Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554

Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554 Atendimento Psicológico online a adolescentes e adultos. Abordagem Psicanalítica.

1º de Maio,Dia Mundial do Trabalhador e mais do que uma data comemorativa, um dia de pausa para pensar.O trabalho ocupa ...
30/04/2026

1º de Maio,Dia Mundial do Trabalhador e mais do que uma data comemorativa, um dia de pausa para pensar.
O trabalho ocupa um lugar central em nossa vida e é por meio dele que muitas vezes nos sentimos úteis,capazes,pertencentes e também dele que vem, ou deveria vir, a possibilidade de sustento,dignidade e reconhecimento,mas essa não é a realidade de todos.
Há trabalhadores que, mesmo trabalhando muito,não conseguem arcar com suas próprias despesas,há aqueles que não são reconhecidos,nem valorizados, há mulheres que, ainda hoje, recebem menos que homens ocupando o mesmo cargo,há um cansaço que não é apenas físico,é psíquico,é emocional,é existencial.
Ter um trabalho fortalece nossa autoestima e não tê-lo pode nos fragilizar, gerar angústia, sensação de inutilidade e adoecimento.
É preciso dizer também, trabalho, da forma como muitas vezes está estruturado, também adoece, temos ambientes tóxicos, relações abusivas, metas desumanas, exploração velada ou explícita e o lugar que deveria sustentar, muitas vezes nos esgota e o espaço que deveria dignif**ar, muitas vezes silencia, adoece e rompe. Escutamos esse discurso no espaço terapêutico permeado de muita angústia.
A escala excessiva de trabalho é uma das expressões mais claras disso, são vidas atravessadas por rotinas em que se trabalha mais do que se vive, onde o tempo com a família se torna escasso, onde o descanso vira luxo, onde o lazer, essencial para a saúde física e mental, é constantemente adiado.
O debate sobre o fim da escala 6x1 não é apenas sobre organização de jornada, é sobre saúde, sobre humanidade, sobre o direito ao respiro, porque pessoas não são máquinas, porque a vida não acontece apenas no trabalho e porque existir também exige pausa.
Falar sobre saúde mental é, inevitavelmente, falar sobre as condições de trabalho e não há como separar a pessoa do contexto em que ele vive e trabalha.
Que este 1° de Maio seja um dia de luta, de questionamento e de reflexão e um convite a repensar não apenas o valor do trabalho, mas as formas como ele tem sido vivido, como se pode e se consegue vivê-lo.
Trabalhar é importante, mas viver é essencial.
Seguimos nessa luta diária.
Um viva a todos os trabalhadores.

Precisamos nos escutar antes que nosso corpo grite e adoeça, pois, muitas vezes, o que não encontra palavras, encontra n...
29/04/2026

Precisamos nos escutar antes que nosso corpo grite e adoeça, pois, muitas vezes, o que não encontra palavras, encontra nosso corpo que se vê permeado por sintomas que dizem muito sobre nossa saúde emocional.
A ansiedade que aperta o peito, o cansaço que não passa, as dores que insistem nem sempre são apenas físicas, são também histórias não ditas, emoções silenciadas, excessos acumulados.
Adoecer, por vezes, é a forma que o corpo encontra de dizer que algo precisa ser cuidado.
Cultivar um olhar atento sobre si não é fraqueza, é responsabilidade afetiva consigo mesma, é reconhecer limites, perceber sinais, acolher o que pede escuta.
A psicoterapia é um espaço possível para isso,
um encontro onde a fala pode existir, onde o sofrimento pode ser nomeado, e onde novas formas de se relacionar com a própria história podem surgir.
Antes que o corpo precise gritar, talvez seja tempo de se escutar e se acolher.
Busque por você. Busque pelo cuidado com sua saúde mental.
Ótimo dia.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Em meio a tantas notícias duras, discursos que ferem, guerras que atravessam o mundo e também o nosso dia a dia, me depa...
28/04/2026

