CENPI Centro Psiquiatrico Interdisciplinar

CENPI Centro Psiquiatrico Interdisciplinar O CENPI nasceu em 2005, da união de profissionais envolvidos com os cuidados em saúde mental de crianças, adolescentes e adultos.

No mês de conscientização do Autismo, é importante compreender que o TEA apresenta perfis diversos. Algumas pessoas auti...
22/04/2026

No mês de conscientização do Autismo, é importante compreender que o TEA apresenta perfis diversos. Algumas pessoas autistas demonstram altas habilidades (AH/SD) em áreas específicas, como memória excepcional, raciocínio lógico avançado, atenção a detalhes e aprendizagem autodidata.
Porém, assim como na população geral, no TEA podemos encontrar perfis cognitivos abaixo da média, dentro da média ou acima da média. Altas habilidades são possíveis, mas não representam a maioria das pessoas autistas, inclusive, uma parcela apresenta deficiência intelectual associada. O espectro é amplo e heterogêneo.

A literatura descreve que as AH/SD podem coexistir com desafios sociais, sensoriais ou de flexibilidade cognitiva, caracterizando um desenvolvimento assimétrico. Por isso, a avaliação clínica adequada é fundamental para reconhecer potencialidades e oferecer suporte individualizado.

Reconhecer altas habilidades no TEA não é romantizar o diagnóstico, mas compreender a complexidade do neurodesenvolvimento humano com base em evidências.

Abril nos convida a ampliar o olhar sobre o espectro, promovendo informação de qualidade e redução de estigmas.

altashabilidadesnoTEA

No TEA, dificuldades sociais não significam ausência de desejo de conexão. Muitas pessoas no espectro querem interagir, ...
20/04/2026

No TEA, dificuldades sociais não significam ausência de desejo de conexão. Muitas pessoas no espectro querem interagir, mas enfrentam desafios na interpretação de sinais sociais, flexibilidade cognitiva e regulação emocional.

A literatura científica mostra que habilidades sociais podem ser ensinadas de forma estruturada, com estratégias específicas e adaptadas ao perfil de cada indivíduo. O desenvolvimento dessas habilidades, especialmente quando iniciado precocemente, contribui para maior autonomia, melhor adaptação social e redução de sofrimento associado a situações interpessoais. É importante ressaltar, entretanto, que ele não deve ser confundido com incentivo ao mascaramento ou camuflagem.

O foco clínico não deve ser a padronização de comportamentos, mas a ampliação de repertório social com respeito à neurodiversidade, à individualidade e ao contexto de vida da pessoa.

habilidadessociaisnoTEA

Dra. Rosa Magaly Morais, sócia e psiquiatra do CENPI, esteve presente no evento Mães Diversas, Mães Reais, realizado em ...
15/04/2026

Dra. Rosa Magaly Morais, sócia e psiquiatra do CENPI, esteve presente no evento Mães Diversas, Mães Reais, realizado em Recife, contribuindo com sua experiência em psiquiatria da infância e adolescência, com um olhar especial para o autismo.

Foi um momento de compartilhamento entre mães, famílias e profissionais, fortalecendo redes de apoio e ampliando o diálogo sobre saúde mental.

Seguimos comprometidos em levar informação de qualidade e cuidado para além do consultório.

Abril é o mês de conscientização do autismo, e compreender o shutdown (desligamento) é parte essencial desse processo.O ...
13/04/2026

Abril é o mês de conscientização do autismo, e compreender o shutdown (desligamento) é parte essencial desse processo.

O shutdown é uma resposta do sistema nervoso diante de sobrecarga sensorial, cognitiva ou social. Nesse estado, a pessoa pode apresentar redução da fala, dificuldade de interação e necessidade de isolamento temporário. Não se trata de birra, oposição ou desinteresse, mas de um mecanismo neurobiológico de proteção.

Estudos mostram que pessoas autistas apresentam maior vulnerabilidade à sobrecarga sensorial e à fadiga cognitiva, o que pode levar a estados de desligamento funcional momentâneos. Ambientes previsíveis, redução de estímulos e respeito ao tempo de regulação favorecem a recuperação e reduzem o sofrimento.
Conscientizar é substituir julgamento por compreensão.

shutdownnoTEA

No mês de conscientização do autismo, escolhemos abordar um tema frequente na prática clínica e ainda cercado por julgam...
06/04/2026

No mês de conscientização do autismo, escolhemos abordar um tema frequente na prática clínica e ainda cercado por julgamentos: a seletividade alimentar.
Para muitas pessoas autistas, a alimentação envolve desafios que vão além do paladar. Diferenças no processamento sensorial, maior necessidade de previsibilidade e níveis elevados de ansiedade diante do novo podem tornar a experiência alimentar particularmente complexa.

