Death Café Sampa

Death Café Sampa Em São Paulo um jeito fácil de falar de coisas difíceis

Reuniões regulares para pessoas que querem conversar sobre finitude

O Death Cafe é uma ocasião especial, um jeito fácil de falar sobre coisas difíceis, uma desculpa para uma conversa fantástica! Nosso objetivo é "aumentar a consciência sobre finitude, com vista a ajudar as pessoas a aproveitarem melhor as suas vidas (finitas)". O Death Cafe é um grupo de discussão sobre morte sem comprometimento com idéias pré-concebidas. É um grupo de discussão e não um grupo ter

apêutico ou de aconselhamento.

- Sem fins lucrativos
- Em um espaço acessível, respeitoso e confidencial
- Ninguém quer fazer a cabeça de ninguém
- Com café, chá e comidinhas

http://deathcafe.com/

A próxima reunião do Death Café Sampa acontecerá no dia 13 de Junho (sábado) das 15 às 17h, na sede do Sincep - Sindicat...
19/05/2026

A próxima reunião do Death Café Sampa acontecerá no dia 13 de Junho (sábado) das 15 às 17h, na sede do Sincep - Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Av. Brig. Faria Lima, 2128) Para fazer sua inscrição, mande mensagem de WhatsApp para: (11) 98860 - 44 99

O Death Cafe é uma ocasião especial, um jeito fácil de falar sobre coisas difíceis, uma desculpa para uma conversa fantástica! Nosso objetivo é "aumentar a consciência sobre finitude, com vista a ajudar as pessoas a aproveitarem melhor as suas vidas (finitas)". O Death Cafe é um grupo de discussão sobre morte sem comprometimento com ideias preconcebidas. É um espaço acessível, respeitoso e confidencial. Ninguém quer fazer a cabeça de ninguém e sempre temos café e comidinhas. Aguardamos você lá!

Hoje é um dia doloroso. Para muitas pessoas, é o primeiro dia das mães após a morte dela. É mais um dia das mães sem ela...
10/05/2026

Hoje é um dia doloroso. Para muitas pessoas, é o primeiro dia das mães após a morte dela. É mais um dia das mães sem ela, para várias outras. É o dia de mães que não têm mais os filhos aqui. E de mães que não sabem onde eles estão, ou não podem chegar aonde estão.
É também o dia de mães e filhos e filhas que estão no final de suas vidas, tentando se preparar pra partida inevitável.

https://www.instagram.com/p/DYKQzUcDirm/?img_index=1

10/05/2026
https://www.facebook.com/share/p/1JRk2MAzTZ/
10/05/2026

https://www.facebook.com/share/p/1JRk2MAzTZ/

Em 1984, alguns hospitais do Arkansas marcavam quartos de pacientes com AIDS com fita vermelha nas portas.

Era um aviso silencioso: “Não entre.”

O medo era tão grande que enfermeiros evitavam tocar nos pacientes. Funcionários deixavam bandejas de comida no chão. Famílias desapareciam. Filhos eram abandonados pelos próprios pais.

E foi nesse cenário que Ruth Coker Burks abriu uma porta que ninguém queria atravessar.

Ela tinha ido ao hospital apenas para visitar uma amiga.

Mas, ao passar pelo corredor, ouviu uma voz fraca vinda de um quarto isolado:

“Estou com sede.”

Olhou em volta.

Ninguém se mexeu.

Então ela entrou.

Dentro estava um homem extremamente magro, consumido pela doença, sozinho numa cama onde o abandono parecia mais pesado do que a própria morte.

Não havia flores.

Não havia cartas.

Não havia visitas.

Havia apenas medo.

Naquela época, a epidemia de AIDS transformava pacientes em fantasmas sociais. Muitos acreditavam que um simples toque podia matar. Outros achavam que aquelas pessoas mereciam o sofrimento.

Ruth deu-lhe água.

Sentou-se ao lado dele.

Segurou-lhe a mão.

Perguntou pela família.

O homem contou que a mãe o abandonara ao descobrir que ele era homossexual e tinha AIDS. Disse que nunca mais voltou a vê-la.

Ruth saiu para o corredor e ligou para essa mãe.

A resposta foi devastadora:

“Para mim, ele morreu quando se tornou homossexual.”

Ela voltou para o quarto.

E ficou.

Treze horas depois, aquele homem morreu com os dedos entrelaçados aos dela.

Sem ninguém além dela ali.

Naquela noite, a vida de Ruth Coker Burks mudou para sempre.

Ela não era médica.

Não tinha dinheiro.

Não tinha apoio institucional.

Mas tornou-se aquilo que dezenas de homens já não tinham:

família.