Em meio a tantas notícias duras, discursos que ferem, guerras que atravessam o mundo e também o nosso dia a dia, me deparei com essa imagem, um coração feito de folhas, rosa vermelha e branca e me perguntei em que momento nos afastamos disso?
Onde nos perdemos do amor que cuida, que escuta, que reconhece o outro como alguém digno de existir?
Falar de amor, hoje, pode parecer ingênuo para alguns, mas talvez seja, justamente, um gesto de resistência, porque falar de amor é falar de saúde mental, é falar de vínculo, de reciprocidade, de respeito, de um encontro que não violenta, não apaga, não mata, não diminui.
Amor não é idealização, é presença, é responsabilidade afetiva, é aquilo que sustenta o humano na sua humanidade.
Num tempo marcado por tanto ódio, talvez a pergunta não seja se ainda dá para falar de amor, mas se conseguimos continuar existindo sem ele.
Um dos caminhos do processo de psicoterapia é falar de amor, por si, amor próprio, respeito, por nós, pelo outro.
Seguimos tentando trazer amor, real, de verdade.
Por um dia de afetos reais.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

E se não for sobre ter mais, mas sobre encarar o que, em nós, nunca se preenche?A ânsia de ter e o tédio de possuir, fra...
27/04/2026

E se não for sobre ter mais, mas sobre encarar o que, em nós, nunca se preenche?
A ânsia de ter e o tédio de possuir, frase de Arthur Schopenhauer traz tanta reflexão.
O desejo promete e a posse, muitas vezes, desmente, pois enquanto falta, imaginamos, projetamos e idealizamos.
O que ainda não é nosso parece conter algo que vai nos completar, mas quando chega, esse algo escapa, não porque não tenha valor, mas porque não era exatamente aquilo que tínhamos pensado realmente ser.
A satisfação plena não se sustenta e o desejo não quer o objeto, ele quer continuar desejando, então talvez a pergunta não seja
“por que eu me canso do que conquisto?”, mas outra pergunta que incomoda, pois talvez o problema não seja o que falta, mas o fato de que nada, de fato, nada ou quase nada nos basta.
E f**amos com a questão a se pensar que não é sobre o que falta fora, é sobre o que insiste em não se preencher dentro e isso não se resolve com mais uma conquista.
O vazio não vem da ausência, e sim da promessa que nunca se cumpre.
Se escute, se atravesse, se sustente. É o caminho.
Busque uma psicoterapia.
Ótima semana.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

O espelho não conta nem metade da nossa história, ele devolve a superfície, a pele, as marcas, o tempo que passou, mas n...
24/04/2026

O espelho não conta nem metade da nossa história, ele devolve a superfície, a pele, as marcas, o tempo que passou, mas não alcança o que sustenta nossa imagem, nossas travessias, nossos silêncios, nossas dores que não são nomeadas, nossas escolhas difíceis, nossos recomeços diários invisíveis.
Vivemos em uma sociedade que mede, compara, delimita a idade, corpo, aparência, status, como se fosse possível reduzir uma vida ao que se vê externamente, mas há uma história que o espelho não reflete e, ainda assim, é ela que nos constitui.
Há quem olhe e veja apenas o agora, mas só cada de um nós sabe o caminho percorrido, só nós conhecemos o peso e a coragem que coexistem naquilo que nos tornamos.
Por isso, talvez, seja preciso deslocar o olhar, construir um outro espelho, um espelho de dentro, um espelho que não pergunta como nos parecemos, mas sussurra o que em nós resiste, o que em nós segue vivo, o que em nós merece cuidado, porque, se o mundo insiste em enxergar pela superfície, que nós aprendamos a nos reconhecer pela profundidade.
E mesmo quando o outro não vê, que a gente não se esqueça de valorizar nossa própria história, a que nos trouxe até aqui.
Há uma dignidade silenciosa em continuar e isso espelho nenhum mostra, mas a gente pode aprender a sentir, a gente pode aprender
a não fugir do que sente, a não apressar o que pede tempo, a não silenciar o que precisa de escuta.
Sentir também é um processo e não é imediato, não é simples, não é linear.
Há sentimentos que chegam como um susto, outros, como um sussurro e há aqueles que demoram anos para encontrar forma.
Aprender a sentir é, muitas vezes,
aprender a suportar, suportar não no sentido de aguentar calado, mas de dar lugar ao que aparece, respeitando o nosso ritmo, nomeando quando for possível, e, quando não for, apenas permanecer conosco, porque nem tudo em nós precisa ser explicado, mas tudo precisa, de algum modo, ser acolhido.
E talvez seja aí que algo se transforma, quando o sentir deixa de ser ameaça e passa a ser caminho.
No fim, não é sobre o que o espelho mostra e sim sobre o que a gente aprende a sustentar em si dentro de nós.
Bom fim de semana.

