22/03/2026
🧠 “Diga aí como eu estou…”
Foi assim que uma pessoa com Parkinson respondeu quando perguntei como ele estava se sentindo.
Ele olhou para a esposa.
E deixou que ela respondesse por ele.
Essa cena, que pode parecer simples, traz uma reflexão importante.
No Parkinson, é comum que o cuidado envolva outras pessoas.
E o cuidador tem um papel fundamental nesse processo.
Mas, aos poucos, e muitas vezes sem perceber,
a própria pessoa pode começar a se afastar do centro do próprio cuidado.
Deixar de perceber como está.
Deixar de se expressar.
Deixar que o outro responda.
E isso não acontece por falta de vontade.
Fatores como apatia, alterações de humor e até a própria dinâmica do dia a dia
podem levar a esse movimento.
Por isso, mais do que nunca, o cuidado precisa ser compartilhado — não substituído.
A pessoa com Parkinson precisa continuar participando,
mesmo que com ajuda.
Mesmo que com adaptações.
✨ Preservar autonomia também é preservar participação.
💬 Você sente que participa das decisões sobre seu cuidado?
Ou percebe que, em alguns momentos,
acaba deixando isso na mão de outra pessoa?
Comente aqui embaixo. Sua experiência pode ajudar outras pessoas. 🌷
—
Dra. Lorena Rosa Almeida
Fisioterapeuta Neurofuncional
CREFITO 7/69.146-F
RQE: 1032240764