Neliana Figlie

Neliana Figlie Página dedica à Entrevista Motivacional que se propõe a oferecer conteúdo e cursos desta abordagem

18/05/2026
Se você já fez o módulo básico do Curso de Entrevista Motivacional tem a oportunidade de completar a sua formação.Temos ...
12/05/2026

Se você já fez o módulo básico do Curso de Entrevista Motivacional tem a oportunidade de completar a sua formação.
Temos o módulo intermediário acontecendo na próxima semana e o módulo avançado em junho.
Assim consegue concluir a sua formação!
Acesse os sites para fazer a sua inscrição:

www.nelianafiglie.com.br ou www.uppsi.com.br ou

no whatsapp:
11 99378-6680 ou 11 99916-4668

Ah, senão fez o módulo básico, faça a sua formação completa no 2ºsemestre.

Esperamos por você!

06/05/2026

ESCOLHER UM CAMINHO PARA A MUDANÇA (Mapeamento de agenda)

Ao usar a estratégia de mapeamento de agenda para estruturar a conversa, que segundo a terminologia da 4ª edição seria denominada de escolhendo um caminho, o PARR é o grande impulsionador de uma boa prática. Muitas vezes, ao focar, o profissional recua por um curto período e abre a conversa que o cliente permite, para chegar a um acordo sobre o caminho a seguir.

Engajamento — Engajar-se com o cliente de forma ponderada pode preparar o terreno para um progresso rápido e gratificante, enquanto a incapacidade de construir um relacionamento baseado em respeito mútuo e colaboração pode resultar em frustração tanto para o clínico quanto para o paciente.

Diversos procedimentos podem contribuir construtivamente para uma entrevista motivacional, como:

●Definir os temas da conversa de forma colaborativa

●Fornecer informações de forma respeitosa

●Elicitar os pontos fortes e capacidades do cliente

A seguir algumas habilidades pautadas no PARR com o intuito de facilitar o engajamento, preparando o cenário para uma conversa construtiva sobre mudança.

●Quais são as suas preocupações em relação ao seu [problema de saúde]?

●Refletir o que você ouve.

●Afirmar os pensamentos, ações ou sentimentos do cliente sobre o problema.

●Conte-me mais. (Perguntas abertas.)

●Refletir sobre o que você ouve.

●Resuma os pontos principais.

Foco — A próxima tarefa é a definição de um único foco para discussão na conversa, dentre as muitas questões apresentadas pelo cliente. Como a maioria dos clientes tem múltiplos problemas de vida e, às vezes, vários problemas de saúde, geralmente existem muitos tópicos possíveis para se concentrar. Ajudar o cliente a se concentrar em uma ou duas mudanças específicas a serem feitas tem maior probabilidade de levar a uma mudança real do que desenvolver uma lista mais longa de mudanças, que pode ser avassaladora para a auto estima se o cliente não a colocar em prática.....
....CONTINUE a leitura deste artigo no meu BLOG em www.nelianafiglie.com.br

Super recomendo !
03/05/2026

Super recomendo !

DESESPERANÇA E A SUA RELAÇÃO COM A ESPERANÇAO desespero, a perda total de esperança, pode ser infernal. A desesperança p...
29/04/2026

DESESPERANÇA E A SUA RELAÇÃO COM A ESPERANÇA

O desespero, a perda total de esperança, pode ser infernal. A desesperança pode resultar de adversidades persistentes, perdas significativas ou traumas. Ela é um componente clássico da depressão clínica e contribui para o risco de suicídio. Felizmente, a depressão geralmente é bastante tratável.

É normal conceder a si mesmo o benefício da dúvida, vendo-se de maneira mais generosa do que os outros poderiam ver. É comum que as pessoas atribuam o crédito pelo que dá certo a si mesmas e os resultados negativos ao azar, a circunstâncias adversas ou a outras pessoas. Em contrapartida, pessoas deprimidas fazem justamente o oposto. Elas frequentemente culpam a si mesmas por todos os tipos de adversidade enquanto desconsideram o crédito pelas coisas boas. Suas visões sobre suas próprias habilidades e sobre o controle que têm da vida tendem a ser mais sombrias, embora, às vezes, mais precisas do que a média — a isso se dá o nome de realismo depressivo.

Porém, há bons motivos para pensar positivamente sobre si e sobre os outros com o objetivo daquilo que você espera tornar-se realidade. Quando começa a temer algo, você passa a procurar sinais disso, e então começa a encontrá-los. A desesperança gera impotência — desistir, em vez de “enfrentar um mar de dificuldades e, ao enfrentá-las, pôr lhes um fim”. O medo combinado com a baixa esperança incentiva a passividade e a evasão, em vez de estratégias ativas de enfrentamento, o que por sua vez se torna uma profecia autorrealizável. Seu nível de esperança, seja ele alto ou baixo, reflete-se, portanto, no que você faz e se transforma em um modo de vida.

O desejo é necessário, mas não suficiente para se ter esperança. Para se ter esperança são necessárias três condições: meta, propósito e um futuro incerto que seja o objeto da sua esperança. Sem uma aspiração, não há nada por que se esperar. Em segundo lugar, você precisa desejá-la. E, em terceiro lugar, o que você espera deve parecer possível, mesmo que improvável. Você pode desejar conversar com Nelson Mandela, mas não nutriria esperanças de fazê-lo. Desejo sem possibilidade não é esperança. Também, normalmente, não se espera que o sol nasça amanhã, pois já é certo que isso irá acontecer. A esperança é para aquilo que se situa entre o garantido e o impossível. Não precisa ser muito provável. Na verdade, seus desejos podem parecer próximos do impossível, e ainda assim você pode ter esperança. A publicidade comercial e política pode sugerir todos os três componentes-chave da esperança: uma meta ideal, razões para desejá-la e uma forma aparente de alcançá-la.

