Dra. Sofia Andrade

Dra. Sofia Andrade Máster em reprodução, URJC
Doutoranda em Medicina e Saúde, UFBA
Ginecologista e Mestra, UNIFESP

Especialização em Reprodução Humana pela Universidad Rey Juan Carlos (URJC), Madrid, Espanha;
Professora Assistente de Ginecologia e Reprodução Humana na Universidade do Estado da Bahia (UNEB);
Doutoranda em Medicina e Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA);
Mestrado em Tecnologias em Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP);
Fellowship em Histeroscopia Diagnóstica e Cirúrgica no Hospital Clínic em Barcelona, Espanha;
Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Federal de São Paulo;
Graduação em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA);
Delegada Regional (Nordeste) da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH);
Certificado de Atuação em Reprodução Humana pela Febrasgo/AMB;
Membro da Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia (SEGO);
Titulo de Especialista em Reprodução Humana pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA);
Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia - TEGO.

Essa é uma pergunta que sempre chega pra mim carregada de ansiedade.“Natural é melhor?”“Se for substituído, muda o resul...
21/02/2026

Essa é uma pergunta que sempre chega pra mim carregada de ansiedade.
“Natural é melhor?”
“Se for substituído, muda o resultado?”
“Devo esperar mais um ciclo?”

O que a literatura mostra, com clareza, é que não existe um protocolo ideal para todos os casos.
O ciclo natural, o modificado e o substituído têm taxas de sucesso semelhantes, desde que bem indicados e bem conduzidos.

O que eu avalio vai muito além da preferência ou da tendência do momento:
Observo se a paciente ovula espontaneamente, como o endométrio responde ao estímulo, se há histórico de falhas, se há necessidade de controle mais preciso do ambiente hormonal, ou se é um caso de ovodoação, por exemplo.

Não existe fórmula. Existe contexto.
E é justamente isso que torna a decisão mais segura:
ela não se baseia em um modelo fixo, mas no corpo que está à minha frente.

20/02/2026

A decisão sobre o destino dos embriões excedentes envolve aspectos éticos, emocionais e legais.

Congelar é o primeiro passo, mas nem sempre pensamos no que vem depois.

Quando o projeto reprodutivo se encerra, surgem dúvidas difíceis, que merecem tempo, acolhimento e informação.

É possível doar, descartar ou destinar à pesquisa, desde que dentro das normas vigentes.

No vídeo, explico as possibilidades e como essa decisão pode ser conduzida com responsabilidade.

Porque respeitar os embriões também é respeitar a história de quem os gerou.

Durante muito tempo, a espessura endometrial foi considerada um dos principais indicadores de sucesso na transferência d...
11/02/2026

Durante muito tempo, a espessura endometrial foi considerada um dos principais indicadores de sucesso na transferência de embriões.

Mas, a literatura mais consistente mostrou que milímetros, sozinhos, não garantem receptividade.
Já vi endométrios com espessura considerada “adequada” que apresentavam alterações importantes na função: inflamações crônicas, vascularização comprometida ou uma resposta hormonal fora de tempo.

E nada disso aparece em uma simples medida ao ultrassom.
Uma revisão publicada no Human Reproduction Update reforça essa percepção: a espessura, quando analisada isoladamente, tem baixo valor preditivo para implantação ou nascimento vivo, especialmente acima de certos limites (Liu et al., 2018 – [https://academic.oup.com/humupd/article/24/4/478/4996765](https://academic.oup.com/humupd/article/24/4/478/4996765)).

Outro estudo, no Fertility and Sterility, mostrou que pacientes com endométrio espesso, mas não trilaminar ou com preparo inadequado, tiveram taxas de implantação semelhantes - ou até inferiores - às de endométrios mais finos, mas funcionais (Zhang et al., 2019 – https://www.fertstert.org/article/S0015-0282(19)30254-4/fulltext).
No consultório, quando avalio o endométrio, não olho só para os números.

Por isso, observo o padrão morfológico, a resposta ao preparo hormonal, o tempo certo da ovulação ou da progesterona.
E, se necessário, peço exames como histeroscopia, cultura endometrial ou biópsia, porque, às vezes, a resposta está onde o laudo não mostra.

A receptividade endometrial é um processo vivo, dinâmico e compreender esse processo exige mais do que protocolo. Exige escuta, contexto… e cuidado com aquilo que os milímetros não dizem.

09/02/2026

Miomas são comuns e, na maioria das vezes, silenciosos em relação à fertilidade. Mas quando estão dentro na cavidade ou se aproximam muito a ponto de distorcer a cavidade, como os submucosos e alguns intramurais, merecem atenção redobrada. Eles podem impactar a implantação do embrião e aumentar o risco de perda gestacional.

No vídeo, explico quando é necessário tratar e quando podemos seguir com a transferência.

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Bastidores de um projeto especial que estou preparando com muito carinho e ciência para informar, acolher e contribuir p...
06/02/2026

Bastidores de um projeto especial que estou preparando com muito carinho e ciência para informar, acolher e contribuir para decisões mais conscientes sobre reprodução humana.

Arrisca um palpite sobre o que é?

Já acompanhei pacientes com embriões geneticamente normais, de boa morfologia, transferência feita no tempo certo… e mes...
05/02/2026

Já acompanhei pacientes com embriões geneticamente normais, de boa morfologia, transferência feita no tempo certo… e mesmo assim, o positivo não veio.

E essa é uma das perguntas mais difíceis de responder.
Quando o PGT-A indica que o embrião tem os cromossomos corretos, esperamos uma chance maior. Mas a verdade é que nem todo embrião, mesmo considerado “perfeito”, consegue implantar.

