Psicóloga Natália Marques

Psicóloga Natália Marques *Atendimento clínico;
* Região da Mooca;

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30/12/2025

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Compilado mix de tudo de pré natal ✨❤️
23/12/2025

Compilado mix de tudo de pré natal ✨❤️

Ter um bebê é viver encontros e lutos todas as semanas, todos os dias.Vivemos o luto pelo bebê que cresce e deixa de faz...
17/12/2025

Ter um bebê é viver encontros e lutos todas as semanas, todos os dias.

Vivemos o luto pelo bebê que cresce e deixa de fazer aquele barulhinho de recém-nascido, mas ganhamos o bebê que balbucia as primeiras sílabas (hoje ele já olha para mim, fala “mamã” e eu me derreto).
Perdemos aquele bebezinho que cabia perfeitamente no abraço e ganhamos um que só quer ficar em pé e engatinhar pelo chão. Aquele que mal conseguia segurar a cabeça parece, ao mesmo tempo, absurdamente distante e absurdamente próximo.

A mãe com os peitos vazando, com dor pós-cesárea e morrendo de medo de não saber trocar uma fralda... ela também parece distante e próxima demais.
A gente acha que, quando for mãe, não vai reproduzir o clichê do “aproveita que passa rápido”. Ou que não vai viver aquele mix de sensações de “não vejo a hora de ele ficar independente, estou exausta” com a dor no coração por vê-lo, de fato, menos dependente de nós.

Mas a gente reproduz. Somos um grande clichê — e ainda bem.
Me surpreendo todo dia com o bebê que amadurece diante dos meus olhos. E, nesse processo, amadurece também a mãe que nasceu junto com ele.

Às vezes me observo e noto a habilidade em manejar as rotinas: amamentar, dar banho, cortar as unhas… Coisas que antes eram fontes de tensão e medo, e hoje são automáticas. Afinal, eu também sou uma mãe de 8 meses.

Deveríamos comemorar o mesversário da mãe também.

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Que nos revoltemos, não nos calemos, desagrademos, para poder EXISTIR!
08/12/2025

Que nos revoltemos, não nos calemos, desagrademos, para poder EXISTIR!

02/12/2025

Ana Suy diz que: “O amor é um misto de bancar a solidão com ter sorte, atravessado por um encanto com um outro que insiste”. O amor, e as relações românticas, não são uma fórmula matemática exata, mas nossa neurose, ainda mais em tempos de neoliberalismo, onde acreditamos que tudo se compra e manda fazer ao nosso gosto, nos fazem acreditar que as relações também podem ser um produto, criado e projetado para atender todos os nossos desejos (e até os desejos que nem sabemos que temos).

Passamos uma vida toda acreditando em um discurso de que encontraremos nossa alma gêmea, acreditando que a alma gêmea está no espelho, no igual: mesmos planos, mesmos desejos, mesmos gostos. É aquela projeção fantasiosa de “alguém que complete minhas frases antes que eu as termine”. Acreditamos que o espelho é a fórmula da felicidade, em primeiro lugar, como se nós amássemos a nós mesmos “tanto assim”, por inteiro, e por consequência fôssemos amar este outro igual. Somos seres divididos, que nos amamos e odiamos, tudo ao mesmo tempo; que não nos conhecemos por inteiro; que muitas vezes “jogamos contra nós mesmos”, e nos surpreendemos e decepcionamos com o desconhecido e assustador em nós. Então, esta “alma gêmea espelho” não seria uma boa ideia, não é mesmo? Mesmo se ela existisse! E que tédio seria...

O amor costuma ser um encontro, nem de iguais, nem de opostos completos, mas de sintomas. Amamos o outro pelo que sabemos, o que é racional: planos, desejos, sonhos, gostos semelhantes, química, afinidade... e também pelo que é diferente e pelo “que nem sabemos o que é”. Algo que aquele outro desperta em nós que nos equilibra, incomoda e movimenta.
Em “amores materialistas” vemos um amargo retrato das relações-produto no neoliberalismo. Pessoas fixadas em uma posição infantil de “a majestade o bebê”, acreditando que parceiros amorosos podem ser como se pedisse uma imagem hoje na IA. Muitas vezes nos iludindo com a fantasia que criamos do outro no maior estilo “casamento às cegas” e não conseguindo despir um tanto desta fantasia para verdadeiramente ver este outro, em quem ele é.

