Muitas Psi

Muitas Psi Coletiva de psicólogas feministas com diferentes abordagens teóricas, que oferecem atendimento cl?

Para muitas mulheres, o fim de ano não significa descanso.Significa casa cheia, listas intermináveis, demandas emocionai...
23/12/2025

Para muitas mulheres, o fim de ano não significa descanso.

Significa casa cheia, listas intermináveis, demandas emocionais, organização do cuidado, filhos de férias e pouco espaço para si.

A sobrecarga não aparece nas fotos de celebração. Ela se manifesta no corpo cansado, na irritação sem motivo aparente, na dificuldade de descansar mesmo quando existe algum tempo livre.

É resultado de uma divisão desigual do cuidado, do tempo e da responsabilidade afetiva.
É atravessada por gênero, por classe e por raça.

Falar sobre isso e impor limites não é tirar a magia do fim do ano. É recusar a romantização do esgotamento.

Se o fim do ano pesa mais do que acolhe, talvez o problema não seja você.

Talvez seja o excesso que nunca foi dividido.

Como fazer terapia com a MuitasPsiNossa clínica funciona de forma acessível, ética e coletiva.Para começar o acompanhame...
14/12/2025

Como fazer terapia com a MuitasPsi

Nossa clínica funciona de forma acessível, ética e coletiva.

Para começar o acompanhamento, você preenche o formulário disponível na bio com algumas informações importantes sobre você e suas necessidades terapêuticas. A partir dessas informações, fazemos a distribuição das demandas entre as psicólogas da coletiva.

Temos uma lista organizada em rodízio, que garante que cada profissional receba novas pacientes de forma equilibrada. Mesmo assim, respeitamos sempre as necessidades de quem busca atendimento.

Se você indica que deseja uma abordagem específica direcionamos seu contato diretamente para a profissional que trabalha com essa linha, mesmo que ela não seja a próxima da lista.

O valor das sessões é combinado a partir da faixa informada no formulário. Acreditamos o cuidado mental não pode ser um privilégio de poucos e que o dinheiro também diz respeito a saúde mental.

Por isso, criamos formas de tornar a psicoterapia possível para mais pessoas, sem abrir mão da ética e da qualidade do acompanhamento.
*Todas as questão são acordadas na primeira sessão com a sua terapeuta
**Não trabalhamos com gratuidade.

Se você sente que é o momento de iniciar seu processo terapêutico, o formulário está na bio.
Estamos aqui para caminhar com você juntas.

A clínica que fazemos na MuitasPsi é construída a partir de um ecossistema vivo de saberes. Somos 13 mulheres com trajet...
03/12/2025

A clínica que fazemos na MuitasPsi é construída a partir de um ecossistema vivo de saberes. Somos 13 mulheres com trajetórias diversas, formações diferentes e modos singulares de compreender a vida. Essa pluralidade não é um detalhe. É o coração do cuidado que oferecemos. Aqui, psicanálise, gestalt-terapia, psicologia corporal, bioenergética, esquizoanálise, TCC, neuropsicologia, junguiana, terapias cannábicas, medicina de família e saúde coletiva se atravessam e se fortalecem. Nossa clínica é feita do encontro entre muitas.

Quer fazer parte desse ecossistema de saberes, seja como paciente ou em nosso espaço de intervisão? Link na Bio!

Quem formou a sua consciência negra?Neste 20 de novembro homenageamos mulheres que transformaram nossa forma de pensar c...
20/11/2025

Quem formou a sua consciência negra?

Neste 20 de novembro homenageamos mulheres que transformaram nossa forma de pensar cuidado, subjetividade, clínica, educação e política.

Mulheres que nos ensinaram que o racismo não é uma abstração. É uma estrutura que produz sofrimento, adoece, silencia e mata.

E que o antirracismo precisa ser prática cotidiana, princípio ético e compromisso de vida.

Neusa Santos Souza, Carla Akotirene, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Isildinha Baptista Nogueira, Jeane Tavares, Cida Bento e Macaé Evaristo são autoras que moldaram a história do Brasil e seguem orientando o trabalho de quem atua na saúde mental, na educação, na escrita e nos movimentos sociais.

Honramos cada uma delas.

Aprendemos com seus livros, suas pesquisas, seus corpos de luta e seus modos de fazer mundo. A consciência negra é um processo contínuo de escuta, memória e transformação. Que estes nomes inspirem você a seguir estudando, sentindo, cuidando e lutando.

Salve este post para consultar sempre que precisar voltar a essas referências.

Compartilhe com quem também está construindo sua consciência negra.

MuitasPsi é uma coletiva de profissionais da saúde que há oito anos se reúnem para repensar o cuidado de forma integral....
14/11/2025

MuitasPsi é uma coletiva de profissionais da saúde que há oito anos se reúnem para repensar o cuidado de forma integral.

