17/11/2025
O momento que mais gostei sem dúvida foi conhecer pessoalmente as colegas com quem fiz a especialização em ACT.
Também tiveram outros momentos que fizeram a experiência valer a pena:
1- frustrar expectativas: não conseguir assistir algo que queria e me abrir para experimentar um tema que não interessava. A cereja do bolo foi conseguir participar ativamente e tirar reflexões desse lugar, sem ter ficado ruminando que não consegui estar onde queria.
2- ainda sobre frustrações: escolher uma palestra pensando que ajudaria com um assunto e além de não ser nada do que pensei, ainda ouvir palestrantes criticarem colegas de profissão de outras áreas. Essa experiência ensinou demais, poderia somente criticá-los pela postura, ao meu ver, antiética, mas preferi aprender como não fazer. Mesmo que um dia alcance um lugar de destaque e prestigio - lembrar que todas as pessoas estão fazendo o melhor que elas podem e não nos cabe dizer se estão certas ou erradas em suas escolhas. Existem outras formas de educar, orientar, quando o compromisso esta no desenvolvimento - se não vira só “falar mal do colega”.
3- reforcei valores importantíssimos como respeito e pertencimento. Ideias como “faça parte do meu grupo, nós contra eles” não me representam (por isso deixei a igreja há anos…) Me conecto melhor com ideias plurais, todos têm direito e são bem-vindos a acessar ‘isso aqui’, só precisamos adaptar quando e como. A ciência e a Psicologia não são posse de ninguém, por mais referência que seja, aliás, para se tornar uma referência, a qualidade mais exigida seja despir-se do próprio ego, talvez.
Em resumo, foi como se só assistisse filme de romance e tivesse me proposto a ver um terror clássico de Halloween, no início é desconfortável, você se questiona “o que tô fazendo aqui”, mas uma excelente forma de aprendizagem é ler algo oposto ao que sempre ler, ouvir opiniões diferentes das que sempre escuta, entrar em contato com o não familiar e reorganizar as caixinhas.