03/02/2026
A Estela de Merenptah
É o marco da primeira aparição arqueológica e histórica do nome "Israel".Aqui não falamos de fé ou tradição oral, mas de história, ciência e dados.
O registro descreve um povo fraco, subjugado e “aniquilado”. Mas teria sido realmente assim?
De fato, os "apirus" — denominação frequentemente associada aos hebreus no Antigo Egito — encontravam-se em profunda desvantagem: famintos, empobrecidos, espiritualmente fragilizados e, muitas vezes, rendidos aos deuses de outros povos, não apenas ao panteão egípcio. Tudo isso em troca de um fiapo de esperança: alguns dias sem as chibatas dos feitores.
Não os julgo. O Brasil tem pouco mais de 500 anos e eu mesma já perdi a fé na pátria, imagina os israelitas que sobreviveram quase 400 anos em condições infinitamente mais duras?
Se ainda hoje são necessários templos, religiões e sistemas simbólicos para orientar a moral humana, sustentar a fé e preservar a saúde mental diante da incerteza do amanhã, o que dizer da humanidade há 3.200 anos?
Estaria Merenptah descrevendo a realidade objetiva ao gravar suas palavras na estela? Ou seria esse relato parte de seu ego ferido — o de um faraó que jamais alcançou a grandeza de seu tio e antecessor, Ramsés II, o Grande?
Teria ele realmente derrotado Moisés, ou fora uma tentativa desesperada da humilhação silenciosa de viver à sombra do mais célebre e longevo soberano do Antigo Egito?
Dia 27/02. Registrem essa data.