19/12/2025
Ela estava no meio de mais um dia cheio.
A mesa lotada, a agenda cronometrada, o celular vibrando sem descanso.
E, como sempre, ela seguia no automático porque aprendeu que o valor está em produzir.
Em entregar.
Em não parar.
Desde cedo, ensinaram que descanso é luxo, pausa é preguiça e respiração é perda de tempo.
Que quem vale mais… faz mais.
E ela acreditou.
Acreditou tanto que esqueceu de notar quando o próprio corpo começou a falar.
No meio daquela avalanche de tarefas, sentiu o peito apertar.
Os ombros duros.
A respiração quase inexistente.
Era o corpo dizendo uma verdade que ninguém valoriza, mas que é essencial:
ninguém funciona bem quando vive sob pressão por produtividade o tempo todo.
E ela, pela primeira vez em dias, parou.
Não para largar tudo, mas para existir.
Fechou os olhos, respirou fundo, deixou o ar entrar de verdade.
E, naquele pequeno intervalo, algo ficou claro:
Produtividade não é medalha.
Não é identidade.
Não é prova de valor.
Ela percebeu que, por trás dessa cultura que glorif**a o fazer sem limite, existe um apagamento silencioso das necessidades humanas mais básicas.
Às vezes, a parte mais inteligente do seu dia não é correr mais rápido…
é fazer o que quase ninguém ensina, mas todo mundo precisa: parar, olhar o entorno e respirar fundo porque você vale mais do que aquilo que produz.
Vamos aproveitar essa pausa de final de ano para parar um pouco, desacelerar, aproveitar a natureza, estar próxima de pessoas queridas, nos curtir e “recarregar as baterias” com as pequenas coisas da vida.