E isso nem sempre significa que algo estava errado com ele.
Hoje sabemos que fatores como a inflamação crônica do endométrio, alterações na microbiota uterina ou distúrbios na janela de implantação podem impedir a gestação, mesmo quando o embrião tem bom potencial.

📚 Moreno et al., 2016 (Am J Obstet Gynecol): até 30% das pacientes com falha recorrente de implantação têm endometrite crônica.

📚 Sacks D., 2021 (RBMO): mesmo com embriões euploides, a taxa de implantação pode variar entre 50% e 70%.

Quando me deparo com uma situação como essa, volto ao corpo. Investigo com calma. Reavalio o endométrio, a história reprodutiva, os exames de cultura e, se for preciso, indico biópsia, histeroscopia, te**es complementares.
Porque a resposta, muitas vezes, não está no que parece visível.

Está nos detalhes que os exames não captam, mas que o cuidado atento reconhece.

03/02/2026

Nem todo embrião “bonito” é promissor, e nem todo embrião com morfologia ruim está fora de jogo.

A classificação morfológica ajuda, mas não define tudo sozinha. Existem nuances importantes nessa análise.

Há casos em que embriões com aparência considerada “ruim” resultam em gestações saudáveis.

Mas... em quais situações ainda vale transferir? E quando não?

No vídeo, explico como essa decisão é tomada e o que realmente levamos em conta no consultório.

A ciência é precisa, mas também sabe ser surpreendente.

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28/01/2026

No vídeo, falo sobre o papel da imunologia reprodutiva na investigação de abortos de repetição.

Nem sempre a causa está nos exames mais comuns e é aí que um olhar mais detalhado faz diferença.

Cada perda deixa marcas, mas também pistas que merecem ser interpretadas com sensibilidade e precisão.

Porque a dor não deve ser normalizada , ela deve ser compreendida.

26/01/2026

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição hormonal comum em mulheres em idade reprodutiva, marcada por irregularidade menstrual, excesso de hormônios androgênicos e alterações nos ovários que podem afetar a ovulação e a fertilidade.

Quando uma pessoa com SOP entra em um tratamento de fertilização in vitro (FIV) ou outro método de estimulação ovariana controlada, os ovários são estimulados com hormônios para favorecer o crescimento dos folículos já presentes naquele ciclo. Essa resposta amplificada é útil para coletar mais óvulos, mas também pode aumentar a chance de uma complicação chamada Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (OHSS).

A OHSS ocorre quando os ovários respondem de forma exagerada aos hormônios da estimulação, levando a inchaço dos ovários e aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, o que pode resultar em acúmulo de líquido no abdômen e, em casos mais graves, em sintomas sistêmicos.

Pessoas com SOP têm maior risco de OHSS porque:
* costumam ter maior contagem de folículos antrais (AFC) e níveis mais elevados de hormônios como AMH, o que indica um potencial de resposta muito forte à estimulação;
* frequentemente respondem mais ao mesmo estímulo hormonal do que pessoas sem SOP;
* fatores como idade mais jovem, baixo índice de massa corporal e altas doses de hormônio podem contribuir para esse risco aumentado.

Felizmente, com as técnicas mais atuais de controle do estímulo ovariano, o risco de OHSS moderada a grave está abaixo de 1%. A ciência hoje oferece estratégias para reduzir esse risco: protocolos de estímulo personalizados, escolhas de medicamentos que modulam a resposta ovariana e ajustes nos hormônios de “gatilho” da ovulação são usados para equilibrar o desenvolvimento dos folículos com a segurança da paciente.

O conhecimento desse risco não serve para alarmar, mas para potencializar escolhas baseadas na história clínica individual, monitorando de perto cada sinal e marcador ao longo do tratamento, uma abordagem que respeita tanto a ciência quanto a paciente que sonha com uma gestação. 🌿

A Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), acaba de dar um novo passo em direção ao fortalecimento do trabalho ...
22/01/2026

A Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), acaba de dar um novo passo em direção ao fortalecimento do trabalho multiprofissional: agora a Nutrição conta com um Comitê específico dentro da Sociedade.

Além de contribuir com os avanços da Reprodução Humana, nutricionistas associados têm acesso a uma série de benefícios científicos, como:

✅ Revista SBRH
✅ Descontos em congressos, eventos e cursos
✅ Descontos na compra de livros publicados pela SBRH
✅ Acesso aos cursos gravados da SBRH

Um convite àqueles que desejam se aprofundar, compartilhar conhecimento e fazer parte de uma sociedade que valoriza a atuação integrada.

20/01/2026

No vídeo, compartilho a história de um casal que, mesmo com a distância física, precisou encontrar o momento certo para iniciar a FIV.

Organizamos cada etapa para que tudo estivesse pronto quando ele chegasse na cidade.

Porque a fertilidade também exige logística, cuidado e escuta da realidade de cada casal.

Nem sempre o corpo espera, mas quando espera por amor, tudo se alinha.

Planejar a fertilidade não é traçar um destino definitivo, é reconhecer que escolhas podem (e devem) acompanhar as trans...
15/01/2026

Planejar a fertilidade não é traçar um destino definitivo, é reconhecer que escolhas podem (e devem) acompanhar as transformações da vida.

Na entrevista para o BAND Mulher, falei sobre como a contracepção, quando bem orientada, pode ser um gesto de liberdade, autocuidado e respeito com o próprio tempo.

A medicina tem um papel importante nesse caminho, mas não como guia único e sim como apoio para escolhas conscientes e seguras.

Não se trata de indicar o “melhor método” e sim, de reconhecer qual faz sentido para aquela mulher, naquele momento da vida.

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