29/09/2022
Com a pandemia e suas consequências econômicas, acompanhamos diversos casos de superação e adaptação da própria rotina que milhares de pessoas se sujeitaram visando manter sua fonte de sustento.
Seja improvisando um escritório em casa, se tornando empreendedor ou reestruturando o modus operandi, foi possível para pessoas e empresas encontrarem alternativas para superar as adversidades, adaptando-se às circunstâncias para seguir obtendo recursos através de alguma atividade profissional.
Podemos facilmente referir-nos a estereótipos como: “há males que vêm para bem” ou “pense pelo lado positivo” para demonstrar nossa admiração e reconhecimento dos esforços aos quais a sociedade foi submetida. Mas, será que, na maioria dos casos, isso basta?
É fundamental que, em qualquer situação que represente dor ou desconforto para uma pessoa, busquemos compreender e respeitar suas razões. Alguém que obteve sucesso com um novo empreendimento digital, por exemplo, não necessariamente se sentirá confortável em dizer que foi “graças à quarentena” que ele está bem ou feliz, se, pelas mesmas razões, ele veio a perder um amigo ou pessoa ainda mais próxima, podendo até mesmo se sentir culpada ou envergonhada em ouvir isso de alguém, ainda que seja de maneira bem intencionada.
Por isso, é importante respeitar e valorizar os sentimentos verdadeiros, sejam eles bons ou ruins. Independentemente do que ouvimos de pessoas do nosso círculo pessoal, profissional e também nos diversos tipos de mídia disponíveis em relação à pensar positivo e ver o lado bom das coisas, temos de ser sinceros em relação aos nossos reais sentimentos, dando voz a eles para compreendê-los e, realmente, superá-los. Afinal, tentar encobrir toda a sujeira comprando um tapete novo pode não ser a coisa mais sensata a se fazer, certo?