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Psicóloga Janaína Leão Desenvolvimento de Pessoas: vida, relacionamento, carreira e negócio. www.janainaleao.com.br

Existe uma pergunta que quase toda família formada pela adoção escuta em algum momento: “Mas… vocês sempre quiseram adot...
26/05/2026

Existe uma pergunta que quase toda família formada pela adoção escuta em algum momento: “Mas… vocês sempre quiseram adotar?”

Entendo que exista curiosidade, mas muitas vezes tenho a sensação de que, para muitas pessoas, a adoção ainda é vista como um plano B.

No nosso caso, a adoção foi a via escolhida. Sonhada, desejada, planejada e pensada com amor desde o sempre...

Da mesma forma que não foi caridade. Não foi altruísmo. Não foi um gesto heroico. Foi o caminho pelo qual nosso filho chegou até nós.

Só isso…. e ao mesmo tempo, tudo. Tudo na nossa vida, inclusive!

Existe uma romantização perigosa quando transformam adoção em bondade. Como se alguém estivesse “salvando” alguém. Como se maternidade e paternidade biológicas fossem desejo… e adoção fosse resignação. Não!!

Adoção é filiação. É vínculo. É construção de pertencimento. É reconhecer alguém como filho na parte mais profunda da existência.

Nosso filho não ocupa um espaço “apesar” da adoção. Ele ocupa exatamente o lugar de filho.

Porque foi uma escolha. Uma escolha cheia de amor, desejo e pertencimento.

A maternidade e a paternidade não começam no útero. Começam na escolha. No encontro, no vínculo, na decisão diária de amar, cuidar, sustentar, proteger e permanecer.

Ser família pela adoção não diminuiu nada. Não suavizou nada. Não tornou nada “menos”. Ao contrário. Nos atravessou por inteiro.

Hoje, no Dia da Adoção, não celebramos um ato bonito. Celebramos o encontro mais transformador das nossas vidas.

O encontro que nos fez família… ❤️

Tem brigas que parecem ser sobre qualquer coisa. A louça, o tom de voz, quem esqueceu o quê.Mas não são.A pesquisa de Jo...
22/05/2026

Tem brigas que parecem ser sobre qualquer coisa. A louça, o tom de voz, quem esqueceu o quê.

Mas não são.

A pesquisa de John Gottman, após décadas estudando milhares de casais, mostrou que a maioria dos conflitos que persistem num relacionamento não tem solução porque não são problemas. São diferenças de valores, de sonhos, de formas de enxergar o mundo.

O que desgasta não é a briga em si. É a sensação de que o outro não te vê.

E relacionamentos não terminam de uma vez. Terminam em mil pequenos momentos em que duas pessoas deixaram de se virar para um para o outro.

A boa notícia: amar bem é uma habilidade. E habilidade se aprende.

Me conta nos comentários qual dessas frases chegou mais perto do que você vive?

psicologiabaseadaemevidencias

Tem brigas que parecem ser sobre qualquer coisa. A louça, o tom de voz, quem esqueceu o quê.Mas não são.A pesquisa de Jo...
22/05/2026

Tem brigas que parecem ser sobre qualquer coisa. A louça, o tom de voz, quem esqueceu o quê.

Mas não são.

A pesquisa de John Gottman, após décadas estudando milhares de casais, mostrou que a maioria dos conflitos que persistem num relacionamento não tem solução porque não são problemas. São diferenças de valores, de sonhos, de formas de enxergar o mundo.

O que desgasta não é a briga em si. É a sensação de que o outro não te vê.

E relacionamentos não terminam de uma vez. Terminam em mil pequenos momentos em que duas pessoas deixaram de se virar para um para o outro.

A boa notícia: amar bem é uma habilidade. E habilidade se aprende.

Me conta nos comentários qual dessas frases chegou mais perto do que você vive?

psicologiabaseadaemevidencias

10/05/2026

“amor I love you…” (continuem) - ouçam o áudio! ❤️😍

——-

Existe uma ideia equivocada de que o amor materno nasce pronto. Eu não acredito nisso.

A maternidade, pra mim, é uma das maiores experiências de desenvolvimento humano que existem.

A gente aprende a ser mãe. Aprende a amar. Aprende a olhar. Aprende a sair de si.

E, no caminho, algo muito profundo acontece:
os filhos crescem… mas nós também.

Porque maternar não é apenas formar alguém.
É também ser formada.

É descobrir forças que não conhecíamos.
É ampliar a capacidade de amar.
É refinar o olhar sobre a vida.
É deixar de existir apenas no automático.

A maternidade não me diminuiu em nenhuma dimensão.
Ela me expandiu.

Me tornou uma mulher mais consciente, mais profunda, mais inteira.