Nem sempre quem não está vivendo plenamente está assim por escolha, às vezes, o que existe é cansaço demais, dor demais,...
22/04/2026

Nem sempre quem não está vivendo plenamente está assim por escolha, às vezes, o que existe é cansaço demais, dor demais, silêncios que se acumularam por tempo demais.
Existe uma diferença importante entre não viver e não conseguir viver e é preciso cuidado para não transformar sofrimento em julgamento, pois há quem esteja apenas tentando prosseguir com o dia a dia e isso, por si só, já exige uma força imensa.
Falar sobre se apropriar da própria vida é importante, sim, mas sem apagar que, em muitos momentos, o que se pode fazer é pouco e ainda assim, esse pouco já é muito.
Respeitar o tempo de cada um também é uma forma de cuidado, inclusive com nossa própria vida, porque viver não é uma exigência que se impõe, é algo que, quando possível, vai se reconstruindo aos poucos, de dentro pra fora.
Que possamos viver como se pode e consegue e que possamos nos acolher.
Busque ajuda de uma psicoterapia se necessário.
Ótimo dia.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Tem dores que deixam de ser só nossas, esse foi meu olhar ontem acompanhando o BBB 26, e sendo atravessada por algo que ...
20/04/2026

Tem dores que deixam de ser só nossas, esse foi meu olhar ontem acompanhando o BBB 26, e sendo atravessada por algo que vai além do entretenimento. O apresentador Tadeu Schmidt,vivendo o luto pela perda do irmão, Oscar Schmidt,escolheu trabalhar;do outro lado,a participante Ana Paula recebe,ao vivo, a notícia da morte do pai e decide f**ar no programa e então,o que vemos não é mais apenas um programa.
É o luto,um luto que não se recolhe,que não se fecha,que acontece diante de todos,com milhares de pessoas assistindo, comentando, sentindo,as redes replicando o que aconteceu e isso me fez pensar,como ser humano e como profissional de saúde mental em que momento a dor passou a não caber apenas no nosso íntimo e começou também a existir no compartilhado,no exposto,no transmitido.
Não é uma crítica,é um fato visto,vivenciado, lido,compartilhado e deixa a pergunta de um tempo que temos vivido com a internet nesse lugar de fala, de visualização, de troca.
Há algo profundamente humano nisso tudo,a dor do outro nos toca e assim como tocou a eles e atravessou a internet,tocou também o meu próprio luto,porque o luto nunca é só sobre quem se foi,é também sobre o que em nós f**a sem lugar.
Quando ouvi “agora estou sozinha no mundo”,
não era uma dor só dela,é de muitos.A orfandade não é apenas perder pai e mãe,é sentir que nossa base já não está mais ali do mesmo jeito,é seguir sendo,mas de outro lugar e ainda assim,a vida segue,às vezes diante de câmeras e às vezes em silêncio, longe de qualquer olhar e talvez o que esse momento revele é que,por trás de qualquer tela,existe gente,gente que sente,que perde,que tenta continuar mesmo sem saber exatamente como.
E talvez seja por isso que a gente f**a assistindo,sentindo,chorando junto,porque, no fundo, reconhece ali algo de nós.
A dor do outro, quando encontra a nossa,
deixa de ser espetáculo e vira espelho e quando vira espelho,também pode virar cuidado.
Se isso tocou em você,talvez seja um convite silencioso a se escutar com mais delicadeza,
a respeitar o seu tempo,a acolher a sua própria dor,porque nenhum luto precisa ser vivido sozinha,mesmo quando ele parece solitário por dentro.
Uma reflexão para essa semana.

