26/04/2026
Hoje é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, uma comorbidade muito comum nos pacientes oncológicos.
Isso se dá devido ao fato de alguns medicamentos quimioterápicos utilizados no tratamento elevarem a pressão arterial. A hipertensão causada pelos medicamentos pode ocorrer desde a fase inicial do tratamento até um ano após o início.
Assim como em pacientes sem o diagnóstico de câncer, a hipertensão está associada a doenças como:
👉Insuficiência cardíaca
👉Infarto do miocárdio
👉Acidente vascular cerebral
👉Insuficiência renal
👉Crises hipertensivas
Os pacientes oncológicos devem realizar a monitorização ambulatorial da pressão arterial para reduzir os riscos da doença, assim como possibilitar a continuação do tratamento oncológico.
É recomendado que a pressão arterial seja medida antes, na metade, no término da infusão do medicamento e uma hora depois de finalizada.
A monitorização da pressão deve ser realizada semanalmente durante o primeiro ciclo de tratamento e, em seguida, pelo menos a cada duas a três semanas durante o tempo que durar a quimioterapia.
❗É importante ressaltar que não há evidências científ**as de que o uso de anti-hipertensivos interfira na eficácia da terapia contra o câncer. Portanto, é fundamental continuar tratando a pressão arterial durante o tratamento oncológico.
Por ser uma condição frequentemente observada em pacientes diagnosticados com câncer, o tratamento da hipertensão deve ser acompanhado de forma multidisciplinar pelo oncologista e cardiologista do paciente, a fim de preservar a saúde cardiovascular durante o tratamento oncológico.
Além disso, algumas mudanças no estilo de vida como a prática de exercícios, alimentação saudável e controle do estresse podem ser necessárias.
Dr. Emerson Prisco
Cirurgião Oncológico
Câncer pode ter cura. Sigamos juntos!