29/01/2026
Não há uma única causa conhecida para a fibromialgia, mas os pesquisadores acreditam que ela envolve múltiplos fatores — tanto biológicos quanto ambientais — que afetam a maneira como o sistema nervoso processa a dor.
A fibromialgia pode ser desencadeada por:
Trauma físico, como um acidente de carro ou lesão.
Estresse emocional ou estresse pós-traumático.
Infecções como o vírus Epstein-Barr ou a doença de Lyme.
Distúrbios do sono, particularmente no sono profundo (ondas lentas).
Condições autoimunes coexistentes, como artrite reumatoide ou lúpus.
Há também evidências crescentes de que a fibromialgia pode envolver sensibilização central — uma sensibilidade aumentada nas vias de dor do cérebro e da medula espinhal. Pessoas com fibromialgia podem processar a dor de forma diferente, sentindo uma dor mais intensa com o mesmo estímulo do que outras pessoas.
Essa desregulação pode se manifestar como:
Modulação condicionada da dor (CPM) prejudicada — a capacidade do cérebro de reduzir a dor.
Intrusão de ondas alfa durante o sono profundo, contribuindo para um descanso ruim.
Possível neuropatia de pequenas fibras — danos a pequenas fibras nervosas que ajudam a regular a dor e a temperatura.
Estudos de imagem cerebral mostrando mudanças na forma como os sinais de dor são processados.
Pesquisas em Stanford e outras instituições líderes identificaram diferenças mensuráveis na forma como os sinais de dor são processados nos cérebros de pessoas com fibromialgia. Usando técnicas avançadas de neuroimagem, os cientistas agora podem visualizar essas vias de dor alteradas.
A fibromialgia frequentemente ocorre em famílias, indicando um componente genético. Mas muitas pessoas com fibromialgia não têm um gatilho claro — tornando-a uma condição complexa e individualizada.
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