Fernanda Gambera - Psicanalista

Fernanda Gambera - Psicanalista Consultório especializado em Psicanálise para adultos e adolescentes. Itaim Bibi - São Paulo.

https://youtu.be/ZxwZ8ntVtQk
19/08/2021

https://youtu.be/ZxwZ8ntVtQk

No quinto episódio do podcast De bem com você, Cris Dias conversa com a psicóloga Fernanda Gambera sobre o que é a síndrome do impostor, porque acontece, sin...

O significado da Páscoa em meio à pandemiaNa língua hebraica, Páscoa significa passagem (pessach). No judaísmo, é a fest...
12/04/2020

O significado da Páscoa em meio à pandemia

Na língua hebraica, Páscoa significa passagem (pessach). No judaísmo, é a festa que comemora a passagem do povo israelita da escravidão do Egito para a libertação da Terra Prometida. A Páscoa cristã tem suas origens na Páscoa judaica e também está associada a idéia de passagem: da morte para a vida.

Independente da religião ou crença, mais do que nunca, o simbolismo da Páscoa se torna forte pelo momento que vivemos. De forma ingênua ou não, tendo a acreditar que realmente podemos passar por profundas mudanças internas e sociais.

Para isso, se faz necessário de olhar para si e para as escolhas diante da vida, pensar na saúde, nas relações familiares, sociais, em como interagimos com a natureza e a forma como estruturamos nossa vida financeira. A incerteza e a falta de segurança trazem a possibilidade de reinventar para seguir em frente. Mudanças que talvez fossem feitas a longo prazo, estão sendo catalisadas pelo momento. Na marra, estamos sendo obrigados a olhar para o que jogamos para baixo do tapete. Resta saber o que será feito disso. O final do isolamento trará nossa liberdade? Vale a questão.

Boa passagem.
Feliz Páscoa!

FG

Foto 1. Em Jerusalém, gatos próximos a escultura da Via Dolorosa, vazia devido ao coronavírus - Ammar Awad - 2.abr.20/Reuters

Foto 2.Homem sozinho carrega cruz enquanto percorre a Via Dolorosa em Jerusalém. Reuters/Ammar Awad - 10.abr.20

Foto 3. Peregrino vestido como Jesus aguarda em frente à Igreja do Santo Sepulcro, fechada por causa da pandemia de coronavírus. AFP/Emmanuel Dunand - 10.abr.20

Fotos retiradas da Folha de S. Paulo

E a pergunta da vez é: o que você está fazendo do seu tempo na quarentena? O que está produzindo? Está treinando? Trabal...
08/04/2020

E a pergunta da vez é: o que você está fazendo do seu tempo na quarentena? O que está produzindo? Está treinando? Trabalhando? Lendo livro todos os dias? Ajudando alguém? Fazendo aulas? Aprendendo um novo idioma? Passando tempo de qualidade com seus familiares em casa?

E, neste momento, pupulam “especialistas” dando dicas sobre tudo; brotam opinadores generalizando a realidade alheia. As instruções são inúmeras e vem ocupar o lugar da necessidade de uma verdade absoluta. A ordem é: “limpe a casa, entretenha as crianças, não leia muitas notícias, mantenha uma rotina, faça isso, faça aquilo”. E não podemos esquecer dos tomadores de conta da vida alheia, que passam a condenar a forma como o outro escolheu (?) viver o período. Lá vem a Polícia da Quarentena, ditando como cada um deve agir em sua morada e como proceder diante da própria angústia.

A discussão sobre o que fazer/não fazer não parece ser tão simplista assim e, não posso deixar de pensar em dois pontos:

1. como as pessoas são tremendamente chatas em sua necessidade de regular o outro. E me perdoem o termo, mas não existe melhor: “cagar regra”.
2. neste momento, vamos fazer o que dá para fazer, o que desejamos fazer e, na medida do possível (pois nem sempre é), sustentar nossas escolhas.

Já está bem difícil olhar para as próprias questões. Não tornemos o trabalho mais penoso.

FG


Contardo Calligaris publicou, ontem, artigo sobre a importância da verdade como base do conforto supremo. O autor é cate...
03/04/2020

Contardo Calligaris publicou, ontem, artigo sobre a importância da verdade como base do conforto supremo. O autor é categórico: “é errado mentir para confortar ou consolar”.
Cito, abaixo, alguns trechos. Aos que tiverem oportunidade, leiam na íntegra.

“...tanto dos líderes religiosos como dos políticos, não espero nada menos do que aprendi e tento praticar como terapeuta e analista, a saber: é errado mentir para confortar ou consolar.

É errado moralmente — porque quem mente aposta na ideia de que, por causa do perigo, do sofrimento ou da incerteza, o outro seja diminuído ou infantilizado a ponto de comprar qualquer esperança fajuta.

E é errado em vista do efeito desejado, porque o conforto eficiente, se ele for possível, é aquele que se constrói em cima da verdade.

Exemplo. A alguém que vai morrer amanhã, não precisamos nem podemos dizer que ele ou ela vai sarar hoje à noite, que viverá em outra vida ou que os anjos ou as virgens do paraíso o esperam de braços abertos. É claro, é possível (e é uma necessidade antiga) acreditar num além, mas quem quer confortar não deve recorrer à ilusão, nem num momento extremo. Há mais conforto, por exemplo, num balanço em que se pergunta se a vida valeu a pena ou não do que na ilusão de ganharmos mais tempo ou de uma vida após a morte.”

