concordar em tudo,há divergências e isso é saudável,mas precisamos sustentar um lugar adulto,falando a mesma língua,mesmo quando se pensa diferente,lembrando que responsabilidade é presença.
Talvez a pergunta não seja apenas “o que está acontecendo com esse adolescente?”, mas também “o que está acontecendo entre nós, adultos?",porque quando nós adultos nos alinhamos,o filho respira,entende,se sente acolhido,entende seu papel e compreende esse lugar de pai e mãe e de seu papel de filho,que terá que ouvir não e aceitar que há limites sim.
Onde há respiração,há possibilidade de cuidado.
Para reflexão.

Saúde física e mental, nosso todo. Como temos equilibrado em nossas vidas ?Saúde não se negocia, limite não precisa de j...
03/02/2026

Saúde física e mental, nosso todo. Como temos equilibrado em nossas vidas ?
Saúde não se negocia, limite não precisa de justif**ativa.
Vivemos tempos em que tudo parece negociável, o corpo, o tempo, o cansaço, a dor, como se adoecer fosse fraqueza, como se colocar limite fosse egoísmo, como se só houvesse cuidado quando ele é visto, mostrado, falado, postado, onde se dá abertura para todos opinarem.
Mas saúde não é e não pode ser acordo, onde o limite é linguagem do cuidado e o cuidado verdadeiro acontece no silenciar, no se acolher, se escutar.
No espaço terapêutico, escutamos o quanto as pessoas se sentem adoecidas ao negociar o inegociável, ao explicar ou se obrigar a explicar ao outro o próprio “não”, ao performar força enquanto vamos nos perdendo de si.
Talvez cuidar da saúde mental hoje
seja reaprender a se preservar, silenciar, se cuidar, realmente se cuidar.
Não deixemos para amanhã nosso autocuidado, a saúde física caminha junto a saúde mental.
Cuide-se.
Ótima terça.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Fevereiro começa com fé, uma fé que não se relaciona necessariamente com a religião, mas nas crenças que nos sustentam, ...
02/02/2026

Fevereiro começa com fé, uma fé que não se relaciona necessariamente com a religião, mas nas crenças que nos sustentam, no autocuidado que construímos no dia a dia, no sentir que pede passagem, no nos perceber que exige pausa, escuta e acolhimento, no acreditar que insiste em crer, seguir e prosseguir e no lutar que não é guerra, é permanecer, estar, f**ar.
Fevereiro é o segundo mês do ano. No Brasil, é Carnaval, mês do brilho, do samba, do corpo que dança, do riso escancarado, da alegria que ocupa as rua, essa festa que essa psi, confesso, ama profundamente.
Mas fevereiro também é íntimo para mim, há 20 anos, foi em fevereiro que me tornei mãe.
É mês do aniversário da minha filha, minha luz,
meu coração que bate fora do peito, meu amor em estado bruto, permanente e eterno, minha Bia.
Fevereiro é isso, é coletivo e singular, é festa e silêncio, é excesso e recolhimento.
Mais um mês, um novo mês, mais um recomeçar possível para se viver, se permitir e prosseguir, cuidando da saúde física e da saúde mental, porque fé, aqui, também é isso,
seguir apesar de, cuidar mesmo cansada, continuar apostando na vida, como se pode e consegue.
Fevereiro. Fé.
Um lindo mês a todos.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Hoje 30/01, é comemorado o Dia da Saudade, mas penso que saudade não tem data, ela nos toca todos os dias.Sentimos sauda...
30/01/2026

Hoje 30/01, é comemorado o Dia da Saudade, mas penso que saudade não tem data, ela nos toca todos os dias.
Sentimos saudade de pessoas, de lugares, de situações vividas, de outros tempos e, muitas vezes, sentimos saudade de nós, de quem éramos, de quem fomos, de versões que a vida transformou.
No espaço terapêutico, a saudade aparece com frequência, ela vem no discurso do paciente como memória, como afeto, como dor, como falta.
Trabalhar a saudade é, antes de tudo, escutar a história de alguém, o que foi vivido, o que marcou, o que ainda pede elaboração.
A saudade não é um problema, ela é sinal de vínculo, de amor, de presença, é prova de que algo fez sentido, de nosso caminhar, nosso trajeto, de nossa história com alguém.
O cuidado está em não f**armos aprisionado a ela, em permitir que a saudade exista sem impedir o seguir e prosseguir da vida, porque a vida é cíclica, feita de despedidas e reencontros externos e internos.
Quem amamos não se perde, mora em nós,
na nossa memória, no nosso afeto, naquilo que seguimos e somos a partir desses encontros.
Que possamos honrar nossas saudades
sem esquecer de viver o presente.
Vivamos.
E você, de quem sente saudades ?
Ótimo fim de semana.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Duas crianças no meu prédio corriam e gritavam, olhavam para o céu e riam com o som da própria voz.Uma gargalhada inteir...
29/01/2026

