31/12/2025
2025 foi um ano intenso na escuta clínica.
Ao longo do ano, a saúde mental apareceu onde ela costuma doer mais: nas famílias tentando se entender, nas escolas lidando com crianças e adolescentes sobrecarregados, nos casais atravessados por silêncios, rupturas e pedidos de ajuda tardios. O que se repetiu não foram diagnósticos, mas sentimentos: cansaço emocional, dificuldade de diálogo, medo de falhar e vínculos pedindo reparo.
Na clínica, ficou evidente que sofrimento psíquico não é fraqueza individual. Ele é relacional, contextual, atravessado por exigências sociais, afetivas e históricas. Trabalhar com famílias, escolas e casais em 2025 foi, sobretudo, ajudar pessoas a nomear o que estava confuso, reorganizar limites e construir formas mais possíveis de convivência.
E, no meio desse percurso intenso, veio a renovação.
A mudança de consultório trouxe fôlego, reorganização e um novo ritmo para a escuta. Um espaço que não só acolhe quem chega, mas também sustenta quem cuida. Com essa energia renovada, novos projetos já estão sendo desenvolvidos para ampliar o alcance da psicologia — ultrapassando paredes, formatos e fronteiras.
Porque 2025 mostrou que cuidar da saúde mental exige presença, rede e movimento. E 2026 começa com propósito: levar a psicologia cada vez mais longe, acessível, humana e possível com a união de todos os profissionais da e