Levava pacientes a consultas. Buscava medicamentos. Cozinhava. Lia livros em voz alta. Segurava mãos durante dores insuportáveis. Ficava até o último suspiro.

E quando eles morriam, descobriu algo ainda mais cruel:

ninguém queria os corpos.

Funerárias recusavam-se a recolhê-los. Igrejas recusavam funerais. Famílias desapareciam.

Então Ruth começou ela mesma a enterrá-los.

Conseguiu um pequeno espaço no cemitério Files, em Hot Springs. Cavava sepulturas. Organizava funerais. Pagava lápides com dinheiro arrecadado em pequenas doações da comunidade LGBTQ+ local.

Às vezes transportava corpos no próprio carro.

Às vezes com a filha pequena sentada no banco de trás.

Enquanto um homem morto seguia no porta-malas.

A cidade afastou-se dela.

Vizinhos atravessavam a rua para evitá-la.

A igreja pediu que deixasse de frequentá-la.

A filha sofria insultos na escola.

“Sua mãe cheira a mortos”, diziam.

Mas Ruth continuou.

Porque alguém precisava continuar.

Nos anos 90, os tratamentos antirretrovirais mudaram a história da AIDS. Muitos pacientes passaram a sobreviver.

Mas Ruth Coker Burks nunca abandonou aqueles que o mundo ainda preferia esquecer.

Décadas depois, sua história finalmente começou a ser conhecida. Em 2020, publicou o livro All the Young Men, onde relatou os anos em que se tornou mãe, irmã, enfermeira, amiga e último adeus para homens que morreriam completamente sozinhos se ela não existisse.

Quando lhe perguntavam por que fez tudo aquilo, mesmo sendo rejeitada pela própria comunidade, ela respondia lembrando o primeiro homem que morreu nos seus braços.

Pouco antes do último suspiro, ele olhou para ela e disse:

“Obrigado por não ter medo.”

Ela disse que isso bastou.

Ruth Coker Burks morreu em 2024, aos 68 anos.

Depois da sua morte, encontraram um pequeno caderno preto entre os seus pertences.

Dentro, estavam anotados os nomes de todos os homens que ela enterrara.

Dezenas deles.

E, no fim da lista, uma frase simples:

“Nenhum deles morreu sozinho.”

Talvez esse tenha sido o verdadeiro milagre que Ruth realizou.

Não curou a doença.

Não acabou com o preconceito.

Não mudou o passado.

Mas recusou-se a deixar pessoas desaparecerem sem dignidade.

E às vezes, num mundo onde tantos fecham portas, a maior forma de coragem é simplesmente entrar… e ficar.

Você recebeu um link de presente para ler a matéria completa do Estadão. Lembre-se, este link pode ser acessado uma únic...
06/05/2026

Você recebeu um link de presente para ler a matéria completa do Estadão. Lembre-se, este link pode ser acessado uma única vez

Nova legislação, em vigor desde abril, registra procedimentos médicos aos quais o paciente está disposto ou não a se submeter em casos graves e terminais e garante a legalidade dessa vontade

O próximo Death Café Sampa será organizado presencialmente no Cemiterio do Redentor administrado pela Acempro - Cemitéri...
26/04/2026

O próximo Death Café Sampa será organizado presencialmente no Cemiterio do Redentor administrado pela Acempro - Cemitérios e Crematórios - Associação dos Cemitérios Protestantes. Nossa reunião será no dia 17 de Maio (domingo), às 10h. Inscrições pelo WhatsApp (11) 98860 4499.

O Death Cafe é uma ocasião especial, um jeito fácil de falar sobre coisas difíceis, uma desculpa para uma conversa fantástica! Nosso objetivo é "aumentar a consciência sobre finitude, com vista a ajudar as pessoas a aproveitarem melhor as suas vidas (finitas)". O Death Cafe é um grupo de discussão sobre morte sem comprometimento com ideias preconcebidas. É um grupo de discussão em um espaço acessível, respeitoso e confidencial. Ninguém quer fazer a cabeça de ninguém e sempre temos café e comidinhas e é gratuito!

Death Café Sampa convida para uma reunião pelo Zoom:12 de Abril (domingo) de 2026, às 16h Informações e inscrições pelo ...
10/04/2026

Death Café Sampa convida para uma reunião pelo Zoom:

12 de Abril (domingo) de 2026, às 16h

Informações e inscrições pelo WhatsApp +55 11 98860-4499

Apoio: Acempro - Associação Cemitério dos Protestantes , Acembra e Sincep - Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil

10/04/2026

Veja este vídeo sobre "nisargadatta maharaj"

Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Death Café Sampa posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Death Café Sampa:

Compartilhar