Surgiu do encontro entre psicólogas e hoje conta também com terapeutas e uma médica de Saúde da Família e Comunidade.

A atuação da coletiva é interseccional e considera raça, classe e gênero como determinantes sociais da saúde.

Acreditamos que só é possível oferecer um cuidado justo, sensível e transformador quando reconhecemos essas múltiplas dimensões e suas interseções.

Nosso compromisso com a integralidade e a interseccionalidade guia cada ação.

Dialogamos com diferentes saberes, construímos pontes entre práticas e mantemos viva a convicção de que cuidar é também um ato de política coletiva.

MuitasPsi é uma coletiva de profissionais da saúde que há oito anos se reúnem para repensar o cuidado de forma integral....
14/11/2025

MuitasPsi é uma coletiva de profissionais da saúde que há oito anos se reúnem para repensar o cuidado de forma integral.

Surgiu do encontro entre psicólogas / psicanalistas e hoje conta também com médica de Família e Comunidade.

A atuação da coletiva é interseccional e considera raça, classe e gênero como determinantes sociais da saúde.

Acreditamos que só é possível oferecer um cuidado justo, sensível e transformador quando reconhecemos essas múltiplas dimensões e suas interseções.

Nosso compromisso com a integralidade e a interseccionalidade guia cada ação.

Dialogamos com diferentes saberes, construímos pontes entre práticas e mantemos viva a convicção de que cuidar é também um ato político e coletivo.

29/10/2025

Estamos em luto pela chacina nas comunidades da Penha e do Alemão, promovida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Moradores já contabilizam mais de 130 mortos. A maior chacina da história recente cometida pelo Estado brasileiro, superando o massacre do Carandiru.

Estamos falando de comunidades inteiras arrasadas. Para essas pessoas, periféricas e de pele preta, a morte nunca pôde ser tabu. Ela é cotidiana. É o resultado de um projeto bem executado de extermínio, que há décadas se justifica sob o nome de “guerra às drogas”.

Mas sabemos: nos condomínios de luxo, o consumo acontece de forma abusiva e não há repressão. É um sistema seletivo, que escolhe quem deve morrer e quem pode se anestesiar.

Nos perguntamos: como elaborar o luto quando se vive sob a hipervigilância da violência policial? Como preservar a saúde mental quando mães, filhas, irmãos e irmãs são obrigados a reconhecer corpos enfileirados no meio da rua?

Este massacre não pode ser naturalizado. A Bahia, que lidera junto com o Rio de Janeiro os maiores índices de chacinas policiais, iniciou o Plano Juventude Negra Viva - o maior pacote de políticas públicas voltadas à juventude negra na história do país. O plano reconhece a urgência de reduzir a letalidade policial, de reparar as vidas negras e de afirmar que segurança pública se faz com direitos humanos, com inteligência e com cuidado.

É hora de cobrar respostas.
De exigir transparência, responsabilização e memória. De perguntar, mais uma vez: quem fiscaliza os que deveriam proteger? Quem se beneficiou com essa operação?

Como coletivo de profissionais de saúde mental feminista e antiproibicionista, nos solidarizamos com as famílias atingidas, com as mães que choram, com os territórios que sobrevivem. Seguimos comprometidas em nomear a dor, cuidar da ferida e não permitir o esquecimento.

Porque toda vez que o Estado atira contra o povo preto, das favelas, a democracia morre junto.

25/10/2025

O debate entre Manuela D’Ávila e Cíntia Chagas na desta semana foi um lembrete importante de que o é uma rede de cuidado e solidariedade que se manifesta nas mais diversas esferas da vida, protegendo inclusive quem não se reconhece nesse movimento

Quando Cíntia denunciou o ex-marido (deputado estadual com pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público por perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça) ela foi acolhida justamente pelas mulheres que um dia havia criticado.

Esse encontro simboliza algo maior do que uma troca de opiniões em rede nacional: ele mostra o quanto o diálogo entre mulheres é capaz de romper barreiras ideológicas e criar pontes de empatia.

Manuela e Cíntia evidenciaram que o feminismo não se sustenta em unanimidades, mas em humanidade. No reconhecimento de que todas, em algum momento, precisamos ser acolhidas, escutadas e protegidas.

É nesse gesto de cuidado que o movimento se reafirma como força coletiva, e não como disputa de narrativas.

