Dr. Rodrigo Lemos

Dr. Rodrigo Lemos Sócio e Obstetra de Parto Humanizado na Clínica Iluminare

"Dr., é verdade que a bolsa pode estourar sem eu perceber?"Essa é uma pergunta muito comum no consultório e a resposta é...
15/01/2026

"Dr., é verdade que a bolsa pode estourar sem eu perceber?"

Essa é uma pergunta muito comum no consultório e a resposta é: sim, pode acontecer. A ruptura da bolsa nem sempre é dramática como vemos nos filmes, com um grande jato de líquido. Em alguns casos, especialmente quando há pequenas fissuras na bolsa amniótica, o rompimento pode ser discreto, com o líquido escorrendo aos poucos. Por isso, algumas mulheres não percebem imediatamente que a bolsa se rompeu.

Geralmente, o líquido é claro, sem cheiro forte, e pode ser confundido com urina ou um aumento na secreção vaginal. O mais importante é observar a persistência desse líquido, se ele continua saindo mesmo em repouso, ou se há outros sinais associados, como redução dos movimentos do bebê ou cólicas.

Se houver qualquer dúvida, a melhor atitude é procurar o serviço de saúde. A avaliação clínica e, se necessário, exames complementares vão esclarecer se houve mesmo a ruptura.

Cada corpo se comunica de um jeito e merece ser escutado com atenção. Não existe exagero quando se trata de proteção e cuidado. Na dúvida, busque ajuda.

Na assistência ao parto, é comum que os olhos se voltem para a mulher e seu bebê. E é exatamente assim que deve ser. Afi...
12/01/2026

Na assistência ao parto, é comum que os olhos se voltem para a mulher e seu bebê. E é exatamente assim que deve ser. Afinal, são eles os protagonistas desse momento. Mas existe uma dimensão silenciosa, menos visível, que também sustenta o cuidado: o vínculo entre os profissionais envolvidos.

A confiança mútua entre os membros da equipe não se constrói apenas com técnica, mas com escuta, presença e afeto. É no olhar atento do colega, no gesto sutil de apoio, no respeito aos espaços de cada um que o ambiente se torna verdadeiramente seguro.

Em uma sala de parto, cada pessoa tem um papel específico. Mas é quando esses papéis se harmonizam com empatia que a assistência floresce. Isso não acontece por acaso. Acontece quando se escolhe estar presente com corpo, mente e coração.

É possível cuidar melhor quando há conexão entre quem cuida. E esse cuidado entre pares reverbera na forma como a mulher é acolhida, como a dor é compreendida, como cada escolha é respeitada.
Porque no fundo, a essência da humanização começa antes mesmo do nascimento. Começa nas relações que sustentam a experiência de nascer.

Às vezes, o que transforma a assistência acontece longe dos holofotes. É no silêncio entre um batimento e outro, na escu...
09/01/2026

Às vezes, o que transforma a assistência acontece longe dos holofotes. É no silêncio entre um batimento e outro, na escuta que vai além das palavras, no olhar que acolhe sem precisar dizer.

A assistência obstétrica exige mais do que conhecimento técnico. Ela exige percepção. E isso significa escutar com o olhar, ler o silêncio, perceber a respiração, a tensão no ombro, o cansaço escondido atrás de um “tá tudo bem”.

Esse cuidado, que acontece de forma quase invisível, é o que muitas vezes garante segurança emocional para a mulher seguir. Porque não se trata apenas de conduzir um parto. Trata-se de estar presente, de forma inteira, durante todo o processo.
Não existe protocolo que substitua sensibilidade. E não existe tecnologia capaz de captar o que a escuta ativa pode revelar.

Humanizar o nascimento é entender que cada detalhe importa. Que cada pausa tem sentido. Que cada mulher carrega uma história. E que respeitar essa história é parte essencial de qualquer prática baseada em evidência.

Porque cuidar, em sua forma mais plena, também é um ato de escuta.

Quando falamos sobre urgência e emergência no parto, é essencial compreender que a diferença entre elas vai muito além d...
06/01/2026

Quando falamos sobre urgência e emergência no parto, é essencial compreender que a diferença entre elas vai muito além da velocidade da resposta. Ela está na natureza da situação clínica.
Emergência é aquilo que ameaça a vida da mãe ou do bebê de forma imediata, exigindo intervenção rápida e assertiva. São casos como uma hemorragia intensa, uma prolapso de cordão umbilical ou uma eclâmpsia, em que a ação médica precisa ser imediata para preservar vidas.

