Psicólogo Mateus Amaral

Psicólogo Mateus Amaral "Nunca tem fuga quando a coisa da qual a gente foge mora dentro da gente". Daniel Bovolento.

04/01/2026

Tem uma virada silenciosa que dói… mas liberta.
Quando você entende que não nasceu para sustentar a felicidade emocional de ninguém.
Nem da sua mãe. Nem de quem você ama.
Amor não é dívida.
Vínculo não é prisão.
Quando cada um assume a própria responsabilidade emocional, o afeto f**a mais leve, mais verdadeiro — e possível.
Se isso tocou, é porque em algum nível já estava pronto.

02/01/2026

Essa frase dói porque é verdadeira:
“Se eu fosse um pai bem-sucedido e ausente, vocês iriam me amar.”
A cultura faz isso, sim. Premia o homem que se ausenta por trabalho e chama isso de responsabilidade. Julga a mulher que faz o mesmo e chama de egoísmo. A mãe é empurrada para o lugar do amor incondicional, do sacrifício constante, da presença obrigatória. O pai ganha margem de manobra: pode faltar, atrasar, priorizar a carreira — e ainda ser compreendido.
Na clínica, isso aparece como culpa crônica nas mulheres e permissividade emocional nos homens. Elas se perguntam o tempo todo se estão sendo “boas mães”. Eles se explicam com frases socialmente aceitas: “esse mês não deu”, “o trabalho apertou”, “foi uma fase”. Para uma, cobrança. Para o outro, justif**ativa.
A provocação é simples e incômoda:
quando foi que amar virou obrigação só de um lado?
E por que ambição, quando é feminina, precisa pedir desculpa?
Talvez não seja sobre essa personagem.
Talvez seja sobre a cultura que ainda decide quem pode faltar — e quem nunca pode.

02/01/2026

No Brasil, cerca de 12 milhões de famílias são chefiadas por mães solo, e milhões de crianças não têm o registro paterno em suas certidões — o que simboliza, além de uma ausência jurídica, uma ausência de presença ativa que impacta a vida emocional desses filhos.

Na clínica, o que ouvimos repetidamente não é só “ele não está aqui”.
É:
“ele passou mais tempo no trabalho do que comigo”;
“ele não br**ca, só aparece para as obrigações”;
“ele diz que me ama, mas não mostra no cotidiano”.

Essas queixas refletem algo profundo: confiança não se conquista com promessas, se constrói no dia a dia do br**car, do diálogo, da atenção plena. Para a criança, isso vira base emocional. Sem isso, cresce o risco de insegurança relacional, medo de abandono e dificuldade em confiar nos outros.

01/01/2026

Nem toda pessoa quieta é tímida.
Muitas só foram treinadas a obedecer.
Nos atendimentos, isso aparece o tempo todo: gente que fala baixo, evita olhar nos olhos, espera autorização até para existir na conversa. Não é falta de conteúdo. É excesso de condicionamento. Cresceram aprendendo que falar demais incomoda, que questionar é desrespeito, que se posicionar gera punição. Resultado? Adultos que sabem ouvir, mas não aprenderam a se colocar. Não foram socializados para ocupar a palavra — só para acatar.
A pergunta que inquieta é direta: essa pessoa é tímida ou foi ensinada a se encolher?
Porque timidez é traço. Silenciamento é aprendizagem.
E o que foi aprendido pode — e precisa — ser revisto.
Na clínica, o trabalho muitas vezes não é “fazer a pessoa falar mais”.
É ajudá-la a perceber que ela tem direito à voz.
Não como quem pede licença, mas como quem sabe que existe.

Vergonha não define seu cuidado com você. 💛 Vale a pena ler.Muita gente adia terapia por medo de parecer “fraca”. Na prá...
01/01/2026

Vergonha não define seu cuidado com você. 💛 Vale a pena ler.

Muita gente adia terapia por medo de parecer “fraca”. Na prática, pedir ajuda é atitude madura 💬 e responsável.

A primeira tática é normalizar a vergonha: ela é comum quando falamos de algo íntimo. A segunda é lembrar do objetivo — terapia não é sobre impressionar ninguém, é sobre cuidar de você. A vergonha não precisa ir embora para o processo começar.