✨ Em nosso encontro mensal, falamos sobre a chegada da confraternização de fim de ano — um momento especial de partilha ...
19/10/2025

✨ Em nosso encontro mensal, falamos sobre a chegada da confraternização de fim de ano — um momento especial de partilha das nossas vivências e trocas sobre o que aprendemos ao longo do caminho. Falamos também sobre o quanto a condição de migrante e os processos de transição — de cidade, de profissão, de vida — nos atravessam de formas diferentes, mas nos conectam pela coragem de recomeçar. 🌱

Uma de nossas membras () está iniciando a vida em outro estado, longe da família. Desejamos que esse novo ciclo seja cheio de descobertas, acolhimento e boas parcerias no caminho.

Também recebemos Bruno (), que chega para nos ajudar a fortalecer nossa comunicação e aproximar ainda mais este espaço de vocês.

Aproveitamos para abrir a escuta: que tipo de conteúdo vocês gostariam de ver por aqui?

Temas sobre saúde mental, migração, transição de carreira, maternidade, relacionamentos, cotidiano de trabalho… o que tem atravessado vocês neste momento?

10/10/2025

Qual tia Celina é você? 😆
Somos muitas!

Cheguei aos 9 anos de maternidade refletindo sobre o lugar da tela na vida da minha filha. Aqui em casa, nosso acordo se...
02/10/2025

Cheguei aos 9 anos de maternidade refletindo sobre o lugar da tela na vida da minha filha. Aqui em casa, nosso acordo sempre foi: a tela é só mais um brinquedo — e, como tal, seu uso acontece com tempo de uso e em momentos determinados.
Essa escolha trouxe muitas riquezas: mais tempo para brincar, inventar, ler, conviver com a natureza e a família. Ela ganha criatividade, concentração e vínculos mais fortes.

Mas também existem desafios. Muitas vezes, os colegas falam sobre jogos, vídeos e memes — e ela pode se sentir de fora. Nessas horas, incentivo que confie em seus próprios repertórios: histórias, músicas, artes, esportes.

Em breve teremos que lidar — juntas — com o desafio da Inteligência Artificial. Pesquisas mostram que 70% dos alunos do Ensino Médio usam IA para tarefas escolares, mas só 32% receberam orientação de pais ou professores. Outro estudo aponta atividade cerebral menor nesses estudantes.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) recomenda: nada de telas antes dos 2 anos; sem celular próprio antes dos 12; e uso sempre acompanhado até os 17.A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sugere limites: até 1h/dia (2 a 5 anos), 1–2h/dia (6 a 10 anos) e até 3h/dia (adolescentes).

Pesquisas mostram que o excesso de telas impacta o sono, aumenta riscos de ansiedade, depressão e obesidade infantil, além de atrasar o desenvolvimento cognitivo. Estamos prontas para lidar com essas questões?

Percebo que não usar telas não significa isolamento. Pelo contrário: é um convite a cultivar outros modos de estar junto — mais criativos, autênticos e afetivos.

Talvez o grande desafio esteja aqui: abrir conversas com nossos filhos, mostrar o que está em jogo e entender as dinâmicas da infância e adolescência no mundo digital. Não se trata de proibir, mas de construir confiança e consciência em um mundo que já é digital.

Nayara Rosas - CRP 03/12148
Coletiva MuitasPsi


Na ficção, a série britânica "Adolescência" viralizou porque mostrou adolescentes capazes de cometer crimes violentos co...
15/09/2025

Na ficção, a série britânica "Adolescência" viralizou porque mostrou adolescentes capazes de cometer crimes violentos como o feminicídio. A trama chocava porque parecia exagerada, quase irreal.

O que fazer quando a realidade é mais brutal que a ficção?

Em Pernambuco, uma menina de 11 anos morreu dentro da escola, espancada por colegas da mesma idade. Um dos garotos iniciou o espancamento porque a vítima "não quis ficar com ele".

O que significa, para nós enquanto sociedade, que meninas de onze anos sejam mortas por dizerem “não”?

E diante disso, a pergunta que ecoa não é apenas sobre punição.

É sobre o que falhamos em oferecer para que crianças e adolescentes encontrem na violência uma forma de existir no mundo.

Falhamos como sociedade quando a escola não protege.
Quando o cuidado com a saúde mental é privilégio, e não direito.
Quando a desigualdade e a banalização da violência se tornam o ambiente em que nossas crianças crescem.

O que acontece com uma sociedade que produz adolescentes que matam?

Como não sucumbir à sensação de impunidade, quando o que está em jogo é muito mais do que a aplicação da lei? Afinal, menores de 12 anos não podem ser responsabilizados, nem pelo Direito Penal, nem pelas medidas socioeducativas que estão previstas no nosso ordenamento jurídico. O que resta fazer então?

Não há resposta pronta. Mas precisamos sustentar as perguntas. Se na ficção era possível encerrar a temporada e seguir adiante, na realidade não há créditos finais.

Há uma menina morta. E uma sociedade inteira que precisa se perguntar: o que fizemos de errado?

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Terça-feira 09:00 - 17:00
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