A literatura científica descreve maior prevalência de seletividade alimentar no Transtorno do Espectro Autista quando comparado ao desenvolvimento típico, frequentemente associada a padrões de decodificação sensorial, rigidez cognitiva e necessidade de controle ambiental. Esses fatores ajudam a explicar por que a recusa alimentar não deve ser interpretada como oposição voluntária, mas como expressão de um funcionamento neurobiológico específico.

Intervenções eficazes priorizam previsibilidade, exposição gradual e respeito ao ritmo da criança, frequentemente envolvendo abordagem interdisciplinar.

O foco não está apenas em ampliar o repertório alimentar, mas em reduzir o sofrimento e promover experiências mais seguras e funcionais em torno da alimentação.

seletividadealimentarnoTEA

No Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ressaltamos um ponto essencial na prática clínica: o diagnóstico de TEA nã...
02/04/2026

No Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ressaltamos um ponto essencial na prática clínica: o diagnóstico de TEA não encerra a investigação, ele frequentemente amplia as perguntas.

Pessoas autistas apresentam maior probabilidade de apresentar condições associadas, como TDAH, transtornos de ansiedade, depressão, distúrbios do sono, epilepsia e alterações gastrointestinais. Essas comorbidades podem impactar comportamento, aprendizado, regulação emocional e qualidade de vida, além de influenciar diretamente as decisões terapêuticas.

Identificar essas condições não significa “multiplicar diagnósticos”, mas compreender de forma mais precisa as necessidades clínicas e reduzir o sofrimento evitável.

O cuidado em saúde mental exige precisão diagnóstica, escuta qualificada e compreensão da complexidade do neurodesenvolvimento.

Falar sobre autismo é também falar sobre variabilidade clínica, individualidade e cuidado responsável.

comorbidadesdoTEA

Organização, disciplina e atenção aos detalhes não significam, necessariamente, um transtorno mental. Na psiquiatria, é ...
31/03/2026

Organização, disciplina e atenção aos detalhes não significam, necessariamente, um transtorno mental. Na psiquiatria, é importante diferenciar traços de personalidade, transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva (TPOC) e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
O TOC é caracterizado por obsessões e compulsões que causam sofrimento significativo e interferem na vida da pessoa. Já o TPOC envolve um padrão persistente de perfeccionismo, rigidez e necessidade de controle, geralmente percebido como adequado pela própria pessoa.
Essa distinção é essencial porque o diagnóstico correto orienta o tratamento adequado.

Quando pensamentos, rituais ou padrões rígidos passam a gerar sofrimento ou prejuízo funcional, é importante buscar avaliação especializada.

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No Dia Mundial do Transtorno Bipolar, escolhemos abordar uma das confusões diagnósticas mais frequentes na prática clíni...
30/03/2026

No Dia Mundial do Transtorno Bipolar, escolhemos abordar uma das confusões diagnósticas mais frequentes na prática clínica: diferenciar depressão unipolar de transtorno bipolar.

Ambos podem apresentar episódios depressivos semelhantes. O que define a bipolaridade é a presença atual ou passada de mania ou hipomania, estados de elevação patológica do humor, com aumento de energia, redução da necessidade de sono e possível impulsividade.

A literatura científica mostra que parte dos pacientes inicialmente diagnosticados com depressão pode, ao longo do acompanhamento, preencher critérios para bipolaridade. Por isso, a avaliação longitudinal é essencial.

Essa distinção não é apenas teórica. Ela impacta diretamente a escolha terapêutica. Diretrizes internacionais recomendam estabilizadores de humor como base do tratamento bipolar, enquanto antidepressivos isolados exigem cautela nesse contexto.

Diagnóstico correto não é detalhe técnico.
É proteção clínica.
Arraste e entenda os critérios centrais que diferenciam esses dois quadros.

