17/03/2026
Dormir é um processo fisiológico essencial para a manutenção da saúde física e mental. Hoje sabemos que o sono é uma necessidade biológica básica, tão importante quanto alimentação e exercício, e um dos pilares da saúde a longo prazo.
Além da quantidade de sono, o cronotipo também importa. Ele reflete a preferência natural do organismo para horários de sono, alimentação e atividade ao longo do dia. Algumas pessoas são mais matutinas (cotovias), enquanto outras funcionam melhor à noite (corujas). Respeitar o seu cronotipo é importante para manter sua saúde equilibrada. Com o envelhecimento e a transição para a menopausa, há uma tendência de migração para um padrão mais matutino.
Nessa fase, alterações hormonais podem afetar profundamente o descanso. A queda do estrogênio, a redução da melatonina e a presença de sintomas vasomotores, como fogachos e suores noturnos, estão entre os principais fatores associados a despertares noturnos e sono fragmentado.
O sono também se conecta a outros sistemas do corpo. O eixo intestino–cérebro, a composição da microbiota e padrões alimentares influenciam a regulação do ciclo sono-vigília.
Além disso, a desregulação do ritmo circadiano, como ocorre no trabalho noturno, está associada a maior risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e transtornos de humor, com impacto relevante na saúde feminina ao longo do tempo.
Referências
Menopause: The Journal of The Menopause Society. DOI: 10.1097/GME.0000000000002386
Current Obesity Reports (2022) 11:254–262. DOI: 10.1007/s13679-022-00479-9
Sleep Medicine Reviews (2023) 69:101788. DOI: 10.1016/j.smrv.2023.101788