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Sorriam! Sorrimos!
22/11/2025

Sorriam! Sorrimos!

Hoje foi dia de falar sobre assédio sexual e moral no , sempre com a dupla .Estava com saudades das palestras! Como é bo...
14/11/2025

Hoje foi dia de falar sobre assédio sexual e moral no , sempre com a dupla .

Estava com saudades das palestras! Como é bom poder falar sobre um tema tão importante em um ambiente tão acolhedor !

Em tempos em que vemos uma crescente romantização e um retrocesso do lugar de “esposa tradicional” e “esposa troféu”, nu...
07/11/2025

Em tempos em que vemos uma crescente romantização e um retrocesso do lugar de “esposa tradicional” e “esposa troféu”, nunca é demais lembrar todos os perigos envolvidos em vidas de ilusão, em prisões disfarçadas de liberdade.
Assisti aos três primeiros episódios da nova série Tudo é Justo (Disney) e tenho gostado muito. A série retrata a história de três advogadas que trabalhavam em um escritório extremamente machista e decidem montar o próprio escritório feminista, focado em divórcios de mulheres. A trama aborda histórias de diversos casamentos violentos, especialmente entre milionários e famosos, expondo golpes e estratégias de manipulação que homens poderosos aplicam em mulheres, com promessas ilusórias de luxo e glamour para mascarar a violência.
A série também mostra como nós, mulheres, mesmo em meio a tanta informação e consciência sobre a violência masculina, precisamos estar atentas para não sofrer violências (inclusive patrimoniais) sob a “neblina” causada pelo medo de não casar após o avançar da idade, de não ter filhos ou uma família tradicional; o medo de não ser escolhida ou amada por um homem — ilusões que vendem a promessa de completude. Estamos sempre vulneráveis à violência masculina dentro das relações e precisamos estar vigilantes — não só com informação, mas também com uma análise franca e dura, entrando em contato com nós mesmas, nossos medos, repetições e vulnerabilidades, para não cair em falsas promessas ou ignorar grandes “bandeiras vermelhas” por medo de “estar só” ou de não cumprir as imposições e insígnias da feminilidade imposta.
Obs.: para quem, como eu, também ama moda: além de todas essas temáticas, a série traz muita informação sobre o assunto e conta com um elenco incrível!
Me conta aqui se você vai assistir à série, se já começou a ver e o que achou!

Um desabafo com uma reflexão 🗣️Como isso tem afetado vocês ?Me conta aqui 👇
06/11/2025

Um desabafo com uma reflexão 🗣️

Como isso tem afetado vocês ?
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Lidar com o amor e o ódio é um dos principais conflitos do sujeito. Melanie Klein fala sobre este conflito com primor, l...
20/10/2025

Lidar com o amor e o ódio é um dos principais conflitos do sujeito. Melanie Klein fala sobre este conflito com primor, lidar com a ambiguidade requer amadurecimento.

Muitas vezes colocamos as pessoas em pedestais intocáveis para não precisar lidar com o ódio que sentimos. Idealizamos para nos defender do ódio, pois não parece possível amar e odiar ao mesmo tempo. Mas toda a idealização quando chega em sua queda, leva ao total oposto, o ódio completo. O sujeito idealizado, ao nos frustrar da posição idealizada que nós mesmos colocamos se torna um inimigo, um vilão.

É preciso amadurecer para lidar com a ambiguidade amor e ódio, com o fato das pessoas poderem ser boas e ruins ao mesmo tempo (inclusive nós mesmos). E (algumas) maravilhosas e detestáveis, tudo junto.

Aquele que se acha bonzinho demais também pode estar se defendendo do mocinho e do vilão que mora dentro de si, podendo também ter uma dolorosa queda do pedestal de si.

Reflexões para o meio (fim?) da semana 🗣️❤️
15/10/2025

Reflexões para o meio (fim?) da semana 🗣️❤️

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