Duas crianças no meu prédio corriam e gritavam, olhavam para o céu e riam com o som da própria voz.
Uma gargalhada inteira, forte, de liberdade, de vida, de inocência.
Fiquei ali, sorrindo e me perguntei em que momento da vida adulta perdemos essa leveza, quando foi que deixamos de nos permitir, quando o existir passou a pedir controle, explicação, o tal isso pode e isso não pode.
A criança sente, expressa, ocupa o espaço com o corpo e com a voz, br**ca com o mundo, existe antes de se encolher para caber no padrão da sociedade.
O adulto, ao contrário, aprende cedo a se calar, a se adaptar, a performar, aprende que rir alto pode incomodar, que correr sem destino é perda de tempo, que olhar para o céu é distração e, pouco a pouco, vamos nos afastando desse estado de presença viva, desse contato espontâneo com nossos próprios desejos, vontades, nosso próprio e simplesmente ser quem somos ou podemos ser.
Talvez o sofrimento psíquico comece aí, quando nos afastamos demais de quem fomos um dia para responder às exigências da nossa sociedade.
Cuidar da saúde mental não é voltar a ser criança, mas talvez seja se permitir recuperar algo dessa liberdade da infância, sentindo sem tanta censura, rindo sem tanta culpa, existindo sem precisar se justif**ar o tempo todo, porque viver não deveria ser apenas suportar os dias, viver também é, vez ou outra, deixar a alma correr solta e rir, pura e simplesmente, olhando para o céu, lembrando, acreditando que estar vivo pode ser leve.
Que nossa criança interior que segue conosco seja escutada, para que a leveza da infância nos pertença no dia a dia e possa deixar a vida mais sorridente, simples e realmente viva.
Ótima quinta.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554


Orelha não morreu. Orelha foi assassinado.O que aconteceu com o cachorrinho Orelha, em Santa Catarina, não é br**cadeira...
28/01/2026

Orelha não morreu. Orelha foi assassinado.
O que aconteceu com o cachorrinho Orelha, em Santa Catarina, não é br**cadeira, não é um erro de "crianças", não é “caso isolado”, é sim crime.
Crueldade é crime e a violência contra um animal nunca é pequena, ela revela falhas graves na construção da empatia, na capacidade de reconhecer o outro, seja quem for, como alguém que sente dor, revela uma sociedade adoecida, onde o sofrimento pode ser banalizado e a vida, descartada.
Quando "jovens" cometem uma atrocidade assim, não falamos apenas de responsabilidade individual, falamos de limites que não foram colocados e quando pais acobertam a violência dos filhos, usando poder aquisitivo, status ou influência para evitar consequências, a mensagem é clara e perigosa, a dor do outro vale menos e a impunidade vira herança e vai continuar se reproduzindo.
A crueldade não surge do nada, ela aparece onde não há responsabilização, onde o mal é relativizado, onde o poder silencia a justiça.
Como psicóloga e profissional de saúde mental, isso me dói profundamente e me preocupa demais, porque não há saúde mental possível numa sociedade que normaliza a violência e protege quem a comete.
O que aconteceu com Orelha é crime e nós precisamos, sim, exigir justiça.
Quando a crueldade é naturalizada, a humanidade adoece.
Que se faça justiça.
Que a dor vire reflexão para quem acha que usar de força é ferir a quem não pode se defender.
Por Orelha ! 🤲🐶
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

“Sonhos de Trem” não é um filme para ser apenas assistido, é um filme para ser sentido.Saí em lágrimas, não só de triste...
27/01/2026

