20/05/2026
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passou a ser Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). 👀
A mudança foi publicada em maio na revista científica The Lancet e resulta de uma ampla iniciativa internacional envolvendo 56 organizações científicas, clínicas e associações de pacientes de diferentes países, além da participação de mais de 14 mil pessoas em pesquisas globais.
O Brasil integrou oficialmente esse processo por meio da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
A principal motivação para a mudança foi a percepção de que o termo “ovários policísticos” não representava adequadamente a complexidade da síndrome. Isso porque os chamados “cistos” visualizados ao ultrassom não correspondem, na maioria das vezes, a cistos patológicos verdadeiros, mas sim, a múltiplos pequenos folículos ovarianos interrompidos em seu desenvolvimento.
Além da imprecisão técnica, a antiga nomenclatura acabava reduzindo a condição a um problema exclusivamente ginecológico, quando, na realidade, trata-se de uma síndrome envolvendo alterações hormonais, metabólicas, reprodutivas, dermatológicas e emocionais.
A resistência à insulina é um dos mecanismos centrais da síndrome e pode estar presente em aproximadamente 85% das pacientes.
Essa alteração metabólica aumenta o risco de obesidade, pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, esteatose hepática e doenças cardiovasculares.
Além das manifestações físicas, a síndrome também apresenta importante impacto emocional como ansiedade, depressão e redução da qualidade de vida.
Apesar da atualização no nome, os critérios diagnósticos permanecem os mesmos e o tratamento segue individualizado e multidisciplinar, podendo incluir mudanças no estilo de vida, acompanhamento metabólico, medicamentos hormonais, sensibilizadores de insulina e terapias voltadas à fertilidade.