Dr. Rodrigo Lemos

Dr. Rodrigo Lemos Sócio e Obstetra de Parto Humanizado na Clínica Iluminare

2025 foi um ano de encontros, aprendizados e muitas histórias compartilhadas. Um ano que exigiu presença, escuta e respe...
31/12/2025

2025 foi um ano de encontros, aprendizados e muitas histórias compartilhadas. Um ano que exigiu presença, escuta e respeito aos tempos da vida.

Sou grato a cada paciente que confiou, a cada família que caminhou comigo e a cada nascimento que reforçou o sentido do meu trabalho. Que 2026 chegue com mais calma, mais consciência e mais cuidado.

Que possamos seguir valorizando a saúde, os vínculos e as escolhas feitas com responsabilidade e afeto. Desejo um ano novo de luz, equilíbrio e novos começos para todos nós.

O corpo que treme, que arrepia, que reage de forma intensa durante o trabalho de parto não está “falhando” nem “perdendo...
29/12/2025

O corpo que treme, que arrepia, que reage de forma intensa durante o trabalho de parto não está “falhando” nem “perdendo o controle”. Está, na verdade, expressando sua potência.

Os tremores que algumas mulheres vivenciam no parto são respostas fisiológicas, naturais e esperadas. Podem surgir em momentos de transição, no pico da dor ou até mesmo após o nascimento, como parte da descarga hormonal intensa e da mobilização física e emocional do processo.

Esse tremor não precisa ser contido. Ele não é sinal de fraqueza. É sinal de que o corpo está funcionando com toda sua força, sua inteligência e seu poder de adaptação. É o sistema nervoso autônomo modulando estímulos, o corpo metabolizando o esforço e, muitas vezes, a alma reagindo a uma experiência única.

Quando compreendemos o que é fisiológico, abrimos espaço para o respeito. Para o não julgamento. Para a presença sensível e acolhedora.

Por isso, se você estiver ao lado de uma mulher que treme no parto, não tente conter. Ofereça suporte, contato, calor, apoio. Mas acima de tudo, ofereça compreensão.

Porque por trás de um corpo que treme, existe um corpo que está fazendo o que precisa ser feito: dar à luz.

A primeira hora de vida de um bebê é muito mais do que um registro fotográfico bonito. É um momento biologicamente progr...
26/12/2025

A primeira hora de vida de um bebê é muito mais do que um registro fotográfico bonito. É um momento biologicamente programado para acolher, proteger e conectar. Chamada de hora dourada, essa janela de tempo é fundamental para a transição do bebê à vida extrauterina e também para o início do vínculo com quem o trouxe ao mundo.

O contato pele a pele imediato estabiliza a respiração, regula a temperatura e os batimentos cardíacos do bebê, além de estimular a liberação de hormônios que fortalecem o vínculo com a mãe e favorecem o início da amamentação. No corpo da mãe, há um aumento de ocitocina, o que contribui para a contração uterina e redução de hemorragias. Tudo isso ocorre de forma natural, silenciosa e potente.

Respeitar esse momento é reconhecer que a natureza tem sabedoria. Que o nascimento é mais que técnica. Que o cuidado começa no toque, no olhar, na presença.

A hora dourada não se repete. E, quando respeitada, deixa marcas invisíveis que acompanham para a vida toda.
📌 Por aqui, valorizamos cada segundo desse encontro. Com ciência, com respeito, com presença.

24/12/2025

O Natal é sobre presença, afeto e encontros verdadeiros. Sou grato por caminhar com vocês ao longo de mais um ano, compartilhando histórias, sonhos e expectativas. Que este Natal seja vivido ao lado de quem você ama, com saúde, esperança e bênçãos. E que 2026 nos permita seguir juntos, com novos começos.

Durante o trabalho de parto, a respiração consciente se torna uma poderosa aliada da mulher. Mais do que um recurso auto...
22/12/2025

Durante o trabalho de parto, a respiração consciente se torna uma poderosa aliada da mulher. Mais do que um recurso automático do corpo, respirar de forma ritmada e intencional é uma ferramenta de autocontrole, que ajuda a reduzir a tensão muscular, favorecer a oxigenação do organismo e trazer maior percepção do momento presente.

