Dra Paula Dall Stella

Dra Paula Dall Stella Coordinator of the Medicinal Cannabis Meeting of Snola 2016. Member of the International Cannabinoid

Dra Paula Dall'Stella
Radiologia-Ultrassom - Hospital das Clinicas de São Paulo - HCFMUSP
Pós-graduação em Neuro-oncologia -Hospital Sirio Libanes
Coordenadora do Encontro Internacional sobre Canabinoides na Neuro-Oncologia - Snola 2016. Diretora Cientifica da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal - AMA+ME
Membro da Sociedade Internacional de Pesquisa com Canabinoides. Membro da

Sociedade Internacional de Cannabis como Medicina"
Membro do The Institute for Functional Medicine - IFM

07/05/2026

Como você consegue viajar e continuar trabalhando?

A resposta não é glamour.
Não é sorte.
Não é “vida perfeita”.

É disciplina.

Ontem um amigo médico me perguntou isso de novo enquanto eu fazia reunião literalmente no meio do mar, cercada por um paraíso. E sabe o que eu percebo? A maioria das pessoas acha que liberdade vem antes da disciplina… quando, na verdade, ela nasce dela.

Enquanto muita gente vê limitação na rotina, eu vejo construção de liberdade.

Treinar mesmo sem vontade.
Cuidar da alimentação.
Organizar a agenda.
Cumprir o que prometeu para você mesma.
Fazer o que precisa ser feito até quando ninguém está vendo.

É isso que permite viver experiências extraordinárias sem perder a performance.

Hoje eu consigo trabalhar de qualquer lugar do mundo porque construí hábitos e me planejei antes de construir conforto.

E talvez essa seja a verdade que pouca gente quer ouvir:
a liberdade que você sonha exige uma versão sua que saiba se governar.

Disciplina não aprisiona.
Disciplina expande.

Quanto mais disciplina você tem, mais escolhas a vida te dá.

E no final…
o verdadeiro luxo não é viajar.
É poder viver plenamente sem fugir das suas responsabilidades e conseguir viver a vida que você quer viver.

28/04/2026

Existe uma fase da vida em que a gente entende que autenticidade também é medicina.

Por muito tempo, eu compartilhei aqui principalmente aquilo que estudo, ensino e pratico: longevidade, hábitos, cannabis medicinal, sistema endocanabinoide, saúde e ciência.

Mas a verdade é que saúde não acontece só dentro do consultório. Ela acontece na forma como a gente vive, nas escolhas que faz todos os dias, na coragem de ser quem é, e na coerência entre o que sentimos, pensamos e colocamos no mundo.

Viver uma vida mais autêntica não é se afastar do propósito. É se aproximar ainda mais dele.

Hoje, sinto vontade de mostrar também a vida real por trás da médica, da professora, da empreendedora e da mulher em constante construção. Porque aquilo que a gente compartilha não vem só do que estudamos, mas também do que vivemos, sentimos e atravessamos.

A minha medicina sempre foi sobre corpo, mente e espírito. Sobre presença, verdade, consciência e transformação.

E talvez essa seja uma das maiores expressões de saúde: poder habitar a própria vida com mais liberdade, mais inteireza e mais verdade.

É sobre viver com mais alma. Sobre sustentar, na prática, aquilo em que acredito. Sobre permitir que a vida real também faça parte da mensagem.

Você sente vontade de se expressar? Sente alguma dificuldade? Conta para mim!

24/04/2026

Os Estados Unidos deram um passo histórico ao reclassificar parte da cannabis do Schedule I para o Schedule III.

Mas é fundamental entender o que isso significa de verdade.

Essa mudança não representa a legalização total da cannabis. Ela representa um reconhecimento regulatório muito importante: em determinadas condições, a cannabis passa a ser tratada como uma substância com potencial de uso médico.

Isso muda o peso simbólico, científico e institucional do tema.

Por décadas, a cannabis esteve na categoria mais restritiva da legislação federal americana, ao lado de substâncias consideradas sem uso médico aceito. A mudança para o Schedule III sinaliza uma virada: o governo americano começa a reconhecer oficialmente que essa planta e seus derivados podem ter aplicação terapêutica.

Na prática, essa reclassificação pode facilitar pesquisas, estimular o desenvolvimento de medicamentos, melhorar o ambiente regulatório para empresas sérias e abrir espaço para mais investimento científico.

Mas o ponto principal é: essa é uma mudança regulatória, não uma liberação ampla e irrestrita.

Para pacientes, médicos e profissionais da saúde, a mensagem é clara: a cannabis medicinal está entrando em uma nova fase de maturidade.

Menos preconceito.
Mais ciência.
Mais regulação.
Mais responsabilidade.
E é exatamente assim que esse tema precisa ser tratado.

