26/05/2026
Existe uma pergunta que quase toda família formada pela adoção escuta em algum momento: “Mas… vocês sempre quiseram adotar?”
Entendo que exista curiosidade, mas muitas vezes tenho a sensação de que, para muitas pessoas, a adoção ainda é vista como um plano B.
No nosso caso, a adoção foi a via escolhida. Sonhada, desejada, planejada e pensada com amor desde o sempre...
Da mesma forma que não foi caridade. Não foi altruísmo. Não foi um gesto heroico. Foi o caminho pelo qual nosso filho chegou até nós.
Só isso…. e ao mesmo tempo, tudo. Tudo na nossa vida, inclusive!
Existe uma romantização perigosa quando transformam adoção em bondade. Como se alguém estivesse “salvando” alguém. Como se maternidade e paternidade biológicas fossem desejo… e adoção fosse resignação. Não!!
Adoção é filiação. É vínculo. É construção de pertencimento. É reconhecer alguém como filho na parte mais profunda da existência.
Nosso filho não ocupa um espaço “apesar” da adoção. Ele ocupa exatamente o lugar de filho.
Porque foi uma escolha. Uma escolha cheia de amor, desejo e pertencimento.
A maternidade e a paternidade não começam no útero. Começam na escolha. No encontro, no vínculo, na decisão diária de amar, cuidar, sustentar, proteger e permanecer.
Ser família pela adoção não diminuiu nada. Não suavizou nada. Não tornou nada “menos”. Ao contrário. Nos atravessou por inteiro.
Hoje, no Dia da Adoção, não celebramos um ato bonito. Celebramos o encontro mais transformador das nossas vidas.
O encontro que nos fez família… ❤️