Quando o ritmo respiratório acompanha as contrações, o corpo encontra um compasso interno. Esse movimento consciente diminui a percepção da dor e ativa áreas do cérebro relacionadas ao relaxamento, reduzindo os níveis de estresse e de ansiedade. Não é apenas sobre “inspirar e expirar” — é sobre estar presente, acolher a própria experiência e encontrar segurança dentro de si.

Ao ensinar e reforçar essas práticas, empoderamos a mulher no processo do nascimento. Ela passa a compreender que pode confiar no seu corpo e na sua capacidade de parir. A cada respiração profunda, uma escolha: ceder ao medo ou permanecer conectada.

Esse é o papel de uma assistência respeitosa. Apoiar o corpo e também a mente. Porque o alívio da dor não está apenas nas técnicas utilizadas, mas no cuidado que respeita o tempo, o ritmo e o protagonismo de quem está parindo.

Quando falamos em nascimento, é comum que o foco recaia apenas sobre a mãe e o bebê. Mas o nascimento é um evento famili...
20/12/2025

Quando falamos em nascimento, é comum que o foco recaia apenas sobre a mãe e o bebê. Mas o nascimento é um evento familiar, e o cuidado com o pai ou parceiro também importa. E transforma.

Incluir o parceiro como parte ativa do processo de nascimento é mais do que permitir sua presença. É reconhecer que ele também carrega medos, expectativas e emoções profundas. É oferecer espaço para que ele participe com segurança, acolhimento e informação.

Quando ele se sente visto, orientado e respeitado, ele consegue estar presente de forma mais inteira. Não apenas como acompanhante, mas como parte afetiva da história que está sendo escrita ali. E esse vínculo que se fortalece no momento do nascimento repercute em toda a jornada da parentalidade.

Na assistência humanizada, olhamos para todos. O cuidado se estende ao ambiente, às emoções, às relações. Porque nascer é mais do que um ato fisiológico. É também um evento relacional.

Cuidar do parceiro é, portanto, cuidar do nascimento. E é isso que transforma o momento em algo realmente inesquecível.

📸 Uma imagem que fala sobre apoio, presença e construção conjunta do nascimento.

Toda vez que conduzimos uma paciente para um procedimento, estamos diante de algo que vai muito além da técnica. Estamos...
18/12/2025

Toda vez que conduzimos uma paciente para um procedimento, estamos diante de algo que vai muito além da técnica. Estamos diante de uma história. De uma mulher com medos, expectativas, inseguranças e coragem.

Nesse momento, há um protocolo, sim. Mas há também presença. Olhar atento. Palavra que acolhe. Escuta que valida. E uma decisão clínica que precisa ser tomada com serenidade, embasamento e respeito.

Esse cuidado começa muito antes da sala de cirurgia. Começa na escuta qualificada, no planejamento do procedimento e na construção de confiança com a paciente. E continua depois, quando ela acorda, quando sente dor, quando quer entender o que aconteceu, quando precisa de suporte.

É por isso que insistimos tanto em equipes preparadas, protocolos bem definidos e condutas alinhadas com a medicina baseada em evidências. Não se trata de romantizar a assistência hospitalar, mas de lembrar que ela precisa ser ética, humana e consciente.

Porque, na obstetrícia, cada procedimento é único. Cada corpo exige um olhar singular. E cada decisão deve ser feita com o mesmo compromisso: cuidar da mulher com conhecimento, empatia e responsabilidade.

Nem sempre a condução do parto exige intervenções imediatas. Muitas vezes, ela começa com o silêncio da escuta, com a ca...
09/12/2025

Nem sempre a condução do parto exige intervenções imediatas. Muitas vezes, ela começa com o silêncio da escuta, com a capacidade de observar antes de agir. O olhar atento, nesse contexto, é ferramenta clínica e gesto de respeito.

Durante o trabalho de parto, cada sinal do corpo materno e cada expressão da mulher carregam significados importantes. A equipe que sabe olhar reconhece essas mensagens. Sabe quando é hora de dar espaço, quando é hora de acolher e quando é hora de intervir com segurança.

Na assistência respeitosa, o olhar é mais do que vigilância técnica. Ele é uma forma de presença ativa, de quem acompanha sem invadir, de quem oferece segurança. É nesse equilíbrio que a mulher se sente verdadeiramente amparada.

