31/07/2019
Como é, para você, a questão da conquista, da paquera, da sedução da pessoa que é seu objeto de interesse, romanticamente falando? Amar e se Relacionar
Ou, como a moçada diz hoje, seu “crush”? É um jogo, que você participa com entusiasmo; ou uma agonia, onde você não sabe como agir, e f**a com medo de não ser bem sucedido?
Esse tema dos relacionamentos amorosos é, talvez junto com o tema “morte”, um dos mais discutidos pela humanidade, em toda a sua história. Amar e se Relacionar
A maioria das músicas que existem, ou que ainda irão existir, toca exatamente nesse assunto. Livros, séries, filmes… em todo lugar vemos esse tema da conquista, do amor e de suas dificuldades.
E faz sentido, já que é um tema que abrange a praticamente todos. Somos seres sociais, e seres se***is, com libido, criados a base de ideias românticas desde cedo.
E vemos casais o tempo todo, em casa, na televisão, na rua, na internet, em revistas… já somos quase 7 bilhões e meio de pessoas no planeta, e aumentando numa velocidade impressionante.
Ou seja, cedo ou tarde todo mundo, ou quase todo mundo, estará em algum relacionamento amoroso. Amar e se Relacionar
E quem não está, muito provavelmente quer estar (com todas as variações de hoje em dia, como “f**ar”, “pegar”, “tretar”, e não sei mais o quê – apesar disso tudo, ainda se busca bastante um relacionamento fixo, estável). Amar e se Relacionar
Com o advento da internet, muita coisa mudou também nessa área – aliás, o que não mudou com a internet? No futuro, acredito que se falará nos anos A.I., e nos anos D.I., antes e depois da internet.
Hoje em dia, com os smartphones por toda a parte, muitos aplicativos para encontrar seu parceiro ideal apareceram, e fazendo um sucesso enorme (vide o “Tinder”, por exemplo, que em 2014, ultrapassou a marca de 10 milhões de usuários, apenas no Brasil). Sem falar nas diversas redes sociais, com grupos, comunidades, bate-papo, etc. Amar e se Relacionar
Mas o que isso tudo signif**a, todas essas novidades? São mudanças na forma, novas possibilidades de se conhecer pessoas, fazer um primeiro contato, conversar. Amar e se Relacionar
Na essência mesmo, a coisa não é muito diferente do que era na época em que Shakespeare escreveu “Romeu e Julieta”, 400 e poucos anos atrás (pra citar uma história bastante conhecida por pessoas de todas as idades – aliás, Julieta tinha 13 anos na estória; viu como muitas coisas não mudaram?).
Digo isso porque, em essência, na hora H, é a mesma coisa: frio na barriga, suor, batimento cardíaco acelerado… medo de ser rejeitado, medo de passar vergonha… insegurança, autoestima abalada, as palavras se atrapalham na hora de sair, você periga tropeçar, derrubar a bebida na pessoa (puxa!). Era assim, é assim, e provavelmente ainda será assim por muito tempo. Amar e se Relacionar
Para muitos, apesar dos percalços listados acima, a coisa anda relativamente bem, e, aos trancos e barrancos, se chega ao objetivo, e um novo relacionamento se inicia.
Se vai dar certo, ou vai dar errado, não se sabe; se vão f**ar juntos 15 dias, ou 15 anos, só o tempo dirá.
Porém, para outros, esses percalços da conquista são obstáculos grandes demais, pelo menos na visão da pessoa. Amar e se Relacionar
Ela os vê como intransponíveis, impossíveis de serem contornados. E alguns desistem; e, consequentemente, sofrem. Sofrem por estarem sozinhos, e por não terem tido a coragem para ir até lá e agir, pelo menos tentar.
E vendo outras pessoas conseguindo fazer isso, se sentem covardes, fracas, menores. Muitas vezes são chamadas assim até por pessoas próximas. Amar e se Relacionar
Elas não são fracas, não são covardes. Elas estão com um impedimento que está fazendo com que não consigam criar a coragem para ir atrás do que querem, seja esse impedimento causado por timidez, ansiedade, fobia social, depressão, ou o que for.
Freud já dizia que uma pessoa apaixonada está “desamparada”, no sentido de que sua libido, seu amor, sua energia está voltada para uma outra pessoa, e que a reciprocidade ou não desse amor faz com que a pessoa se sinta fortalecida, ou, ao contrário, despedaçada pelo chão.
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Talvez esse estado de desamparo seja assustador demais para algumas pessoas; talvez a pessoa esteja com uma autoestima baixa, o que a deixa bastante insegura, e não se sinta “merecedora” de ter seu amor correspondido. Amar e se Relacionar
Talvez a possibilidade de receber um “Não” pareça sofrida demais para essas pessoas; a sensação de rejeição seja forte demais para seu orgulho.
Talvez a possibilidade de que a fantasia de amor que ela está nutrindo desmorone perante a realidade seja o impeditivo. Amar e se Relacionar
A questão é que o aparelho psíquico de cada pessoa, sua mente, tenta sempre protegê-lo de um sofrimento mais óbvio. Mas muitas vezes, isso gera um sofrimento ainda maior no longo prazo.
Não temos como saber as razões de cada um, cada indivíduo é um indivíduo, um universo, e nossas mentes são como “máquinas” super complexas. Amar e se Relacionar
Porém, o que é claro é que essas pessoas estão em sofrimento, e que devem buscar algo para sair dele. Tentar achar alguma forma de se provocar, de se mexer, de sair da posição que está.
Buscar se autoconhecer, entender o que é necessário para ultrapassar esse impedimento, e ir atrás do que lhe interessa. Amar e se Relacionar
Nisso tudo, a psicoterapia pode ajudar, e bastante. Fazer com que a pessoa analise a situação, e tente perceber o que a está travando nessa situação, o que a está impedindo de ser feliz, e como sair desse ciclo.
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Paulo Francisco Magnani - CRP 06/135332
Psicólogo clínico, atendimento a idosos, adultos, crianças e adolescentes
Experiência e saúde mental, acompanhamento terapêutico, Orientação vocacional, Recrutamento e seleção, avaliação psicológica e de personalidade.
Qualif**ações:
- Graduação em Psicologia Faculdade de Americana
- Pós Graduando em Psicologia Hospitalar (Instituto Israelita Albert Einsten)
- Curso de Psicanálise Com Crianças (Sociedade Brasileira de Psicanálise Lacaniana)
- Curso de Psicanálise Saúde Mental (CEFAS)
- Curso de Formação em Psicanálise Lacaniana (Sociedade Brasileira de Psicanálise Lacaniana)
- Introdução à Acompanhante Terapêutico Clinica Vivência
- Extensão Psicoterapia, Transtornos de Personalidade e Entrevista Motivacional pela UNISAL
- Criminologia e psicanálise pela IPP
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