“Sonhos de Trem” não é um filme para ser apenas assistido, é um filme para ser sentido.
Saí em lágrimas, não só de tristeza, mas de encantamento, porque toca fundo.
A fotografia, pura poesia, não ilustra a história, ela dialoga com a gente, ela sustenta silêncios, dá corpo ao que não cabe em palavras e talvez por isso doa tanto. O filme fala de amor, de luto, de perda, mas também do que resta quando tudo isso nos atravessa.
Fala de uma época de um mundo sendo construído ali, e outro em ruínas, como a vida.
Há uma cena que para mim é uma das mais fortes essências do filme, os madeireiros, e quando um deles morre em serviço, suas botas de trabalho são retiradas dos pés e pregadas em uma árvore e ali f**am como marca, como vestígio, como um gesto silencioso para que aquela existência não desapareça por completo.
Mais adiante, a fotografia faz o que só a arte consegue, mostra flores nascendo nessas botas, com a vida brotando onde antes havia apenas o sinal da morte e é como se o filme nos dissesse que algo continua mesmo depois da perda, mesmo depois da partida.
Psicologicamente, essa imagem nos coloca de frente com aquilo que mais nos angustia, a finitude, o medo de que nossa passagem pela mundo não deixe marcas e, ao mesmo tempo, nos oferece um cuidado raro, ideia de que nenhum de nós passa ileso pela vida, pois algo de nós f**a em alguém, em algum lugar em alguma atitude.
O luto ali não é apressado, explicado ou resolvido, é vivido e isso confronta diretamente a forma como temos tentado existir hoje, correndo, produzindo, evitando sentir, como se a dor fosse um erro, como se a sensibilidade fosse fraqueza, mas o filme insiste, amar implica perder e viver implica suportar esse vazio.
Saí com uma pergunta incômoda,
como estamos vivendo, o que estamos fazendo do nosso tempo, da nossa vida, dos nossos vínculos?
“Sonhos de Trem” não entrega respostas, mas sim presença e isso, hoje, é necessário.
Temos escutado o que sentimos ou temos seguido no automático?
Seguimos na torcida pelo Oscar de Melhor Fotografia para Adolpho Veloso, brasileiro. O filme pode não ser do Brasil, mas o olhar, ahhhh, esse é. Calcemos nossas botas e mergulhemos nesse encanto.
Assistam !

Eu vi uma frase que dizia, “é preciso saber f**ar triste" e ela ficou ali me trazendo várias reflexões.A gente as vezes ...
26/01/2026

Eu vi uma frase que dizia, “é preciso saber f**ar triste" e ela ficou ali me trazendo várias reflexões.
A gente as vezes tem noites difíceis, madrugadas onde o corpo f**a mais sensível,
os medos vêm a tona, as perdas pesam e
o futuro parece frágil e assustador demais.
E nessas horas, não é a força que nos salva, é a permissão de saber f**ar triste, sabendo que tristeza não é sinal de desistir da alegria, pelo contrário, faz parte de nós.
Quando a gente tenta não lidar com a tristeza,
anestesiamos a dor ou nos obrigamos a “f**ar bem”, com a alegria perdendo o sentido, sem profundidade, sem o real valor a olhar o que sentimos.
A tristeza, quando pode ser sentida,
nos ensina a reconhecer o que realmente importa, ela dá medida, dá sentido e é na vulnerabilidade que o cuidado nasce, é quando aceitamos estar tristes, que o afeto, o entendimento do sentir encontra espaço.
Para a psicologia, não se trata de eliminar a dor, mas de ressignif**ar, dar nome, dar tempo, dar lugar para ela existir, porque só o que é reconhecido, pode se transformar.
Para a semana f**a o questionamento, o que muda em nós quando nos permitimos sentir a tristeza, sem pressa de sair dela, será que temos conseguido nos permitir f**ar tristes?
Permita-se. Todas as emoções são parte de nós e precisam ser sentidas e assim ressignif**adas e elaboradas.
Boa semana.

*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

f**ar triste

472 anos de São Paulo. Ahhhh terra de contradições, de vida, de intensidade, frenética, pulsante. Cidade de tudo, de tan...
25/01/2026

472 anos de São Paulo.
Ahhhh terra de contradições, de vida, de intensidade, frenética, pulsante.
Cidade de tudo, de tantos, de nada. Cidade que nos faz chorar e rir. Cidade de desigualdades e oportunidades. Cidade de muitos, de poucos, de tudo um pouco.
Amooooo essa selva de pedra, apesar de tão judiada.
Cidade onde nasci, cresci, moro, trabalho, vivo.
Minha São Paulo.
Gratidão São Paulo.
Parabéns.
🤲🏩

❤️📷

Criados como espaços de aproximação, os aplicativos de encontros têm aparecido, no consultório, muito mais como lugares ...
16/01/2026

