25/11/2025
As artes em todas as suas linguagens, ocupam um lugar singular no cuidado psicológico.Elas ativam sistemas cerebrais que favorecem regulação emocional, reorganização cognitiva e experiências de sentido profundamente terapêuticas.
Do ponto de vista neurocientífico, estudos contemporâneos em neuroestética e psicologia cognitiva (p. ex., Chatterjee & Vartanian, Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, 2022; Babo-Rebelo et al., PNAS, 2022). Mostram que a experiência artística mobiliza redes corticais associadas à atenção, memória, autoconsciência e processamento emocional, os mesmos sistemas modulados nas intervenções cognitivas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Essa convergência não é acidental.
A arte oferece um campo seguro para experimentar novas formas de perceber, nomear, simbolizar e transformar vivências internas. Na TCC, quando o paciente se engaja em práticas artísticas (desenho, pintura, escrita criativa, música, movimento), amplia sua capacidade de observar pensamentos, acessar emoções implícitas e flexibilizar padrões rígidos de interpretação.
Esse processo encontra respaldo direto no fenômeno da neuroplasticidade.
A neuroplasticidade que é a capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões sinápticas ao longo da vida, é estimulada quando o indivíduo vivencia experiências novas, emocionalmente significativas e cognitivamente desafiadoras.
Na prática clínica em TCC, integrar linguagens artísticas potencializa:
• Regulação emocional, ao permitir expressão simbólica segura;
• Flexibilidade cognitiva, essencial para a reestruturação de pensamentos;
• Engajamento terapêutico, pois o processo artístico aumenta motivação e senso de autonomia;
• Memória e aprendizagem, favorecendo consolidação de novos padrões cognitivos por meio da plasticidade neural;
Na ArtesPsi Clínica Integrada, reconhecemos esse encontro entre ciência, estética e psicoterapia. A arte não substitui a técnica, ela a expande, iluminando caminhos sensíveis e transformadores no processo terapêutico.