Fono Veiga

Fono Veiga Fonoaudiólogo Tiago Veiga
👂 Linguagem | Aprendizagem | Voz
👶 Crianças e Adultos
📍 Cascavel e Toledo - PR | Atendimentos presenciais

06/03/2026

PARTE 10 - “Ele é desatento”; “Ela não gosta de estudar”; “É preguiça” - Quantas crianças ainda recebem esses rótulos quando, na verdade, podem estar enfrentando dislexia?

Com a volta às aulas (e antes das férias de inverno), temos um momento essencial para pais e professores ficarem atentos aos sinais. Dificuldade para ler, escrever ou acompanhar a turma não deve ser ignorada. Quanto mais cedo a criança recebe apoio e estratégias adequadas, maiores são as chances de desenvolver seu potencial e aprender com confiança.

A dislexia tem tratamento e tem caminho — mas o primeiro passo é não esperar.

04/03/2026

PARTE 9 - Quando a escola não reconhece a dislexia, o aluno pode ser rotulado como desatento ou desinteressado. Mas é importante lembrar: dislexia NÃO é falta de inteligência, preguiça ou desinteresse.

Muitas vezes, a escola é o primeiro lugar onde os sinais aparecem, já que é ali que a leitura e a escrita são mais exigidas. E esses alunos podem, sim, ter dificuldades nas atividades tradicionais — especialmente na leitura — mesmo compreendendo muito bem os conteúdos quando explicados oralmente. Por isso, perceber as dificuldades e buscar uma avaliação é primordial.

Uma escola informada e acolhedora faz toda a diferença. Professores que entendem a dislexia conseguem adaptar metodologias, oferecer mais tempo nas atividades, utilizar recursos visuais e valorizar diferentes formas de expressão do conhecimento.

A parceria entre escola, família e Fonoaudiologia é fundamental. O fonoaudiólogo não substitui o papel da escola, mas atua como apoio técnico especializado, ajudando a compreender como o aluno aprende e quais estratégias facilitam esse processo.

Quando essa atuação é conjunta, as estratégias trabalhadas na terapia podem ser aplicadas em sala de aula, tornando o aprendizado mais efetivo e prevenindo rótulos. Quando escola e Fonoaudiologia caminham juntas, o aluno aprende melhor, se sente acolhido e desenvolve confiança.

Informação transforma. Acolhimento também.





02/03/2026

PARTE 8 - Quando a leitura não flui, o problema pode estar nas bases da linguagem.

A intervenção fonoaudiológica tem como foco principal desenvolver as habilidades de linguagem necessárias para a leitura e a escrita, fortalecendo as bases da aprendizagem e incluindo as questões preditoras de linguagem que sustentam todo o processo.

Não se trata apenas de “treinar leitura”, mas de trabalhar a consciência fonológica por meio de rimas, aliterações, sílabas, identificação e manipulação dos sons das palavras e associação entre sons e letras; estimular a decodificação e a compreensão com o treino da relação grafema–fonema, leitura guiada e repetida para ganho de fluência e estratégias para reconhecimento de palavras; atuar na escrita e na ortografia, tanto regular quanto irregular, com ditados e produções textuais apoiadas por estratégias; desenvolver memória e processamento auditivo com exercícios voltados à memória de curto prazo, sequencialização, atenção e repetição de sons e palavras.

Além disso, são criadas estratégias de compensação individualizadas, como pistas visuais, recursos tecnológicos, leitura assistida e ferramentas que auxiliam na organização e compreensão de textos.

O trabalho do fonoaudiólogo acontece em parceria com escola, família, criança e outros profissionais, garantindo que as estratégias terapêuticas sejam aplicadas também no dia a dia escolar e potencializem os resultados.

28/02/2026

PARTE 7 - Dislexia não é falta de esforço. É uma forma diferente de aprender.

O fonoaudiólogo é um dos profissionais responsável por avaliar a linguagem oral e escrita da criança, verificando como está sua narrativa, sua oralidade e se há interferências no processo de escrita. Analisa a relação entre sons e letras, leitura e escrita, consciência fonológica, leitura de palavras e pseudopalavras, fluência (palavras por minuto) e compreensão de frases e textos curtos e longos.