Parto humanizado não é ausência de técnica. É justamente o uso criterioso do conhecimento, guiado pela escuta, pelo tempo da mulher e por uma presença sensível. O olhar atento, nesse contexto, pode evitar excessos, antecipar necessidades e transformar o cuidado em confiança.

É sobre saber que, mesmo em silêncio, estamos inteiramente presentes. Porque, às vezes, o cuidado mais profundo é aquele que se revela no modo como se olha.

O plano de parto é, antes de tudo, uma ferramenta de diálogo. Ele não existe para impor verdades absolutas ou criar um r...
03/12/2025

O plano de parto é, antes de tudo, uma ferramenta de diálogo. Ele não existe para impor verdades absolutas ou criar um roteiro inflexível, mas para abrir espaço para conversas sinceras sobre desejos, limites, receios e expectativas em torno do nascimento.

Quando construído com consciência e orientação, o plano de parto ajuda a mulher a refletir sobre suas escolhas e a equipe a compreender melhor como acolhê-la. Ele não substitui o cuidado clínico, nem invalida decisões técnicas. Pelo contrário, é justamente por reconhecer a complexidade do parto que essa construção compartilhada se torna tão valiosa.

É importante lembrar que o nascimento envolve variáveis que nem sempre podem ser previstas. Por isso, o plano de parto precisa ser uma bússola, não uma sentença. Flexível o bastante para respeitar a natureza do processo, mas firme na defesa da autonomia da mulher.

Mais do que um documento, ele pode se tornar um espaço de escuta e vínculo. Quando a equipe se dispõe a ouvir com atenção e a mulher sente que sua voz é respeitada, o cuidado se torna mais seguro e mais humano.
Porque o plano de parto só funciona quando se transforma em ponte, e não em parede.

Durante muito tempo, a presença médica na assistência ao parto foi associada à ideia de controle. Era esperado que o obs...
30/11/2025

Durante muito tempo, a presença médica na assistência ao parto foi associada à ideia de controle. Era esperado que o obstetra conduzisse o nascimento como quem comanda um processo linear e previsível. Mas o nascimento não é linha reta, não é roteiro. É fluxo. É corpo. É encontro.

Há uma grande diferença entre conduzir e controlar. Conduzir é estar presente com atenção, escuta e preparo. É saber quando agir e, principalmente, quando não agir. Controlar, por outro lado, parte da ideia de superioridade, de quem impõe um caminho único baseado na lógica do controle absoluto do tempo e do corpo da mulher.

A medicina tem muito a oferecer na assistência ao parto, especialmente em situações que envolvem risco ou necessidade de intervenção. Mas isso não significa que o médico deva se sobrepor ao processo fisiológico ou à vontade da mulher. Pelo contrário. Estar ao lado, orientar com base em evidências e respeitar o ritmo da parturiente é também exercer a medicina com excelência.

É tempo de repensar o papel do obstetra. É tempo de presença consciente, não de domínio. A condução respeitosa é uma escolha ética que reconhece o nascimento como um acontecimento humano, não apenas clínico.

A sala de parto é um espaço onde a intensidade do momento pode se expressar de muitas formas. Há choro, há medo, há tens...
27/11/2025

A sala de parto é um espaço onde a intensidade do momento pode se expressar de muitas formas. Há choro, há medo, há tensão. Mas também há sorrisos, acolhimento e, muitas vezes, leveza.

Ao longo dos anos, percebi que o bom humor sincero e respeitoso pode transformar o ambiente do nascimento. Quando uma mulher se sente à vontade para sorrir, quando uma equipe se permite rir junto, algo muito profundo acontece. A tensão se dissolve, o medo dá lugar à confiança, e o corpo responde com mais fluidez ao processo do nascer.

Sorrir não significa banalizar a seriedade do momento. Significa reconhecer que o nascimento também é um espaço de vida pulsante, de vínculos verdadeiros e de emoções que curam.

Levar leveza para o centro obstétrico é lembrar que cuidar não é apenas intervir tecnicamente, mas também criar um ambiente onde a mulher se sinta segura para ser quem ela é.

A ciência comprova o que a experiência confirma: a humanização passa também pela forma como nos relacionamos. E o afeto, expresso num sorriso, é uma das formas mais potentes de cuidado.

Endereço

Ed. Central Pinheiro/Avenida Anita Garibaldi, 1211/sala 702/Ondina
Salvador, BA
40170-130

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