Psicóloga Vanessa Menon

Psicóloga Vanessa Menon Psicóloga Especialista em Luto para Profissionais da Saúde

Há 4 anos, no dia de finados, tenho a honra de fazer parte desse lindo projeto "Sua perda, seu luto. Vamos conversar?" U...
06/11/2025

Há 4 anos, no dia de finados, tenho a honra de fazer parte desse lindo projeto "Sua perda, seu luto. Vamos conversar?"
Um movimento do e que conta com o apoio do .psicologia e .unifesp

A dor luto precisa de escuta, de acolhimento, de presença genuína com o simples desejo de estar junto e não de resolver/solucionar algo.

Em meio aos encontros, lágrimas que doem não apenas no coração onde elas nascem, mas também no daqueles que a testemunham. Sim, somos tocados pela dor do outro, mas o preparo emocional e técnico fazem toda diferença para que continuemos a ser suporte.

Cabe dizer que nem todos serão receptivos e nós também precisamos estar prontos para entender e respeitar esse momento, mas certamente será possível fazer a diferença nos corações que podemos tocar
"Ter você aqui nos mostra que não estamos sozinhos" ❤️

Eu agradeço aos envolvidos na organização, aos amigos e colegas que fizeram parte da ação e a cada enlutado que compartilhou sua história de amor conosco.

Um grande abraço repleto de carinho
Vanessa

Hoje é um dia de memória, de silêncio e, para muitos, de saudade que aperta o peito.No Dia de Finados, somos convidados ...
02/11/2025

Hoje é um dia de memória, de silêncio e, para muitos, de saudade que aperta o peito.

No Dia de Finados, somos convidados a refletir sobre nossas perdas e o impacto que elas causam – tanto na vida pessoal quanto profissional. O luto pode ser silencioso, atravessado no meio de plantões, nas rotinas hospitalares, ou entre uma escuta e outra no consultório. Pode ser recente, antigo, reconhecido ou invisível.

Mais do que oferecer respostas, este dia nos convida à escuta: escutar a dor, as lembranças, os rituais, e o que cada ausência significa para quem sente.

Para profissionais da saúde, é um momento importante para olhar com mais cuidado para o impacto das perdas vividas – as próprias e as que acompanham no trabalho. Falar sobre luto é também uma forma de cuidado.

🖤 Que hoje possamos fazer uma pausa, acolher as ausências e lembrar que o luto não é algo a ser curado, mas vivido.


Na ânsia de confortar, muitas vezes dizemos frases que podem machucar ainda mais quem está em luto.Na área da saúde, iss...
31/10/2025

Na ânsia de confortar, muitas vezes dizemos frases que podem machucar ainda mais quem está em luto.

Na área da saúde, isso acontece com frequência — o desejo é de acolher, mas por falta de preparo essas acabam sendo formas equivocadas de acolhimento.

“Seja forte.”
“Já passou tanto tempo.”
“Pelo menos ele não sofreu.”
"Deus sabe o que faz.”

Essas frases, embora bem-intencionadas, silenciam a dor de quem sofre e fere ainda mais.

O que os profissionais precisam aprender é a reconhecer que acolher não é resolver, é estar junto.

Capacitar-se em luto é aprender a substituir frases prontas por escuta ativa, empatia genuína e respeito ao tempo do outro.


Hospitais e clínicas são espaços de vida, mas também de despedidas.E quando falamos em luto, precisamos pensar além do p...
28/10/2025

Hospitais e clínicas são espaços de vida, mas também de despedidas.

E quando falamos em luto, precisamos pensar além do paciente e sua família, precisamos olhar para o luto do profissional de saúde.

O que isso significa?

Significa reconhecer que as perdas não afetam apenas pacientes e familiares, mas também as equipes como um todo.

Médicos, enfermeiros e técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, copeiros, camareiros, administrativos que testemunham constantemente situações de luto e perdas sem suporte adequado correm risco maior de adoecimento, absenteísmo e até abandono da carreira.

Por outro lado, instituições que falam sobre o tema, que oferecem treinamento e espaços de escuta, fortalecem a saúde mental de suas equipes e humanizam o atendimento prestado.

Capacitar gestores, líderes e as equipes nesse tema é um passo estratégico para organizações que desejam unir excelência técnica com cuidado humano e compassivo, dispondo de melhores estratégias para lidar com essas situações..


Outubro - Mês de conscientização a perda gestacional, neonatal e infantilHoje, dia 15/10 às 19h participe do movimento "...
15/10/2025

Outubro - Mês de conscientização a perda gestacional, neonatal e infantil

Hoje, dia 15/10 às 19h participe do movimento "Onda de Luz Brasil". Este movimento tem objetivo de apoiar as famílias que sofreram perda gestacional, neonatal e infantil.

A proposta é que os pais possam celebrar o amor por seus filhos e fortalecer dua rede de apoio.

Para participar acenda uma vela, no horário mencionado e a deixe queimar por uma hora 🕯💖

Marque seus amigos 💙

14/10/2025

Se o luto é o custo pelo compromisso, como foi muito bem definido por Parkes, como invalidar a dor frente a perda de filho, como invalidar esse compromisso baseando-se simplesmente no tempo de convivência?

Essa foi uma questões que emergiram quando pensei em compartilhar com vocês esse breve vídeo em apoio a campanha de outubro que visa trazer maior expressividade, validação e acolhimento ao luto pela perda gestacional e neonatal

Meu abraço afetuoso a todas as famílias que vivenciam essa dor
Vanessa Menon

Todo segundo sábado do mês de outubro celebramos o dia mundial de Cuidados Paliativos Comecei a estudar Cuidados Paliati...
12/10/2025

Todo segundo sábado do mês de outubro celebramos o dia mundial de Cuidados Paliativos

Comecei a estudar Cuidados Paliativos em 2011. Desde o começo foi algo que me fez muito sentido.
Gradativamente deixou de ser apenas uma prática profissional e se tornou uma filosofia de vida, por nortear minha caminhada em todos os aspectos.