E talvez seja isso que exista de mais extraordinário:
enquanto ensinamos alguém a viver, a vida também nos ensina.

Feliz dia! ❤️

“amor, I love you”

Nem tudo precisa ser sobre o universo da criança. E talvez isso seja uma das coisas mais importantes que a gente pode en...
01/05/2026

Nem tudo precisa ser sobre o universo da criança. E talvez isso seja uma das coisas mais importantes que a gente pode ensinar.

Eu acredito que criança precisa aprender a acompanhar os pais. A estar, esperar.m, observar, sentir o mundo sem ser o centro dele o tempo todo.

Não é sobre tirar a infância. É sobre não limitar a vida dela a um único tipo de experiência.

Eu gosto quando meu filho me acompanha. Quando ele senta à mesa, quando atravessa um programa mais longo, quando escuta conversas que não são sobre ele.
Quando se entedia um pouco. Quando vamos ao museu, shopping…

Ele vai entendendo, aos poucos, que o mundo não gira ao redor dele. Mas que ele tem um lugar dentro dele.

E isso prepara mais do que qualquer estímulo pensado só para entreter.

Ao mesmo tempo, existe o outro lado.
O tempo que é só dele. A pracinha, o correr sem rumo, o brincar sem hora… Eu não abro mão disso também.

Não é sobre escolher um ou outro, é sim sustentar os dois.

Hoje foi assim. Um pouco do nosso mundo… e, no final, o dele.

Dump de 1º de maio de 2026.

Estamos juntos!

14/04/2026

A cada ciclo da vida, a família não continua, ela se transforma.

O que funcionava antes, muitas vezes deixa de funcionar. O que era suficiente, passa a não ser mais. E isso não significa que algo deu errado. Significa que a vida mudou de fase.

Uma criança que cresce, um casal que atravessa novas demandas, uma rotina que se reorganiza… tudo isso exige da família uma capacidade pouco falada: a de recomeçar dentro da própria história.

E recomeçar não é voltar ao zero.

É ter que olhar para o que já se construiu e, ainda assim, aceitar que será preciso aprender de novo.

Novas formas de conversar. Novas formas de se escutar. Novas formas de estar junto.

Cada ciclo pede ajustes finos que nem sempre são confortáveis. Porque implicam sair do automático, rever acordos silenciosos, abandonar expectativas antigas.

É por isso que muitos conflitos familiares não nascem da falta de amor, mas da dificuldade de atualizar a forma de amar diante de uma nova fase.

Famílias saudáveis não são aquelas que “acertam sempre”. São aquelas que conseguem perceber quando o ciclo mudou…
e têm coragem de se reorganizar sem transformar isso em crise.

Porque crescer, dentro de um vínculo, é aceitar que o outro também muda.

E que amar, de verdade, é ter disposição para aprender o outro, de novo, e de novo, e de novo.

Estamos juntos!!!

Tem uma coisa sobre família que quase ninguém fala: ela revela quem somos…quando já estamos tentando parecer alguém melh...
12/04/2026

Tem uma coisa sobre família que quase ninguém fala: ela revela quem somos…quando já estamos tentando parecer alguém melhor.

Porque fora de casa, a gente edita, controla, disfarça… Dentro, a gente escapa.

Escapa na pressa, no tom, no olhar que endurece, no silêncio que pesa mais do que qualquer palavra, na falta de paciência…

Família não é sobre convivência perfeita.
É sobre convivência real. É onde o amor não aparece como ideia, mas como escolha repetida em dias comuns, quando ninguém está especialmente paciente, disponível
ou inspirado.

Essa foto é um recorte. Mas a vida não é feita de recortes. É feita de ciclos que se sobrepõem: fases de presença, fases de distância, fases em que tudo parece alinhado
e outras em que cada um precisa se reencontrar dentro de si para conseguir voltar.

Não existe família pronta e muito menos perfeita. Existe movimento e (re)construção.

E talvez maturidade seja isso: parar de buscar uma família ideal e começar a sustentar, com consciência, a família possível e imperfeita… todos os dias.

Estamos juntos! ❤️

Tem uma coisa sobre família que quase ninguém fala: ela revela quem somos…quando já estamos tentando parecer alguém melh...
12/04/2026

Tem uma coisa sobre família que quase ninguém fala: ela revela quem somos…quando já estamos tentando parecer alguém melhor.

Porque fora de casa, a gente edita, controla, disfarça… Dentro, a gente escapa.

Escapa na pressa, no tom, no olhar que endurece, no silêncio que pesa mais do que qualquer palavra, na falta de paciência…

Família não é sobre convivência perfeita.
É sobre convivência real. É onde o amor não aparece como ideia, mas como escolha repetida em dias comuns, quando ninguém está especialmente paciente, disponível
ou inspirado.