A terceira tática é começar pelo simples. Você não precisa organizar a história nem saber explicar tudo. Frases como “não sei por onde começar” ou “tenho vergonha de estar aqui” já são material terapêutico.
A quarta é mudar o olhar: fazer terapia não é sinal de fraqueza, é responsabilidade emocional.

Quem busca ajuda está tentando se entender melhor e interromper padrões que machucam. E isso já é um movimento de cuidado.

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01/01/2026

Um ano incrível!

31/12/2025

2025 foi um ano intenso na escuta clínica.

Ao longo do ano, a saúde mental apareceu onde ela costuma doer mais: nas famílias tentando se entender, nas escolas lidando com crianças e adolescentes sobrecarregados, nos casais atravessados por silêncios, rupturas e pedidos de ajuda tardios. O que se repetiu não foram diagnósticos, mas sentimentos: cansaço emocional, dificuldade de diálogo, medo de falhar e vínculos pedindo reparo.
Na clínica, ficou evidente que sofrimento psíquico não é fraqueza individual. Ele é relacional, contextual, atravessado por exigências sociais, afetivas e históricas. Trabalhar com famílias, escolas e casais em 2025 foi, sobretudo, ajudar pessoas a nomear o que estava confuso, reorganizar limites e construir formas mais possíveis de convivência.

E, no meio desse percurso intenso, veio a renovação.
A mudança de consultório trouxe fôlego, reorganização e um novo ritmo para a escuta. Um espaço que não só acolhe quem chega, mas também sustenta quem cuida. Com essa energia renovada, novos projetos já estão sendo desenvolvidos para ampliar o alcance da psicologia — ultrapassando paredes, formatos e fronteiras.
Porque 2025 mostrou que cuidar da saúde mental exige presença, rede e movimento. E 2026 começa com propósito: levar a psicologia cada vez mais longe, acessível, humana e possível com a união de todos os profissionais da e

29/12/2025

O que não é nomeado dentro de casa atravessa corpos, relações e a sociedade inteira.

28/12/2025

Quantas violências seguem acontecendo porque ainda são chamadas de “assunto de família”. Quando o lar vira território privado demais, a violência ganha abrigo, silêncio e repetição. Como psicólogo, vejo o quanto essa lógica protege o agressor e isola quem sofre — crianças, mulheres, idosos. O que é tratado como intimidade, muitas vezes, é abandono coletivo disfarçado de respeito. Violência não é privada. É relacional, social e pública nas suas consequências. Enquanto insistirmos em fechar a porta, continuaremos ensinando que machucar em casa é menos grave do que machucar fora.

27/12/2025

A masculinidade que ensinamos a muitos homens é uma bomba-relógio social: cada emoção engolida vira um segundo a menos no contador. Quando explode, não fere só quem carrega — atinge mulheres, filhos, relações, ruas, tribunais. A psicoterapia não é evitada por falta de dor, mas porque o homem aprende que sentir é falhar. Enquanto a sociedade continuar premiando o silêncio emocional masculino, seguirá pagando o preço em forma de violência, adoecimento e morte — inclusive a deles.

27/12/2025

Há quase dez anos, coordenei grupos reflexivos com homens autuados pela Lei Maria da Penha. Ali ficou claro: a violência não nasce do nada. Ela é herdeira direta de uma masculinidade ensinada para calar, dominar, endurecer e nunca pedir ajuda. Muitos nunca tinham parado para nomear emoções, frustrações ou medo. Agiam antes de sentir. Explodiam antes de pensar.
Naquele espaço, algo começou a se mover. Quando o homem encontra um lugar onde não precisa provar força o tempo todo, a reflexão acontece. E com ela, a responsabilidade. Falar de masculinidade nociva não é atacar homens — é romper um modelo que adoece, isola e mata, inclusive eles mesmos.

26/12/2025

Atendendo famílias e pais, uma cena se repete no consultório:
quando o sofrimento aparece, quem procura ajuda primeiro quase nunca é o homem.
Muitos chegam como pai, marido ou provedor —
raramente como sujeito.
Cuidam, sustentam, resolvem…
mas não se autorizam a olhar para si.
Não é desinteresse pela própria saúde mental.
É aprendizado.
Homem aprende cedo que falar de si enfraquece, que pedir ajuda expõe, que aguentar calado é virtude.
O problema é que o que não é cuidado individualmente
aparece nas relações, na irritação, no silêncio emocional, na distância dos filhos.
Poucos homens buscam terapia individual.

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