Após a avaliação, tem papel fundamental na intervenção, além de atuar em parceria com a escola e os professores, orientando estratégias adequadas para o desenvolvimento da criança.
Embora a dislexia não tenha “cura”, a intervenção fonoaudiológica melhora significativamente a leitura, a escrita e a compreensão. Com métodos adaptados, apoio escolar e compreensão da família e dos educadores, a criança desenvolve autonomia e confiança.

Com suporte multidisciplinar adequado, pessoas com dislexia podem desenvolver plenamente suas habilidades e alcançar sucesso acadêmico e profissional como qualquer outra pessoa.
Muitos nomes conhecidos mostram que aprender de forma diferente não é limitação, mas uma característica: Vincent van Gogh; Albert Einstein; Jamie Oliver; Agatha Christie; Lewis Hamilton; entre outros.

Aprender diferente também é aprender com potência.

26/02/2026

PARTE 6 - A dislexia não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Cada criança ou adolescente pode apresentar características diferentes, que variam em intensidade e na forma como impactam sua aprendizagem.

Por isso, a avaliação precisa ser cuidadosa e realizada por uma equipe multidisciplinar, considerando os diversos aspectos do desenvolvimento.

O diagnóstico é construído a partir da integração dos achados do neuropediatra, psicopedagogo, fonoaudiólogo e neuropsicólogo. É essa análise conjunta, alinhada aos critérios do DSM-5-TR, que permite um diagnóstico seguro e fidedigno.

Avaliar com responsabilidade é garantir intervenções mais assertivas e um percurso escolar mais acolhedor.





24/02/2026

Parte 5 - A dislexia pode existir sozinha? Sim. Mas, na prática clínica, muitas vezes ela coexiste com outros transtornos — e isso muda completamente a forma de avaliar e intervir.
Como fonoaudiólogo, eu sempre reforço: um diagnóstico bem feito precisa olhar para a criança como um todo, porque cada condição exige estratégias específicas e um olhar multidisciplinar.

Transtornos que podem coexistir com a dislexia:

🔹 Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): é fundamental diferenciar e entender, a dificuldade é pela leitura lenta (dislexia) ou por desatenção persistente (TDAH)? Além diss, há sintomas que podem aparecer juntos: desatenção prolongada, dificuldade na organização de tarefas e impulsividade.

🔹 Disgrafia: transtorno específico da escrita que afeta caligrafia e organização textual. A dificuldade na leitura pode impactar diretamente a produção escrita.

🔹 Discalculia: transtorno de aprendizagem em matemática, com dificuldade na compreensão de números, operações e conceitos matemáticos.

🔹 Transtornos de linguagem: alterações no vocabulário, gramática e compreensão auditiva podem coexistir e prejudicar a leitura/escrita — e muitas vezes são percebidas antes mesmo da dislexia.

🔹 Transtornos emocionais e comportamentais: ansiedade, baixa autoestima e comportamentos de evitação podem surgir devido às frustrações escolares.

Por isso, avaliação precoce e intervenção individualizada fazem toda a diferença. Cada criança é única — e o plano terapêutico também deve ser.

20/02/2026

PARTE 4 - Você sabia que alguns sinais durante a leitura podem indicar dislexia? Como fonoaudiólogo, sempre oriento os pais a observarem com atenção o comportamento da criança durante a fase de alfabetização.

Entre os 6 e 9 anos, é comum perceber trocas de letras na leitura ou na escrita, como confundir B, D, Q e P ou ler “alma” como “lama”. Também podem acontecer trocas de sílabas, como “tapa” por “pata” ou "papa", e substituições por sons parecidos, como F e V, T e D, S e Z... Além disso, a criança pode apresentar leitura lenta e com muito esforço, dificuldade para ler em voz alta, para respeitar a pontuação e até para reconhecer palavras simples e frequentes do dia a dia.

Já entre os 10 e 14 anos, quando a leitura deveria estar mais fluida, alguns sinais ainda podem persistir, como leitura lenta, leitura de poucas palavras por minuto, ritmo e entonação alterados (prosódia inadequada), além de dificuldade para ler e compreender textos mais longos. Muitas vezes, o adolescente até consegue ler, mas tem dificuldade para entender e interpretar o conteúdo.