Muitas pessoas procuram atendimento médico por dor no peito, tontura, falta de ar ou desconforto gastrointestinal, e só ...
26/03/2026

Muitas pessoas procuram atendimento médico por dor no peito, tontura, falta de ar ou desconforto gastrointestinal, e só depois descobrem que a raiz do problema pode ser ansiedade.

A ansiedade é uma ativação do sistema de resposta ao estresse, envolvendo aumento de atividade simpática, liberação de catecolaminas e alterações respiratórias e gastrointestinais. O corpo entra em estado de alerta, mesmo na ausência de ameaça concreta.

Esse fenômeno não é psicológico no sentido de “invenção”. É fisiológico. O que acontece é que o cérebro interpreta sinais internos e externos como risco, e o organismo reage.

O desafio clínico é diferenciar causas médicas primárias de manifestações somáticas de ansiedade. Por isso, a avaliação cuidadosa é sempre essencial.
Deslize para o lado e conheça os principais sinais físicos e como compreendê-los.

Quando alguém está em surto psicótico, o que para nós parece “óbvio” pode não estar acessível para aquela pessoa. A expe...
24/03/2026

Quando alguém está em surto psicótico, o que para nós parece “óbvio” pode não estar acessível para aquela pessoa. A experiência psicótica é vivida como real. Confrontar de forma brusca, tentar impor lógica ou desacreditar o relato costuma aumentar medo e desorganização.

O manejo de crise está baseado em três pilares: segurança, redução de estímulos e comunicação empática.

Também é fundamental lembrar que surto psicótico não é diagnóstico, é um estado clínico que pode ocorrer em diferentes transtornos psiquiátricos ou condições médicas. A avaliação adequada define o tratamento correto.

Intervenção precoce em psicose está associada a melhor evolução funcional, menor tempo de hospitalização e redução de recaídas.

Ajudar alguém em surto não é discutir a realidade. É oferecer estabilidade até que o cuidado especializado possa agir. Arraste para o lado e entenda.

A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela trissomia do cromossomo 21. Está associada a um perfil neurocogn...
21/03/2026

A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela trissomia do cromossomo 21. Está associada a um perfil neurocognitivo próprio, com variabilidade individual significativa. Intervenções precoces, acompanhamento multidisciplinar e estímulo ambiental adequado impactam positivamente o desenvolvimento global.

Do ponto de vista médico, sabemos que há maior prevalência de cardiopatias congênitas, alterações endocrinológicas (como disfunções tireoidianas), distúrbios do sono, especialmente apneia obstrutiva, e algumas vulnerabilidades psiquiátricas ao longo da vida.

Estudos recentes também reforçam a importância de monitorar a saúde mental, pois quadros de ansiedade, depressão e regressão comportamental podem surgir, principalmente na adolescência e no início da vida adulta.

Hoje, no Dia Mundial da Síndrome de Down, reiteramos o nosso compromisso: de um olhar integral, que preza pelo rastreio sistemático de comorbidades e que fortalece e entende a importância da atenção contínua à saúde emocional. Porque Síndrome de Down não é só sobre genética. É sobre desenvolvimento, inclusão, potencial, e cuidado estruturado ao longo da vida. Afinal, é a informação qualificada que reduz o estigma e amplia as possibilidades.

Recebemos com frequência a seguinte descrição: “Durante o dia eu me sinto cansado. Mas quando deito, minha mente não par...
16/03/2026

Recebemos com frequência a seguinte descrição: “Durante o dia eu me sinto cansado. Mas quando deito, minha mente não para.”
A inquietação noturna em pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não é apenas um hábito inadequado. Estudos mostram maior prevalência de atraso de fase do sono, hiperativação cognitiva noturna e irregularidade circadiana neste grupo. Além disso, comorbidades como ansiedade e síndrome das pernas inquietas podem intensificar o quadro.
O impacto vai além do cansaço. Sono fragmentado ou insuficiente piora funções executivas, aumenta impulsividade e reduz a tolerância emocional, fatores centrais no próprio TDAH.
Por isso, quando avaliamos TDAH, não olhamos apenas para desatenção e hiperatividade. Investigamos rotina, ritmo biológico, padrão de luz, horário de medicação e possíveis transtornos do sono associados.
Deslize e entenda por que a inquietação noturna acontece e como ela se integra ao quadro clínico.
inquietacaonoturna

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