29/12/2025
O corpo que treme, que arrepia, que reage de forma intensa durante o trabalho de parto não está “falhando” nem “perdendo o controle”. Está, na verdade, expressando sua potência.
Os tremores que algumas mulheres vivenciam no parto são respostas fisiológicas, naturais e esperadas. Podem surgir em momentos de transição, no pico da dor ou até mesmo após o nascimento, como parte da descarga hormonal intensa e da mobilização física e emocional do processo.
Esse tremor não precisa ser contido. Ele não é sinal de fraqueza. É sinal de que o corpo está funcionando com toda sua força, sua inteligência e seu poder de adaptação. É o sistema nervoso autônomo modulando estímulos, o corpo metabolizando o esforço e, muitas vezes, a alma reagindo a uma experiência única.
Quando compreendemos o que é fisiológico, abrimos espaço para o respeito. Para o não julgamento. Para a presença sensível e acolhedora.
Por isso, se você estiver ao lado de uma mulher que treme no parto, não tente conter. Ofereça suporte, contato, calor, apoio. Mas acima de tudo, ofereça compreensão.
Porque por trás de um corpo que treme, existe um corpo que está fazendo o que precisa ser feito: dar à luz.