Que você achou disso? Ficou com alguma duvida, escreve aqui que eu te respondo!

22/04/2026

Há um ano, eu decidi mudar a minha vida inteira.

E essas decisões nunca são simples. Elas pedem coragem, escolhas difíceis e também a dor de deixar para trás lugares, pessoas, amigos, rotina, casa, bichos, memórias e tudo aquilo que, mesmo sendo lindo, já não cabia mais na vida que eu queria construir.

Eu saí em busca de uma vida com mais ressonância com quem eu sou hoje: mais saúde, mais natureza, mais corpo em movimento, mais alma presente, mais surf, mais manhãs vividas — e menos excesso, menos barulho…

Esse vídeo é de uma comemoração do aniversário de uma amiga/irmã, às 9h da manhã. E antes disso, às 6h, eu já estava no mar surfando com “las ticas”.

E talvez seja isso que mais me emociona: perceber que quando a gente insiste em cuidar do corpo, da mente e da própria energia, uma nova vida começa a se formar. Novas pessoas chegam. Uma nova comunidade nasce. Um novo espaço vira casa.

Mudar de país foi atravessar medo, incerteza, insegurança, solidão, dias difíceis e muitos dias de chuva por dentro.

Mas hoje eu posso dizer: valeu a pena.
Porque sair da zona de conforto não é só sair de um lugar.
É caminhar em direção à vida que realmente chama e faz sentido.

Eu acredito que esse é o novo wellness: “Ame a vida que vive vive. Viva a vida que você ama”

21/02/2026

Tô aqui arrumando a minha prancha pra fazer o que me coloca mais perto da minha espiritualidade, que é surfar, e vou te lembrar de uma coisa que muita gente finge que não existe: falar de Deus também é saúde.

Espiritualidade e comunidade aparecem como fatores ligados a viver mais e melhor.
Não é “místico”. É humano: pertencimento, apoio, sentido.

Se você tem fé, não esconda.
Se você não tem, tudo bem: busque um lugar de pertencimento.

Você tem algo pra agradecer hoje? Escreve aqui para mim!

28/01/2026

Ontem as 22:30h entrevista na SBT News sobre nova RDC da Anvisa que autoriza o cultivo e produção de produtos derivados de c@nnabis no Brasil.

Quando a pauta é c@nnabis para uso medicinal, muita gente ainda troca ciência por opinião.

E é exatamente aí que mora o maior problema no Brasil hoje: não é só a regra, é o conhecimento médico.

Na entrevista, eu bato num ponto que quase ninguém fala com clareza: canabinoide é medicamento. E medicamento pede estudo de verdade, dose certa, acompanhamento, atenção a interação e efeito colateral. Não é “natural então tá tudo bem”.

O que está mudando agora é grande: quando o Brasil organiza a cadeia da semente ao produto final, entra rastreabilidade, controle sanitário e responsabilidade. Isso tende a melhorar acesso e preço, porque produzir aqui tende a mudar o jogo.

O futuro?
Mais dentro do consultório, mais pesquisas, mais produtos com qualidade, e menos achismo.

Se você é paciente: não aceite prescrição “padrão de internet”.
Se você é médico: não trate cannabis como atalho. Trate como farmacologia.

Agora me diz nos comentários: o que mais te trava nesse assunto hoje?
1. medo
2. preconceito
3. falta de médico preparado
4. preço

20/01/2026

O que eu acho da tirzepatida (Mounjaro)? Uma excelente ferramenta — principalmente para a coisa mais difícil do processo: mudança de hábitos.

Ela “aperta dois botões” ao mesmo tempo ao atuar em hormônios intestinais (GIP/GLP-1): aumenta saciedade e melhora controle glicêmico. Isso pode dar a vantagem biológica que muita gente precisa para, finalmente, organizar alimentação, rotina e treino.

Mas aqui está o alerta que muda tudo: tirzepatida NÃO pode ser usada como estratégia única de perda de peso.
Os estudos de retirada mostram um padrão consistente: quando a medicação é interrompida, boa parte das pessoas recupera peso — especialmente quem não consolidou hábitos.

E tem um risco subestimado: composição corporal.
Sem acompanhamento médico e nutricional adequado, e sem estratégia para preservar músculo, pode haver perda importante de massa magra junto com a perda de peso (em algumas análises, uma fração relevante do total perdido). Isso importa porque “voltar ao mesmo peso” com menos massa magra não é voltar igual — é voltar pior, com mais dificuldade metabólica e funcional.

Isso é o caminho para sarcopenia: redução de massa muscular/força que vai muito além da estética e se associa a pior funcionalidade, maior risco de quedas, fraturas e desfechos ruins ao longo do tempo. Massa magra é um pilar de longevidade.