A esperança está sempre ligada ao desconhecido, particularmente ao futuro. Podemos desejar um passado diferente, mas não temos esperança em relação a ele. Também não sentimos esperança sobre algo que parece certo de que irá ocorrer ou por algo já aconteceu. Há, contudo, uma exceção aqui, pois podemos manter esperanças sobre o passado até descobrirmos o que de fato ocorreu. “Espero que você tenha dormido bem”. “Espero que nosso time tenha vencido ontem”.

A esperança é possibilidade antecipada, algo que fazemos ao enfrentar a incerteza, não apenas a ações concretas. Embora a esperança possa se manifestar em comportamentos observáveis, o que fazemos diante da incerteza inclui também aspectos do mundo interno, como escolher, prestar atenção, pensar, sentir e lembrar, tudo isso de maneira esperançosa. A esperança se refere à antecipação do que ainda não é. Ela é um espaço liminar, um limiar para o que pode vir a ser. De fato, a esperança é capaz de criticar e transformar o presente.

TENTE ISSO !

LEVANDO PARA O PESSOAL: ESPERANÇA

Você já passou por um momento em que a esperança foi particularmente importante para você? Está lidando agora com uma experiência pessoal ou um evento global em que a esperança possa ajudá-lo da mesma maneira?

Em uma escala de 1 a 10, quão esperançoso você é em comparação com outras pessoas?

Olhando para o futuro, quais são duas ou três coisas que você realmente espera?

Referência:

Miller, W. 8 caminhos para a esperança: encontrando propósito e motivação em tempos de incerteza. Porto Alegre: Artmed, 2025. ISBN 9781462551286

Participei do Prevenção começa em casa II – ABEAD que abordou a prevenção em crianças de 6 a 11 anos, com os temas: • O ...
25/04/2026

Participei do Prevenção começa em casa II – ABEAD que abordou a prevenção em crianças de 6 a 11 anos, com os temas:
• O real significado de socializar na escola;
• Como o funcionamento do cérebro impacta o aprendizado;
• A importância da comunicação empática e escuta ativa.
Falamos sobre proteção, aprendizado e o desenvolvimento cerebral. Temas essenciais como escuta ativa, socialização e o papel dos pais foram o destaque. Conteúdo riquíssimo e necessário!
Confira no You tube da ABEAD Oficial

# ABEAD

UPPSI

Você já parou para ouvir o que as crianças têm a dizer hoje? Prevenção não é apenas sobre regras, é sobre conexão, empat...
24/04/2026

Você já parou para ouvir o que as crianças têm a dizer hoje?
Prevenção não é apenas sobre regras, é sobre conexão, empatia e conhecimento. No próximo dia 25/04, convidamos você para o evento “Prevenção começa em Casa”, organizado pela ABEAD (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Dr**as).
Um time de especialistas ajudará a entender melhor o universo das crianças de 6 a 11 anos e como fortalecê-las emocionalmente.
Destaque: Minha fala será sobre “O Impacto da Escuta Ativa e da Comunicação Empática nos Relacionamentos”
Participe e compartilhe: evento gratuito!!
# Prevenção #

PARA SE INSCREVER ACESSE O LINK ABAIXO:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSccHGY3Hi7Ow5yaNHJ7eSeIC2luP9_6PpLMrx-vsQ0S4NRTHg/viewform

22/04/2026

ENTREVISTA MOTIVACIONAL E A REFORMULAÇÃO DA IDENTIDADE: pequenas histórias em primeiros encontros entre clientes com transtornos por uso de álcool e seus profissionais

Cindie A. Aaen Maagaard e Anette Søgaard Nielsen

Este artigo investiga como a reformulação da identidade por meio da conversa colaborativa conhecida como Entrevista Motivacional (EM) e discute as dimensões éticas do papel do profissional.

Como um método desenvolvido para estimular conversas sobre mudança de comportamento, a EM combina uma abordagem centrada no cliente e uma abordagem diretiva que enfatiza, e idealmente também fortalece, a autonomia e os recursos da pessoa para a mudança.

Uma característica da Entrevista Motivacional (EM) é o uso extensivo das reflexões do profissional sobre a fala de mudança do cliente, de modo a criar uma nova versão narrativa que destaca os recursos e o comprometimento com a mudança. Usando um conjunto de dados de três primeiros encontros entre clientes e profissionais, os autores rastrearam a reformulação narrativa empregando o método de três níveis de Bamberg para a análise de pequenas amostras por meio da história contada, da interação no aqui e agora e de referências a narrativas culturais mais amplas.

Os achados evidenciaram, em todos os três níveis, identidades alternativas que emergem por meio de narrativas co construídas entre o cliente e o profissional, bem como as ambiguidades da propriedade narrativa no delicado equilíbrio entre o foco no cliente e a direcionalidade na EM.

O estudo conclui que, na Entrevista Motivacional, a autonomia do cliente depende paradoxalmente da habilidade do profissional em atuar como um "co-narrador". O terapeuta escuta as nuances da linguagem e oferece uma versão revisada da história do cliente, onde este é o protagonista ativo e capaz de mudar.

Referência

Aaen Maagaard, Cindie A. and Nielsen, Anette Søgaard. "Motivational interviewing and the reframing of identity: small stories in first encounters between clients with alcohol use disorders and their therapists" Text & Talk. https://doi.org/10.1515/text-2024-0161

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