30/12/2025
A expectativa de vida da população brasileira chegou a 76,6 anos em 2024, um aumento de 2,5 meses em relação ao ano anterior. Entre os homens, a média passou de 73,1 para 73,3 anos, enquanto as mulheres seguem vivendo mais, com expectativa de 79,9 anos, frente aos 79,7 anos registrados anteriormente. Os dados são das Tábuas de Mortalidade 2024, divulgadas pelo IBGE.
Ao longo de nove décadas, o Brasil avançou de forma significativa: a expectativa de vida cresceu mais de nove anos. Em termos práticos, em 1940, uma pessoa que alcançasse os 60 anos viveria, em média, mais 13,2 anos. Em 2024, esse tempo adicional sobe para 22,6 anos, refletindo avanços sociais, sanitários e médicos.
O indicador havia sofrido uma queda em 2021, quando a expectativa de vida recuou para 72,8 anos devido aos impactos da pandemia de Covid-19. Desde então, o país vem registrando uma recuperação gradual.
Outro destaque da pesquisa é a expressiva redução da mortalidade infantil. Em 2024, a taxa foi de 12,3 óbitos para cada mil nascidos vivos, um contraste marcante com 1940, quando 146,6 crianças não chegavam ao primeiro ano de vida.
Essa queda está diretamente ligada à ampliação das campanhas de vacinação, ao fortalecimento do pré-natal, ao incentivo ao aleitamento materno, a programas de nutrição e à melhoria das condições de renda, escolaridade e saneamento básico.
O estudo também aponta a persistência da sobremortalidade masculina, especialmente entre jovens de 15 a 29 anos. Um homem de 20 anos, por exemplo, tem 4,1 vezes mais chance de não completar 25 anos do que uma mulher da mesma faixa etária, em razão da maior exposição a causas externas e mortes não naturais.
As Tábuas de Mortalidade 2024 fazem parte das projeções populacionais do Brasil para o período de 2000 a 2070 e são utilizadas pelo Governo Federal como um dos parâmetros para o cálculo do fator previdenciário, que influencia o valor das aposentadorias no Regime Geral da Previdência Social.