23/03/2026
E eu comecei o dia fazendo o que talvez melhor defina essa prática para mim: montando um quebra-cabeça.
Meu primeiro atendimento de hoje foi uma primeira consulta.
E é ali que eu mais demoro, ouvindo cuidadosamente cada história.
Peça por peça, eu vou entendendo os fragmentos daquela pessoa: o diagnóstico, o contexto clínico, a história, os ciclos, o emocional, o familiar, os padrões, o que se repete e o que esse corpo tenta sustentar há tempo demais.
Na acupuntura, o olhar é individual.
Uma endometriose, por exemplo, nunca é apenas endometriose.
Posso encontrar o mesmo diagnóstico em pessoas diferentes e, ainda assim, ler padrões completamente distintos.
O diagnóstico ocidental é um guia.
Mas ele, sozinho, não basta.
O que orienta meu cuidado é o indivíduo por inteiro.
E talvez seja isso que eu mais admire na minha profissão:
a possibilidade de reunir as peças e, a partir delas, construir um cuidado com sentido.
Feliz dia para mim e para todos os colegas que fazem parecer mágica aquilo que nasce de estudo, escuta e da profundidade dessa terapia milenar. 🤎