A cada ano, uma temática é escolhida e esse ano o tema é "Cumprindo a Promessa: Acesso Universal aos Cuidados Paliativos”

Que todos possamos assumir o compromisso de garantir o acesso universal à essa prática tão necessária 🌻


Ontem foi dia de voltar ao lugar que, primeiramente me acolheu como estagiária, lá em 2008, ainda durante a graduação e ...
09/10/2025

Ontem foi dia de voltar ao lugar que, primeiramente me acolheu como estagiária, lá em 2008, ainda durante a graduação e depois me recebeu recém-formada em 2012.

Me faltam palavras para dizer o quão especial é estar com vocês! A equipe que tanto me ensinou sobre Cuidados Paliativos, que me permitiu acompanhar e participar das suas primeiras construções. Uma equipe à frente do seu tempo! 🌻

É sempre uma grande honra estar com vocês e um privilégio sentir o carinho com o qual me recebem ❤️

Aos meus queridos alunos que por vezes questionam as construções possíveis e dizem da dificuldade de trabalhar em uma equipe multi, talvez essa seja uma pequena prova de que isso é mais do que possível! E que essa jornada pode ser simplesmente incrível!

O que eu dizia lá em 2012/2013, segue sendo verdade "quando for a minha vez de sentar em um sofazinho amarelo, quero ter uma equipe como a de vocês comigo"
Obs. O sofá amarelo, era o sofá da sala de reuniões que nós usávamos para conversar com as famílias dos pacientes em Cuidados Paliativos 🌻

Dessa , e toda equipe, parabéns por esse lindo evento! E mais uma vez, muito obrigada! ❤️

Com amor,
Vanessa

Na prática profissional, é comum encontrarmos pacientes em processo de luto. Pode ser pela perda de um ente querido, pel...
25/09/2025

Na prática profissional, é comum encontrarmos pacientes em processo de luto. Pode ser pela perda de um ente querido, pela perda da saúde ou até mesmo pela perda de projetos e de sonhos.

O desafio é : como acolher? O que dizer?

🔹 Ouça mais do que fale. A presença genuína pode ser uma forma muito potente de cuidado.
🔹 O silêncio. Ferramenta preciosa quando estamos diante de tamanha dor e nos faltam as palavras. É uma forma de expressar presença, empatia e respeito, sem a pressão de encontrar palavras ou soluções.
🔹 Valide a dor. Frases como “eu entendo que isso dói” são simples e genuínas.
🔹 Evite frases prontas. “Seja forte” ou “você vai superar” podem soar como invalidação da dor. A tentativa de dizer algo, pode levar ao acolhimento equivocado.
🔹 Respeite o tempo. O luto não segue calendário.

Capacitar-se para essas situações é uma necessidade ética e humana. É entender que o cuidado em saúde precisa incluir também as dimensões emocionais do paciente e as suas próprias.


Nos últimos dias, ao estudar e falar sobre lutos não reconhecidos me lembrei das diversas histórias que ouço diariamente...
22/09/2025

Nos últimos dias, ao estudar e falar sobre lutos não reconhecidos me lembrei das diversas histórias que ouço diariamente na clínica. Me dei conta de que talvez, em alguma medida, todo luto seja em partes, uma dor não reconhecida.

Pensei em todos que passaram por perdas significativas e com o passar do tempo são cobrados de retomar a vida e a rotina que já não existem mais. Essa pressão social desconsidera todo o empenho, por vezes diário, para seguir em frente.

Mesmo em perdas que são reconhecidas, há um tanto de dor não validada.

A invalidação traz culpa por não “conseguir seguir em frente”, vergonha por “ainda” estarem dessa forma e uma solidão absurda para lidar com a dor.

O luto não respeita a cronologia do tempo que conhecemos. ele diz de um tempo que é único, que é singular. O amor não se desfaz com essa separação.

Quando diante de alguém que viveu/vive um luto, seja presença e se preciso incentive a buscar ajuda.

🧠 Vanessa Menon | Psicóloga clínica especializada em luto
Atendimento especializado para profissionais da saúde


“Eu nunca aprendi a lidar com o luto na faculdade.”“Nós não temos preparo e espaço para lidar com a nossa dor”Essas são ...
19/09/2025

“Eu nunca aprendi a lidar com o luto na faculdade.”

“Nós não temos preparo e espaço para lidar com a nossa dor”

Essas são algumas das frases que escuto com frequência.

De fato, durante a formação acadêmica, profissionais da saúde são treinados para salvar, prevenir e reabilitar. Mas ninguém nos ensina a lidar com a dimensão da perda — que é inerente a nossa profissão.

E o resultado é que muitos profissionais sofrem em silêncio, sem saber como lidar com as próprias emoções e sem preparo para acolher o sofrimento de pacientes e familiares.

É justamente para isso que a Mentoria em Luto existe:
💡 oferecer um espaço seguro de escuta e reflexão,
💡 trazer ferramentas práticas para situações reais do cotidiano,
💡 fortalecer o profissional para lidar com as perdas sem invalidar o os sentimentos despertados pelo contato com a finitude humana.

A mentoria não é sobre “ensinar frases prontas”.

É sobre criar repertório, ampliar consciência e desenvolver habilidades de cuidado que fortalecem a prática profissional.


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