Urgência, por outro lado, é uma situação que requer atenção e decisão médica em tempo oportuno, mas que ainda permite uma avaliação criteriosa, uma escuta cuidadosa da mulher e, principalmente, respeito ao processo que está em curso.
Nem tudo o que parece fora do previsto exige pressa. Às vezes, o que é necessário é presença, preparo e paciência. Intervir com responsabilidade é diferente de agir com afobação.
Por isso, no parto, o tempo certo nem sempre é o mais rápido. É o tempo da segurança, da escuta e do cuidado.

2025 foi um ano de encontros, aprendizados e muitas histórias compartilhadas. Um ano que exigiu presença, escuta e respe...
31/12/2025

2025 foi um ano de encontros, aprendizados e muitas histórias compartilhadas. Um ano que exigiu presença, escuta e respeito aos tempos da vida.

Sou grato a cada paciente que confiou, a cada família que caminhou comigo e a cada nascimento que reforçou o sentido do meu trabalho. Que 2026 chegue com mais calma, mais consciência e mais cuidado.

Que possamos seguir valorizando a saúde, os vínculos e as escolhas feitas com responsabilidade e afeto. Desejo um ano novo de luz, equilíbrio e novos começos para todos nós.

O corpo que treme, que arrepia, que reage de forma intensa durante o trabalho de parto não está “falhando” nem “perdendo...
29/12/2025

O corpo que treme, que arrepia, que reage de forma intensa durante o trabalho de parto não está “falhando” nem “perdendo o controle”. Está, na verdade, expressando sua potência.

Os tremores que algumas mulheres vivenciam no parto são respostas fisiológicas, naturais e esperadas. Podem surgir em momentos de transição, no pico da dor ou até mesmo após o nascimento, como parte da descarga hormonal intensa e da mobilização física e emocional do processo.

Esse tremor não precisa ser contido. Ele não é sinal de fraqueza. É sinal de que o corpo está funcionando com toda sua força, sua inteligência e seu poder de adaptação. É o sistema nervoso autônomo modulando estímulos, o corpo metabolizando o esforço e, muitas vezes, a alma reagindo a uma experiência única.

Quando compreendemos o que é fisiológico, abrimos espaço para o respeito. Para o não julgamento. Para a presença sensível e acolhedora.

Por isso, se você estiver ao lado de uma mulher que treme no parto, não tente conter. Ofereça suporte, contato, calor, apoio. Mas acima de tudo, ofereça compreensão.

Porque por trás de um corpo que treme, existe um corpo que está fazendo o que precisa ser feito: dar à luz.

A primeira hora de vida de um bebê é muito mais do que um registro fotográfico bonito. É um momento biologicamente progr...
26/12/2025

A primeira hora de vida de um bebê é muito mais do que um registro fotográfico bonito. É um momento biologicamente programado para acolher, proteger e conectar. Chamada de hora dourada, essa janela de tempo é fundamental para a transição do bebê à vida extrauterina e também para o início do vínculo com quem o trouxe ao mundo.

O contato pele a pele imediato estabiliza a respiração, regula a temperatura e os batimentos cardíacos do bebê, além de estimular a liberação de hormônios que fortalecem o vínculo com a mãe e favorecem o início da amamentação. No corpo da mãe, há um aumento de ocitocina, o que contribui para a contração uterina e redução de hemorragias. Tudo isso ocorre de forma natural, silenciosa e potente.

Respeitar esse momento é reconhecer que a natureza tem sabedoria. Que o nascimento é mais que técnica. Que o cuidado começa no toque, no olhar, na presença.

A hora dourada não se repete. E, quando respeitada, deixa marcas invisíveis que acompanham para a vida toda.
📌 Por aqui, valorizamos cada segundo desse encontro. Com ciência, com respeito, com presença.

