09/02/2021
Se pararmos pra pensar que nascer e crescer sendo uma pessoa LGBT+ pode significar sofrer rejeição da sociedade como um todo, desistiríamos no meio do caminho né verdade?
Daí a gente meio que vive nessa batalha de se colocar com naturalidade perante o mundo, a família, os amigos, sofrendo muitas vezes rejeição de uma parcela deles, o que transforma potencialmente a forma como enxergamos e enfrentamos a vida. Não bastasse tudo isso, nossos crushs/dates/namorados(as)/maridos/esposas também, por vezes, podem nos rejeitar.
Claro que a rejeição do outro não é exclusividade de pessoas LGBT+.
Qualquer pessoa pode sofrer isso em maior ou menor grau.
Para aprender a lidar com a rejeição também é preciso entender que rejeitamos aquilo que não nos chama a atenção, não nos atrai, não nos enche os olhos, não nos dá tesão, não nos apetece.
Quando sou rejeitado isso diz mais sobre o outro do que exatamente sobre mim. Quando rejeito diz mais sobre mim do que sobre a outra pessoa. A questão é como isso é feito de um lado e como é interpretado do outro, o que torna o jogo ainda mais complexo.
Pra alguém que tem problemas com autoimagem, tanto em se achar inferior quando se achar superior demais, uma rejeição pode significar destruição igual aquela bola de demolição da Miley Cyrus no clipe de "wrecking ball". Difícil juntar os cacos e dói muito não ser aceito, contudo isso não faz de quem foi rejeitado inferior ao outro e, citando o que falei acima sobre pessoas LGBT+, a gente não é inferior aos heterosse***is só por eles não aceitarem nossa orientação sexual, certo?
As verdades do outro não podem nem devem ditar a minha vida. Por mais difícil que seja se manter firme após um rejeição, preciso entender essa rejeição como uma possibilidade. Possibilidade essa que existe em cada um de nós.
A rejeição machuca, muitas vezes deixa marcas, mas não nos define, nem deve direcionar nossas vidas. Muitas pessoas podem não ser capazes de me aceitar, e isso é problema exclusivo delas, e não meu.
Se fortaleça no autoconhecimento, na confiança e no carinho a si mesmo e, se preciso, busque ajuda terapêutica sempre que ume rejeição bater forte.