29/03/2026
Como construir uma terapia e um cuidado que sejam dignos da complexidade humana?
Primeiro dia de imersão com o Steven Hayes, aqui em Phoenix, Arizona, e saio com uma inquietude difícil de expressar em palavras, após 10 horas de muita vivência.
Mais do que técnicas isoladas, estamos discutindo uma mudança de paradigma... O foco sai do rótulo diagnóstico (o “quê”), e se volta para os processos de mudança (o “como”).
Não sei quantas vezes já citei Romeu e Julieta para os pacientes tentando explicar exatamente isso: “O que há em um nome? Uma rosa, com qualquer outro nome, teria o mesmo perfume”…
Evidente que há nomes úteis, mas alguns podem ser mais úteis do que outros, e nenhum é mais útil do que a sua história e a sua vida.
Olhar para a função das experiencias internas e dos comportamentos no contexto único de cada indivíduo é o que torna a terapia potente, empática, contextual e humana.
Perguntas ousadas demandam respostas complexas, mas que passam pelo cultivo da resiliência e do significado, para além da simples redução de sintomas. É sobre presença, corpo e o poder de transformar nossa relação com a dor, nossa e do outro.