24/12/2025

O Natal é sobre presença, afeto e encontros verdadeiros. Sou grato por caminhar com vocês ao longo de mais um ano, compartilhando histórias, sonhos e expectativas. Que este Natal seja vivido ao lado de quem você ama, com saúde, esperança e bênçãos. E que 2026 nos permita seguir juntos, com novos começos.

Durante o trabalho de parto, a respiração consciente se torna uma poderosa aliada da mulher. Mais do que um recurso auto...
22/12/2025

Durante o trabalho de parto, a respiração consciente se torna uma poderosa aliada da mulher. Mais do que um recurso automático do corpo, respirar de forma ritmada e intencional é uma ferramenta de autocontrole, que ajuda a reduzir a tensão muscular, favorecer a oxigenação do organismo e trazer maior percepção do momento presente.

Quando o ritmo respiratório acompanha as contrações, o corpo encontra um compasso interno. Esse movimento consciente diminui a percepção da dor e ativa áreas do cérebro relacionadas ao relaxamento, reduzindo os níveis de estresse e de ansiedade. Não é apenas sobre “inspirar e expirar” — é sobre estar presente, acolher a própria experiência e encontrar segurança dentro de si.

Ao ensinar e reforçar essas práticas, empoderamos a mulher no processo do nascimento. Ela passa a compreender que pode confiar no seu corpo e na sua capacidade de parir. A cada respiração profunda, uma escolha: ceder ao medo ou permanecer conectada.

Esse é o papel de uma assistência respeitosa. Apoiar o corpo e também a mente. Porque o alívio da dor não está apenas nas técnicas utilizadas, mas no cuidado que respeita o tempo, o ritmo e o protagonismo de quem está parindo.

Quando falamos em nascimento, é comum que o foco recaia apenas sobre a mãe e o bebê. Mas o nascimento é um evento famili...
20/12/2025

Quando falamos em nascimento, é comum que o foco recaia apenas sobre a mãe e o bebê. Mas o nascimento é um evento familiar, e o cuidado com o pai ou parceiro também importa. E transforma.

Incluir o parceiro como parte ativa do processo de nascimento é mais do que permitir sua presença. É reconhecer que ele também carrega medos, expectativas e emoções profundas. É oferecer espaço para que ele participe com segurança, acolhimento e informação.

Quando ele se sente visto, orientado e respeitado, ele consegue estar presente de forma mais inteira. Não apenas como acompanhante, mas como parte afetiva da história que está sendo escrita ali. E esse vínculo que se fortalece no momento do nascimento repercute em toda a jornada da parentalidade.

Na assistência humanizada, olhamos para todos. O cuidado se estende ao ambiente, às emoções, às relações. Porque nascer é mais do que um ato fisiológico. É também um evento relacional.

Cuidar do parceiro é, portanto, cuidar do nascimento. E é isso que transforma o momento em algo realmente inesquecível.

📸 Uma imagem que fala sobre apoio, presença e construção conjunta do nascimento.

Toda vez que conduzimos uma paciente para um procedimento, estamos diante de algo que vai muito além da técnica. Estamos...
18/12/2025

Toda vez que conduzimos uma paciente para um procedimento, estamos diante de algo que vai muito além da técnica. Estamos diante de uma história. De uma mulher com medos, expectativas, inseguranças e coragem.

Nesse momento, há um protocolo, sim. Mas há também presença. Olhar atento. Palavra que acolhe. Escuta que valida. E uma decisão clínica que precisa ser tomada com serenidade, embasamento e respeito.

Esse cuidado começa muito antes da sala de cirurgia. Começa na escuta qualificada, no planejamento do procedimento e na construção de confiança com a paciente. E continua depois, quando ela acorda, quando sente dor, quando quer entender o que aconteceu, quando precisa de suporte.

É por isso que insistimos tanto em equipes preparadas, protocolos bem definidos e condutas alinhadas com a medicina baseada em evidências. Não se trata de romantizar a assistência hospitalar, mas de lembrar que ela precisa ser ética, humana e consciente.

Porque, na obstetrícia, cada procedimento é único. Cada corpo exige um olhar singular. E cada decisão deve ser feita com o mesmo compromisso: cuidar da mulher com conhecimento, empatia e responsabilidade.

Endereço

Ed. Central Pinheiro/Avenida Anita Garibaldi, 1211/sala 702/Ondina
Salvador, BA
40170-130

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