Então, sabendo o que você sabe:
Se você usar tirzepatida só para “comer menos”, a chance de voltar aos padrões antigos quando parar é alta — porque o hábito é mais forte.
Agora, se você usar como ALAVANCA para construir hábitos, você pode terminar o tratamento como um paciente completamente diferente.

Estratégia mínima para usar do jeito inteligente:
• Treino de força como prioridade (preservar músculo não é opcional)
• Meta proteica individualizada + alimentação estruturada
• Sono e gestão de estresse (sem isso, o hábito antigo vence)
• Acompanhamento médico e nutricional experiente, com plano de manutenção

Quem tem dúvidas sobre o Mounjaro? Escreve aqui que eu te ajudo a solucionar!

Quando a luz baixa, o corpo lembra do que você ignora o dia inteiro: respirar melhor, mover o corpo, desligar o excesso....
11/01/2026

Quando a luz baixa, o corpo lembra do que você ignora o dia inteiro: respirar melhor, mover o corpo, desligar o excesso.

Hoje eu não vou romantizar:
não é sobre motivação.
é sobre voltar pro básico — luz, respiração, movimento.

Faz comigo agora:
5 minutos lá fora.
10 respirações lentas.
1 caminhada curta.

Depois me diz nos comentários: você voltou pro básico ou voltou pro automático?
Salva pra fazer no fim do dia!

A maior armadilha da pirâmide alimentar não foi apenas incentivar “carboidrato”. Foi a simplificação: transformar nutriç...
10/01/2026

A maior armadilha da pirâmide alimentar não foi apenas incentivar “carboidrato”. Foi a simplificação: transformar nutrição em ícone — e depois deixar o mercado preencher os detalhes com o que dá mais margem financeira.

Sim, existe histórico documentado de pressão de lobbies e conflito estrutural entre política agrícola e saúde pública. A ciência evolui, comunicação distorce, economia pressiona — e a população paga a conta, infelizmente.

E agora veio uma virada relevante: em 07/jan/2026, os EUA publicaram as Dietary Guidelines 2025–2030 e relançaram um ícone (a New Pyramid invertida) com a mensagem “eat real food”, desincentivando ultraprocessados e açúcar adicionado, e elevando a ênfase em proteína e alimentos minimamente processados.

E aí? Você entendeu de verdade quais foram as principais mudanças e as consequências dela no longo prazo? Conta para mim o que achou?

2026 ano de novos caminhos, diferentes conquistas e desafios mas também o ano que vamos colher tudo que plantamos. Na nu...
02/01/2026

2026 ano de novos caminhos, diferentes conquistas e desafios mas também o ano que vamos colher tudo que plantamos. Na numerologia representa o ano 1. Podemos começar de novo, plantar novas sementes e novos planos e deixar para trás tudo aquilo que não serve mais.
Escolhi fazer um novo esporte, dentro do mar e agora a favor do vento. Esporte que no início é difícil, ainda estou dando meus primeiros passos e sei que nunca mais vou deixar de “voar”.
Dentro do meu coração, agradeço a todos que participaram desta decisão e principalmente ao Gil (Maresia) que foi essencial nessa nova construção!
Agradecer aos amigos que deram força desde o início e a todos os outros profissionais que me ajudaram nos primeiros passos!
Ainda tímida nas fotos, mas daqui pra frente só evolução …
E você? O que de novo você vai começar esse ano que ainda não fez em 2025? Conta para mim!

A “pirâmide alimentar” que muita gente aprendeu (inclusive na escola) não foi baseada em ciência e fisiologia humana. Fo...
20/12/2025

A “pirâmide alimentar” que muita gente aprendeu (inclusive na escola) não foi baseada em ciência e fisiologia humana. Foi uma mistura de recomendações simplificadas e lucrativas, botando medo na gordura, e criando um ambiente perfeito para a indústria transformar “baixo teor de gordura” em “alto teor de açúcar/amido” — e vender isso como saúde.

O resultado foi uma população comendo mais calorias ultraprocessadas, menos comida de verdade, e achando normal viver com fome, compulsão e inflamação metabólica.

A verdadeira pirâmide (na prática) é menos sobre “grupos alimentares” e mais sobre qualidade e processamento: base de comida minimamente processada (proteínas de boa densidade nutricional, ovos, frutas/vegetais conforme tolerância, laticínios quando fazem sentido), uso inteligente de gorduras, e ultraprocessados como exceção, não fundação.

E o “golpe” mais sutil: te convenceram que contar calorias resolve, quando o que mais muda o jogo é saciedade (porque você está nutrido de verdade, glicemia (normal-baixo), insulina estável, proteína suficiente e consistência, muita consciência…

Qual a sua opinião sobre isso olhando as duas fotos…o que faz mais sentido para você ?

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