19/05/2026
A frase do ator, diretor e produtor John Malkovich, de 72 anos, dita durante uma entrevista por ocasião de sua passagem pelo Brasil para uma única apresentação na Sala São Paulo, me fez pensar imediatamente sobre um dos pilares mais importantes do envelhecimento ativo: a capacidade de continuar aprendendo ao longo da vida.
E eu queria te perguntar:
o que foi a última coisa nova que você aprendeu?
Malkovich construiu uma carreira reconhecida mundialmente no cinema, no teatro e na direção. Ao longo das décadas, nunca se limitou a um único formato de expressão artística. Atua, dirige, produz, faz performances, explora música, literatura, moda, fotografia. Ele relata ser egoísta, e escolher os seus trabalhos a partir do que pode aprender com eles.
Reinventa-se constantemente. E talvez seja justamente essa disposição para o novo que o mantenha tão intelectualmente vivo.
Existe uma ideia equivocada de que aprender pertence à juventude. Como se a curiosidade tivesse prazo de validade. Como se, depois de certa idade, coubesse apenas repetir o conhecido.
Mas a longevidade saudável pede exatamente o contrário: abertura, interesse, movimento.
Aprender não signif**a apenas fazer cursos ou acumular informação. É manter o cérebro ativo, ampliar repertórios, criar novas conexões, sustentar o desejo de continuar participando da vida.
A neurociência já demonstrou que nosso cérebro mantém capacidade de adaptação e aprendizagem ao longo de toda a existência. Chamamos isso de neuroplasticidade.
Mas há algo anterior à ciência: a curiosidade humana.
Talvez envelhecer bem tenha menos relação com a idade cronológica e mais com a capacidade de continuar se transformando.
Porque há pessoas muito jovens que já desistiram de aprender.
E há pessoas de 70, 80, 90 anos inaugurando novos capítulos, novos interesses e novas formas de existir.
E você?
O que ainda deseja aprender nessa vida?