26/12/2025
Chegando em versão Mamãe Noel pra te lembrar de algo essencial neste fim de ano: não importa o quanto você comeu, você não precisa aumentar a intensidade do exercício para “compensar” calorias. Fim de ano é, por definição, um tempo de encontros, celebrações e pequenas (ou grandes) saídas da rotina. Isso não é desvio de caráter, falta de disciplina ou “fracasso”. É vida acontecendo, e o seu corpo sabe lidar com isso muito melhor do que a cultura da culpa faz parecer.
Essa ideia de que precisamos pagar pelo que comemos com mais esforço físico faz parte da lógica do exercício punitivo. Quando o movimento vira castigo, ele deixa de ser cuidado. E isso cobra um preço: maior risco de lesões, sobrecarga articular, exaustão física… além de um impacto profundo na saúde mental. Culpa, ansiedade, medo de comer, relação tensa com o próprio corpo e com o exercício são sinais de alerta que não devem ser ignorados.
O corpo não funciona como uma planilha que precisa ser ajustada depois de cada refeição. Ele é dinâmico, adaptável e inteligente. Você não precisa “consertar” nada depois das festas. Se mover porque dá prazer, porque relaxa, porque organiza a cabeça ou simplesmente porque você gosta é muito diferente de se mover por obrigação ou punição. Nesse fim de ano, permita-se descansar dessa lógica. Comer não exige compensação. Movimento não é castigo. Seu corpo merece cuidado, não cobrança.