Hoje de manhã, o céu estava bonito de um jeito que quase pede silêncio, talvez porque, às vezes, a vida também precise d...
17/04/2026

Hoje de manhã, o céu estava bonito de um jeito que quase pede silêncio, talvez porque, às vezes, a vida também precise disso, menos pressa, menos exigência, menos ruído.
Sexta-feira, feriado chegando com a promessa de pausa, mas nem sempre ela é possível para todos e reconhecer isso também é um gesto de cuidado com a realidade da vida de cada um.
Ainda assim, dentro do possível de cada um,
há pequenas frestas onde o descanso pode existir, não precisa ser grande, às vezes, é só um instante, um olhar mais demorado pela janela, um respiro mais consciente, um pensamento que desacelera em vez de cobrar.
Escutar a si mesmo nem sempre é fácil, principalmente quando a vida exige tanto, o tempo todo, mas há algo de profundamente humano em tentar, se perceber, perceber nosso entorno, nos reconectar, ainda que por poucos momentos e, se couber, permitir também o prazer, sem culpa, sem pressa de terminar, sem a obrigação de transformar tudo em produtividade, pois não o é ou não deveria ser.
Que esse feriado ou esse intervalo possível
seja, para cada um, do tamanho que se possa e que, dentro dele, haja pelo menos um instante de encontro conosco.
Às vezes, apenas e somente isso é o suficiente para se prosseguir.
Cuidem-se.
Bom feriado.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Tem pensamentos que passam por nós como quem atravessa uma rua apressada, pensamentos que vêm, quase tocam, mas não f**a...
16/04/2026

Tem pensamentos que passam por nós como quem atravessa uma rua apressada, pensamentos que vêm, quase tocam, mas não f**am e f**a a pergunta, por que alguns pensamentos não permanecem e o quanto, de fato, nós nos escutamos?
Não é raro que, no meio de uma fala, seja no espaço terapêutico, seja numa conversa qualquer, algo apareça, uma frase que escapa, uma ideia que surge, um incômodo que nos vem e há ali uma pergunta, mas, quase imediatamente, seguimos, mudamos de assunto, justif**amos, racionalizamos, ou simplesmente deixamos passar.
Escutar a si mesmo não é apenas ouvir o que se pensa, é sustentar o que aparece, é permitir que aquilo que surge tenha tempo, corpo, continuidade, mas isso exige algo que nem sempre é simples, disponibilidade interna para o encontro com o que pode doer, confundir ou desorganizar.
Há pensamentos que não permanecem porque tocam em pontos que ainda não estamos prontos para elaborar, já outros que esbarram em defesas bem construídas, que nos protegem e nos impedem de aprofundar e há aquilo que foi, por tanto tempo, silenciado, que quando surge, ainda não encontra lugar de elaboração.
No espaço terapêutico observamos esse movimento, algo aparece, angustia, mas a pessoa se antecipa em apagá-lo, como se, de alguma forma, escutar aquilo até o fim fosse arriscado demais, mas o trabalho da escuta, nossa escuta sobre nós, pede um outro ritmo, um certo desacelerar, um certo consentir e talvez a pergunta não seja apenas o quanto nos escutamos, mas também, o que, em cada um de nós se interrompe antes que possa ganhar forma, sentido e possível elaboração.
Porque não é que não pensamos, é sim o que não deixamos acontecer através desse pensar e entre o que surge e o que permanece, existe um campo delicado, sensível, onde mora a possibilidade de elaboração, de transformação, de encontro consigo mesmo.
Escutar-se é, também, suportar-se e isso, quase sempre, é um processo doído, mas necessário e libertador.
Busque uma psicoterapia e se permita se escutar.
Bom dia !
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Hoje me deparei com uma cena simples, quase ingênua, e que me incomodou, a ideia de sentir falta de quando o mundo era v...
15/04/2026