Essa foto é um recorte. Mas a vida não é feita de recortes. É feita de ciclos que se sobrepõem: fases de presença, fases de distância, fases em que tudo parece alinhado
e outras em que cada um precisa se reencontrar dentro de si para conseguir voltar.

Não existe família pronta e muito menos perfeita. Existe movimento e (re)construção.

E talvez maturidade seja isso: parar de buscar uma família ideal e começar a sustentar, com consciência, a família possível e imperfeita… todos os dias.

As pessoas gostam de histórias de virada. Aquele momento em que tudo muda de repente.Mas a verdade é bem menos cinematog...
07/04/2026

As pessoas gostam de histórias de virada. Aquele momento em que tudo muda de repente.

Mas a verdade é bem menos cinematográfica. Quase nada muda da noite para o dia.

O que muda a vida costuma começar de forma quase invisível: num limite que finalmente é colocado, no silêncio que decide não reagir como antes, no pedido de perdão que interrompe um ciclo antigo, ou numa decisão íntima de não continuar vivendo da mesma forma.

Por fora, ninguém percebe. Mas por dentro, algo começou a se reorganizar.

E é assim que os recomeços acontecem: não como um espetáculo.

Mas como um processo silencioso que, aos poucos, muda toda a paisagem da vida…

Estamos juntos!

Existe um lugar onde muitas pessoas passam anos: atrás da própria vida.Observam. Pensam. Planejam. Esperam o momento cer...
02/04/2026

Existe um lugar onde muitas pessoas passam anos: atrás da própria vida.

Observam. Pensam. Planejam. Esperam o momento certo.

Mas a vida não acontece para quem apenas observa. Ela acontece para quem atravessa.

Nosso cérebro adora segurança.
Ele tenta nos convencer de que é melhor esperar mais um pouco, se preparar mais um pouco, ter mais certeza.

Só que existe um detalhe curioso: quase tudo que faz a vida se expandir começa com algum grau de desconforto.

Aprender algo novo. Mudar de direção.
Dizer o que pensamos. Arriscar.

Coragem não nasce da ausência de medo. Nasce da decisão de não deixar o medo escolher o tamanho da nossa vida.

No fundo, viver é isso: um passo para fora do lugar onde é confortável e um passo para dentro da própria história.

E talvez a pergunta que podemos nos fazer seja: há quanto tempo você está apenas olhando a sua vida… em vez de realmente entrar nela?

Existe uma diferença silenciosa entre quem se esconde da vida… e quem decide aparecer!

Estamos juntos!

Hoje fomos à Pinacoteca de São Paulo.Visitamos duas exposições que estão em cartaz agora: “Pascale Marthine Tayou: Knock...
23/03/2026

Hoje fomos à Pinacoteca de São Paulo.

Visitamos duas exposições que estão em cartaz agora: “Pascale Marthine Tayou: Knockout!” e “Cristina Salgado: A mãe contempla o mar”, duas experiências que fazem a gente lembrar que a arte não é apenas algo para olhar, mas algo para sentir e pensar… (primeiras fotos e tem 2 vídeos que ele fez e falou…)

Ontem fomos ao SESC Belenzinho ver “Ònà Irin: caminho de ferro”, da artista afro-brasileira Nádia Taquary, uma exposição potente que atravessa ancestralidade, memória e espiritualidade das matrizes africanas presentes na nossa cultura. (últimas fotos)

Enquanto caminhávamos pelas salas, pensei em algo que a psicologia e a neurociência mostram com muita clareza: a criatividade nasce do encontro e não do “talento”….

Do encontro com ideias diferentes. Com histórias que não são as nossas. Com imagens que desafiam o jeito habitual de ver o mundo.

O cérebro humano constrói repertório a partir da exposição. Quanto mais mundos uma criança conhece, mais possibilidades internas ela cria…

Hoje o Joe fazia perguntas, inventava interpretações, olhava detalhes que eu nem tinha percebido… ficava chocada!

E eu pensava: quando levamos uma criança para ver arte, não estamos apenas mostrando quadros. Estamos ensinando algo muito mais profundo. Estamos ensinando a olhar, sentir e se conectar…

A olhar o mundo com curiosidade. A sustentar perguntas sem pressa de respostas. A perceber que existem muitas formas de interpretar a realidade.

Talvez isso seja uma das maiores heranças que podemos oferecer aos nossos filhos: não apenas respostas, mas repertório.

Porque crianças que convivem com arte aprendem algo essencial para a vida: o mundo não é uma única narrativa. Ele pode ser visto, e reinventado de muitas maneiras…

Estamos juntos!

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