25/02/2026
O ressentimento é uma mágoa que não se supera. É uma vingança imaginária e adiada. O ressentido cria uma vingança na fantasia, uma queixa repetida e atualizada, alijada de um esquecimento essencial. Há um interesse nessa rememoração, um gozo.
Esse comportamento está calcado no narcisismo, onde o indivíduo acredita-se superior moralmente, incapaz de um ato agressivo e ao mesmo tempo injustiçado.
Mas, porque o ressentido não quer esquecer?
Por que com essa queixa ele espera que esse outro a quem ele atribui uma culpa (legítima ou não), sofra, se arrependa e se sinta culpado, enfim seja punido mas não pelas suas próprias mãos.
Sem que seja maculada a imagem de pureza e bondade por ele criada, ou seja, sem que mova uma energia para demonstrar a suposta fraqueza ou seu ódio.
Não se da conta que o ressentimento produz um envenenamento psíquico, que o conduz ao desenvolvimento de graves disfunções, inibições e alienação de seu potencial de ser!