26/05/2025
Precisamos de terra firme para sustentarmos a própria existência, p/ nos sentirmos bem dentro de nossa própria pele. E isso é tão só nosso, entende?
É nessa terra que o sentido se mostra e nos devolve também certa beleza e conforto sobre a natureza humana: somos duais, paradoxais e um caldeirão de pensamentos e emoções.
Que difícil, mas que alívio!
É nessa terra que há chance de podermos experimentar viver de verdade, sem tantas idealizações de como a vida precisaria seguir ou de como a gente deveria ser/sentir e agir, ou certa neurose em precisar consertar o que se foi/é.
É apenas uma convocação p/ viver.
Interessante como queremos certa lógica e controle onde só há vida. Com suas pontes, travessias, frustrações, descobertas, tropeços e band-aid.
Por isso penso nessa terra como uma analogia a nossa saúde mental, que acredito também ser como um farol :) que há tempo para tudo, e todos os tempos são vitais.
Tempo de nos permitirmos ser atravessados (e as vezes até invadidos) - por insights, lembranças, afeto e casulo.
Seguido de certa digestão e elaboração - no seu ritmo, c/ seu luto e tempo.
E quando não se há mais o que esgotar, por fim.. partir.
Voltar a viver novamente - pq há momentos em que dentro da gente tudo para, né? - e buscar coragem para entender que a vida é o que é, cheinha de surpresas boas, experiências significativas, mas também de desafios, certa injustiça e dores em alguns momentos.
Penso que assim nos damos a chance de aprendermos a cultivar um jeito de sermos mais inteiros neste mundo. Vivendo, sentindo, se acolhendo e recomeçando. Sermos quem somos não exige linearidade e perfeição. Mas sendo bem verdadeira aqui, sabe realmente do que precisa? de Espaço.
Pausa aqui p/ repararmos como somos roubados de nós mesmos constantemente, pelas exigências do outro, do coletivo e até de nossa própria imagem ideal.
Então perceba.. Apenas espaço para existir e sermos então devolvidos p/ nós mesmos: duais, imperfeitos e reais. Sem moldes, padrões ou caixinhas de como deveríamos ser.. Isso sim é que adoece.
c/ carinho, Carol 🌷
✨🧠✨ ❤️ ♥️