Criados como espaços de aproximação, os aplicativos de encontros têm aparecido, no consultório, muito mais como lugares de desencontro do que de vínculo. O que escuto são relatos de defesas, pessoas em alerta, desconfiadas, já feridas antes mesmo de se apresentarem ao outro.
O encontro, que se apresenta com curiosidade, abertura e risco, dá lugar a proteção, avaliações rápidas, descartes silenciosos e conhecer alguém quase não acontece.
O gesto de deslizar a tela parece substituir o tempo do olhar, da presença, da escuta do corpo, do “ao vivo e a cores”. No virtual se escolhe, se filtra e se evita, mas o que evitamos, muitas vezes, é justamente aquilo que tem relação com o contato humano, o imprevisto, a frustração e apesar disso, também a possibilidade de afeto, de troca, de realmente conhecer alguém.
Vivemos em uma sociedade marcada pelo excesso de estímulos, pelo medo da rejeição, pela lógica do desempenho e da comparação constante. Amar passa a ser vivido como risco alto demais e o outro deixa de ser alguém a ser conhecido para se tornar alguém a ser testado, avaliado, descartados, julgado.
Ouço o relato no espaço terapêutico de pacientes mais solitários depois de experiências nesses aplicativos do que antes de entrar neles e o que deveria aproximar, adoece, com sentimentos de inadequação, ansiedade, desvalia de si.
Isso não signif**a que estou sendo contrária a tecnologia, mas reconhecendo e trazendo a reflexão de que ela não substitui o encontro real, presencial. Sem disponibilidade emocional, sem trabalho interno, sem sustentação do desejo, nenhum aplicativo será suficientemente acolhedor e a pergunta não é “qual aplicativo usar?”, mas “de que lugar interno eu tento encontrar alguém?”
A saúde mental também passa por aí, pela capacidade de se expor, de suportar o não, de sustentar o desejo sem se transformar em produto ou perfil.
O encontro verdadeiro não acontece no deslizar da tela, ele acontece quando há presença, escuta e disponibilidade para o outro existir.
E f**a a reflexão que não é o aplicativo que falha, é a nossa dificuldade de sustentar o laço afetivo, pois o virtual aproxima corpos distantes, mas não garante presença real.
Boa sexta.

Quantas pessoas, depois de tantos anos, ainda cabem na palavra amigo? Mesmo seis anos após a pandemia, essa pergunta seg...
15/01/2026

Quantas pessoas, depois de tantos anos, ainda cabem na palavra amigo? Mesmo seis anos após a pandemia, essa pergunta segue viva no espaço terapêutico. O isolamento terminou, a vida retomou seu ritmo, mas muitos vínculos não voltaram, pessoas se afastaram, silêncios se instalaram, laços se perderam sem despedida e isso dói.
A pandemia não criou esse afastamento, mas escancarou fragilidades. Em tempos de medo e ameaça, muitos se recolheram como forma de defesa e nem todos conseguiram sustentar vínculos sem o corpo, sem o dia a dia, sem o encontro, o virtual existia, mas faltou presença física, toque, olhar presencial.
Como vivemos também numa cultura que valoriza o descarte e as relações fluidas, quando o vínculo exige cuidado, escuta e implicação, ele se torna pesado demais para alguns. No consultório, escuto com frequência “quem mais não está” e essa ausência fere, não só pelo outro que se foi, mas pelo lugar que achávamos ocupar na vida desse outro.
Nem todo afastamento é fracasso e alguns vínculos cumprem seu tempo, se encerram e outros resistem e se tornam raros e preciosos. E tudo bem, talvez, na vida adulta, amizade seja menos sobre quantidade e mais sobre verdade, em quem realmente está.
Falar disso, ainda hoje, é necessário, porque o luto pelos laços que se perderam, sem morte, também é processo de luto e merece escuta.
A pergunta que quero deixar não é apenas quantos amigos ainda temos, mas quais vínculos conseguimos sustentar com presença, cuidado e verdade?
E, sobretudo como temos cuidado dos laços que ainda importam?
F**a o questionamento.
Ótimo dia.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06_59554

Estar perdido é aprender o caminho e nem toda perda é desvio, muitas vezes, é a travessia da vida.Há momentos em que nos...
14/01/2026

Estar perdido é aprender o caminho e nem toda perda é desvio, muitas vezes, é a travessia da vida.
Há momentos em que nos perdemos das certezas, dos papéis, das expectativas que nos ensinaram a ter e é justamente aí que algo de nós começa a aparecer.
Perder-se também é um modo de nos escutar, de reconhecer nossos limites, de aceitar que o caminho não é reto, é complexo, de curvas, é vivido diariamente.
No espaço terapêutico, perder-se não é falha, é o olhar para si, o encontro com quem se é, quando a pessoa percebe que algo do seu desejo pode emergir, sem atalhos, sem garantias, descoberto, enxergue, para ser elaborado.
Seguimos nos perdendo para, pouco a pouco, nos encontrar em quem somos, não como promessa de chegada de algum lugar ou quem sabe chegada a todos os lugares possíveis,
mas como possibilidade de presença, sua real presença na vida.
F**a a pergunta, o que você evita escutar ao insistir tanto em saber o caminho? Esse caminho precisa ser encontrado sim, mas antes precisamos realmente nos encontrar em nós.
Bom dia com reflexão.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

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