É importante lembrar que cada criança tem seu próprio ritmo de aprendizagem. No entanto, quando esses sinais são persistentes e começam a impactar o desempenho escolar e a autoestima, é fundamental buscar uma avaliação especializada.

A identificação precoce faz toda a diferença no desenvolvimento e no suporte adequado para que a criança alcance seu potencial.

18/02/2026

PARTE 3 - Olhar atento na infância muda toda a trajetória escolar.

Os sinais de dislexia podem aparecer antes mesmo da alfabetização.
Na Educação Infantil (3 a 5 anos): atraso na fala, trocas de sons, dificuldade com rimas, pouco interesse por letras e dificuldade em reconhecer o próprio nome.
Na alfabetização (6 a 9 anos): dificuldades na leitura, trocas de letras, leitura lenta, dificuldade para escrever, muitos erros ortográficos, dificuldade de compreensão e cansaço nas atividades.
Dos 10 aos 14 anos: baixa fluência, dificuldade com textos longos, problemas para organizar ideias e queda na autoestima escolar.

Importante: os sinais variam e não significam diagnóstico, mas são um alerta para buscar avaliação especializada.

16/02/2026

PARTE 2 - Dislexia não é falta de esforço.

Na fonoaudiologia, entendemos que a dislexia é uma diferença no processamento da linguagem, especialmente na forma como o cérebro reconhece, organiza e relaciona sons e letras.

Pessoas com dislexia podem apresentar dificuldades na leitura, na escrita e na fluência, mesmo tendo inteligência preservada e acesso adequado à escola. Isso acontece porque há um prejuízo no processamento fonológico — habilidade essencial para associar fonemas (sons) às letras.

A memória de trabalho também pode ficar sobrecarregada, dificultando a automatização da leitura e da escrita.

Intervenção precoce faz diferença. Acolhimento faz diferença. Estratégia certa transforma trajetórias.

13/02/2026

PARTE 1 - Dislexia não é falta de inteligência.
É uma condição neurobiológica que impacta leitura e escrita — e precisa de identificação e apoio adequados na escola.

O fonoaudiólogo educacional atua diretamente no processo de aprendizagem (tanto em contexto clínico como escolar), promovendo inclusão e garantindo que toda criança tenha acesso real ao aprender.

15/01/2026

PARTE 9 (e última dessa entrevista) - Com intervenção, acolhimento e estratégias certas, a comunicação pode transformar a vida adulta.

A comunicação é um aspecto central da vida adulta, pois impacta diretamente os âmbitos acadêmico, profissional, social, familiar e afetivo. Adultos com dificuldade de fala frequentemente enfrentam barreiras que vão além da própria condição, essas dificuldades não refletem incapacidade cognitiva, mas sim limitações comunicacionais que podem gerar isolamento, baixa autoestima e prejuízos na autonomia.

Diante disso, é fundamental que essas questões sejam observadas e trabalhadas ainda na infância, oferecendo estratégias multidisciplinares e intervenções precoces que previnam dificuldades futuras.

Quando a intervenção precoce não foi possível ou o indivíduo já se encontra na fase adulta, ainda assim é imprescindível buscar apoio profissional. O fonoaudiólogo pode oferecer estratégias individualizadas, e o próprio adulto passa a ter papel ativo na aplicação dessas intervenções no cotidiano.

Nunca é tarde para procurar ajuda diante de dificuldades que causam sofrimento ou isolamento, seja na linguagem oral, na leitura e escrita, na fluência, voz, articulação ou outros aspectos da fala.

05/01/2026

PARTE 8 - A escola vai muito além do conteúdo acadêmico.

A linguagem é a base do aprendizado — e o fonoaudiólogo tem papel essencial no desenvolvimento da comunicação, alfabetização e inclusão escolar.
O fonoaudiólogo atua na escola prevenindo e tratando dificuldades de fala, linguagem e aprendizagem — garantindo inclusão, alfabetização e desenvolvimento em todos os contextos, inclusive no bilinguismo.

Uma equipe multiprofissional na escola garante que cada aluno seja visto, compreendido e apoiado em seu desenvolvimento integral.
Educação de qualidade acontece quando diferentes olhares se unem para cuidar do aprendizado, da comunicação e do desenvolvimento da criança.

Na equipe multidisciplinar, o fonoaudiólogo fortalece linguagem, inclusão e aprendizagem.

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