Contardo Calligaris – publicado na Folha de SP em 02/04/2020

Algo se modifica na análise online? Sem dúvida. Assim como na ida para o divã ou qualquer outra ação que a movimente. An...
24/03/2020

Algo se modifica na análise online? Sem dúvida. Assim como na ida para o divã ou qualquer outra ação que a movimente. Análise é movimento.
A psicanálise não se dá pelo corpo físico, mas pela voz e o olhar, a presença do analista do outro lado da “linha”, que continua sendo um “ao vivo”.
É nítido que nenhum de nós está vivendo o cenário ideal, não sabemos como serão os desdobramentos dos acontecimentos e nem quanto tempo irá perdurar. Estamos todos no mesmo barco. Mas entendo como parte do processo analítico e da trajetória de cada um, “saber fazer” com aquilo que tem disponível.
FG

O caráter brusco e compulsivo da crise bulímica demanda uma análise da singularidade da economia pulsional deste sujeito...
05/12/2019

O caráter brusco e compulsivo da crise bulímica demanda uma análise da singularidade da economia pulsional deste sujeito, ao qual observamos uma tendência à repetição, desorganização do ego e um recurso ao agir, indicativo de deslocamento do registro psíquico interno para o exterior. O sofrimento passa a ser expressado pela via do corpo e do ato.

O bulímico é dominado pela pulsão que o leva a um estado de não reconhecimento de seu próprio corpo e comportamento. O ego parece não conseguir se apropriar desse corpo, tomando-o como seu; torna-se, então, um corpo estranho, habitado pelo excesso.

FG

A bulimia caracteriza-se pela perda do controle sobre a função alimentar, levando o indivíduo a devorar os alimentos a q...
03/12/2019

A bulimia caracteriza-se pela perda do controle sobre a função alimentar, levando o indivíduo a devorar os alimentos a qualquer hora do dia ou da noite, mesmo sem o estímulo da fome e, posteriormente, tomar medidas para evitar o ganho de peso. Normalmente, isso significa vômito, utilização de laxantes e/ou prática desmedida de exercícios físicos e jejum.
O que outras áreas chama de “distúrbio”, a psicanálise nomeia como “sintoma”.
Na bulimia, o sofrimento é expresso por meio do corpo através do ato, que nos permite supor a existência de uma precariedade dos mecanismos de elaboração psíquica do sujeito em questão. A comida se mostra como objeto da compulsão, de modo mortífero, pela voracidade. É estabelecido um gozo sobre o alimento e instaurada uma obediência ao laço feito com ele.
Além do sofrimento psíquico causado por este corpo fora de controle e entregue a voracidade, o sujeito vive em intensa culpabilidade.

Parabéns a todos aqueles que possuem o dom da escuta, a sensibilidade da palavra e a generosidade no olhar com o outro. ...
27/08/2019

Parabéns a todos aqueles que possuem o dom da escuta, a sensibilidade da palavra e a generosidade no olhar com o outro. Aos que cuidam, provocam, aliviam e transformam. Que tocam no que de mais profundo existe em cada um de nós: os segredos, as dores, os medos, desejos, alegrias, obscuridades e contradições.
Feliz dia do psicólogo! ❤
FG

Para além de uma psicanálise que prega o profissional de forma irreal, acredito que ser analista é, como humano, viver s...
07/08/2019

Para além de uma psicanálise que prega o profissional de forma irreal, acredito que ser analista é, como humano, viver sua própria dor mas no encontro com o outro utilizá-la não como um parâmetro de medidas, mas como possibilidade, a partir da sensibilidade, de encontrar um mundo particular na individualidade de cada um.
FG

Pais superprotetores, na justificativas de serem zelosos, acabam por dar tudo aos filhos fazendo com que se tornem depen...
03/04/2019

Pais superprotetores, na justificativas de serem zelosos, acabam por dar tudo aos filhos fazendo com que se tornem dependentes e sem autonomia.
Os cuidados exagerados podem resultar em filhos frágeis e inseguros, que certamente irão se ressentir quando tiverem que enfrentar as dificuldades no trabalho e no convívio com os outros.
Educar nunca foi tarefa fácil, mas aqui existe a tentativa de preparar a vida para os filhos em vez de preparar os filhos para a vida.
FG

A todo momento estamos desejando algo. Seja alguns dias de férias, realizar um projeto, desejando algo do outro ou o pon...
25/03/2019

A todo momento estamos desejando algo. Seja alguns dias de férias, realizar um projeto, desejando algo do outro ou o ponto da nossa vida em que alcançaremos a felicidade ou alguma satisfação. . .

O desejo é o que nos coloca em movimento e é regulado pelas sensações de prazer e desprazer. Apresenta-se pelo querer mais e mais, de forma que é sempre adiado e jamais satisfeito. Tem origem e sustentação na falta essencial daquilo que jamais será preenchido. Por este motivo, nos impulsiona para a busca de realização - ou satisfação parcial - no mundo objetivo ou na própria subjetividade (sonhos, artes, projetos utópicos, fé no absoluto, etc).

O desejo não tem objeto específico.
Quando se consegue o que quer, não é possível mais querê-lo, porque já o possui. Por fim, podemos dizer que a satisfação mata o desejo.
FG

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