Hoje me deparei com uma cena simples, quase ingênua, e que me incomodou, a ideia de sentir falta de quando o mundo era visto com menos saber, não por ignorância, mas por uma espécie de proteção que nos permitia sustentar alguma esperança, sem tantas angústias.
Saber demais, às vezes, fere e em tempos marcados por guerras, violências, preconceitos que insistem em se reorganizar sob novas roupagens, ou, pior, que retornam como velhos fantasmas, o mundo se apresenta como um lugar menos habitável. Há um desencanto precoce que tem chegado ao consultório, especialmente entre os mais jovens, uma descrença que não é apenas opinião, mas experiência afetiva, eles não acreditam porque sentem e sentem muito.
O espaço terapêutico, então, se torna esse espaço que ao mesmo tempo em que acolhe o impacto de um mundo cada vez mais caótico, também tenta sustentar alguma possibilidade de elaboração. Não se trata de negar a realidade, pois ela se impõe, atravessa, desorganiza, mas de construirmos juntos modos de existir apesar de tudo a nossa volta, porque talvez não seja possível “voltar” a um tempo em que sabíamos menos e nem seria bom e saudável esse retorno.
Temos que pensar em criar, na trajetória da vida, outras formas de olhar, um olhar menos idealizado, sim, mas que segue vivo, um olhar que não negue a dor, mas que também não se renda completamente ao desamparo frente ao caos que o mundo, as vezes se apresenta.
A psicoterapia caminha ao lado desse tempo de hoje, de agora, ela escuta o que nele adoece, mas também aposta, com delicadeza, naquilo que ainda pode se transformar, pois é possível, elaboramos para essas possíveis possibilidades
Entre o que se perdeu e o que ainda pode ser, há um espaço e é nele que seguimos ou tentamos seguir.
Nós não podemos desaprender, desver, ignorar o mundo que vivemos hoje, mas podemos, juntos, reinventar como estar nele, cada um no seu caminho e trajeto.
Seguimos!!!
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Vivemos um tempo em que respostas parecem estar por toda parte, basta uma busca, um vídeo curto, um post bem editado e p...
14/04/2026

Vivemos um tempo em que respostas parecem estar por toda parte, basta uma busca, um vídeo curto, um post bem editado e pronto surgem soluções, diagnósticos, caminhos, mas nem toda resposta sustenta uma vida.
Existe uma diferença importante entre o que é dito e o que, de fato, se constrói a partir da singularidade de cada um, nem tudo que circula é atravessado pela ciência, pelo cuidado ético ou pelo compromisso com a complexidade humana, muitas vezes, são apenas recortes rápidos e deslocados da história de quem escuta, deslocados da nossa realidade.
Quando respostas prontas encontram vidas que não são prontas, pois estamos em constante aprendizado e evolução, o excesso de “pré-pronto” nos adoece silenciosamente,, porque, quando tudo já parece respondido, deixa-se de perguntar e se questionar, quando tudo já parece explicado, perde-se a curiosidade sobre si, sobre a vida, quando tudo já parece nomeado, esvazia-se a nossa experiência de vida, de viver.
Sem pergunta, não há elaboração, sem dúvida, não há movimento e a pessoa vai, aos poucos, se afastando de si, tentando se encaixar em respostas que não o representam, que não consideram sua história, seu corpo, suas relações, suas marcas.
E como esse discurso chega ao espaço terapêutico, aparece como sofrimento que não encontra palavras próprias, como angústia atravessada por discursos prontos, como uma sensação de não saber quem se é, mesmo estando cercado de “explicações”, com nossa saúde mental que vai se fragilizando justamente pela ausência de escuta de nós mesmos.
Cuidar da saúde mental não é consumir respostas, é sustentar perguntas, é construir, no tempo de cada um de nós, sentidos que não vêm de fora prontos, mas que se tecem na experiência, na relação, na possibilidade de falar e ser escutado.
Entre o “achismo” e o cuidado, existe um caminho mais lento e mais verdadeiro, um caminho que não oferece atalhos, mas abre espaço para que cada pesssoq possa, enfim, se encontrar com aquilo que é seu.
E, talvez, seja aí que a saúde mental começa,
não nas respostas que recebemos,
mas nas perguntas que nos permitimos fazer.
Onde tudo já parece respondido, talvez seja urgente reaprendermos a perguntar.
Ótima terça.

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