24/11/2025
Toda criança tem o direito de acessar a educação, conviver em sociedade e desenvolver suas habilidades. Quanto a isso "zero dúvida", né? Se fosse só pela LBI - Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.146/2015) nem precisaríamos fazer esse post. Entretanto, a inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral é uma pauta que exige mais que leis. É sobre compromisso, estrutura e empatia. Mesmo com leis consolidadas, estão por aí as barreiras invisíveis que são físicas, pedagógicas e culturais.
Esse tema faz parte do cotidiano aqui no CEADI e faz parte de uma mudança cultural mais ampla, que redefine o conceito de normalidade e questiona a ideia de “capacidade padrão”. O que vemos todo dia é que o avanço da representatividade ainda não se traduz, de forma plena, em acessibilidade efetiva.
Quando acolhemos famílias, reforçamos que, apesar de todas as aparentes limitações, a condição em si não determina a capacidade cognitiva ou o potencial de aprendizagem da criança. Cada uma apresenta características próprias, com diferentes níveis de funcionalidade e formas de interação com o ambiente.
Nesse cenário, o papel da escola e da rede de apoio multiprofissional é criar condições reais de acesso, participação e aprendizagem, trocando barreiras por estratégias pedagógicas inclusivas. Aqui no CEADI, sempre temos reforçado esse ponto com as instituições. Isso inclui: adaptações curriculares, tecnologias assistivas, comunicação alternativa, acessibilidade, mobilidade e um acompanhamento contínuo entre professores, terapeutas e familiares.
Mais que estruturas físicas, a inclusão exige uma postura sensível e cuidadosa com as necessidades individuais. O olhar atento para cada aluno, o respeito pelo tempo e a valorização das conquistas são fundamentais. Quando a equipe escolar está comprometida com práticas inclusivas e com ambientes de convivência respeitosos, a escola se transforma em um espaço de desenvolvimento integral.
Incluir não é favor e, claro que, isso não é diferente com a paralisia cerebral. Seguimos na luta reforçando que o desafio está em sair do simbólico e chegar à prática cotidiana.
Como tornar isso ainda mais efetivo?