28/04/2026
Minha busca pela beleza natural não nasce apenas nos congressos de medicina ou no laboratório de ciências farmacêuticas.
Ela se alimenta, em grande parte, do meu olhar sobre a arte.
Odilla Mestriner, uma das maiores desenhistas que o Brasil já teve, dominava a força das linhas e a sutileza das texturas. Em sua obra, nada é excessivo; tudo é equilíbrio e intenção.
Ao observar seus traços, percebo que a harmonia real, seja em uma tela ou em um rosto, não está em preencher todos os espaços, mas em respeitar as sombras, os volumes e as distâncias que dão identidade à forma.
Na cirurgia plástica e na cosmiatria, aplico esse mesmo rigor. Meu papel não é criar uma nova face, mas usar a ciência para preservar a composição original, garantindo que o resultado final seja tão fluido e autêntico quanto um traço de nanquim sobre o papel.
A medicina entrega a técnica, e a arte educa o olhar.