08/03/2026
Há três anos eu me mudei para a Região dos Lagos. Na época, pensei que vinha apenas pelo mar, pelo sol, pela vida mais luminosa que esse lugar oferece.
Mas a vida raramente nos leva para um lugar por um único motivo.
Hoje eu começo a compreender que havia algo maior me trazendo para cá.
Recentemente soube que esta é uma das regiões do estado do Rio de Janeiro onde mais se matam mulheres. E essa informação atravessa o corpo da gente.
Ao mesmo tempo, foi aqui que comecei a caminhar mais perto de coletivos femininos, de movimentos culturais formados majoritariamente por mulheres, de vozes que se levantam juntas.
Hoje participei de um "BlocAto" com o , na Praia do Forte, em Cabo Frio.
Um movimento que ecoa nas ruas por igualdade, respeito e pelo fim do feminicídio.
Também é aqui que vejo florescer a força de iniciativas como o , em São Pedro da Aldeia, onde cultura e potência feminina caminham juntas.
Tudo isso tem aberto em mim uma nova consciência. Uma vontade ainda maior de agir, de me posicionar e de caminhar ao lado de outras mulheres.
A vida, às vezes, nos leva exatamente para o lugar onde nossa presença é necessária.
E hoje eu honro as mulheres que caminham ao meu lado e aquelas que ainda virão depois de nós.