27/10/2023
Você sabia que a comunicação é um direito garantido pela convenção dos
direitos humanos?
Por razões diversas crianças e adultos podem apresentar dificuldades que
dificultem a fala. Mas quando não há fala, não há comunicação? Como garantir
o acesso a esse direito?
Na verdade, fala e comunicação não são sinônimos! No nosso dia a dia nos
comunicamos de diversas formas além da fala como: gestos, olhares, escrita,
imagens, entre outras possibilidades. É só pensar nas mensagens que
enviamos no WhatsApp, figurinhas, ou naquele amigo próximo que só de
olharmos parece ler nosso pensamento. Nos comunicamos nesses momentos
sem utilizar a fala.
A Comunicação Suplementar e/ou Alternativa é segundo a ASHA (American
Speech-Language-Hearing Association) “Uma área de prática e pesquisa,
clínica e educacional para crianças e adultos, que envolve um conjunto de
ferramentas e estratégias utilizadas para resolver desafios cotidianos de
comunicação de pessoas que apresentam algum tipo de comprometimento da
linguagem oral, na produção de sentidos e na interação.”
Para substituir ou complementar a fala podemos utilizar recurso de baixa ou
alta tecnologia, desde gestos, pranchas, tablets com aplicativos para
comunicação e até mesmo rastreadores oculares. Existem diferentes sistemas
como: sistemas baseados em palavras essenciais (Core Words), no
planejamento motor, com organização pragmática como PODD, ou de base
comportamental como o PECS, mas o uso de gestos, acionadores com
respostas, também fazem parte da CSA.
A escolha da melhor forma de comunicação deve ser feita a partir da Avaliação Fonoaudiológica, somada a avaliação interdisciplinar para indicar um método que contemple a pessoa que vai utilizar essa forma de comunicação em sua integralidade.