05/01/2026
NOTA DA ASSUFBA EM DEFESA DA SOBERANIA DA VENEZUELA
A ASSUFBA Sindicato manifesta o mais veemente repúdio ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela e condena, de forma contundente e inequívoca, mais uma ação imperialista que viola a soberania de um país latino-americano. Nunca se tratou de democracia. O que está em curso é uma ofensiva geopolítica para retomar o controle sobre a América Latina, apropriar-se das riquezas naturais, em especial o petróleo venezuelano, e enfraquecer iniciativas de integração e cooperação entre os povos, como o BRICS.
A retórica de combate ao narcotráfico não passa de uma cínica hipocrisia. O cerco à Venezuela tem sido construído há décadas, desde que o povo venezuelano, sob a liderança de Hugo Chávez, ousou trilhar um projeto de desenvolvimento soberano e independente, algo historicamente inaceitável para o imperialismo estadunidense.
O sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrido neste sábado, 3 de janeiro, explicita de forma brutal as linhas que separam, de um lado, os interesses golpistas e imperialistas e, de outro, aqueles que defendem a autodeterminação dos povos. O governo extremista de Donald Trump aproveita-se do isolamento internacional imposto à Venezuela, inclusive com o bloqueio ao seu ingresso no BRICS, para aprofundar uma escalada de violência política, econômica e simbólica.
A ASSUFBA reafirma que cabe exclusivamente ao povo venezuelano decidir sobre o seu próprio destino, sem intervenções externas, ameaças militares, sanções econômicas ou campanhas sistemáticas de desinformação. Alertamos ainda que a intervenção na Venezuela representa uma ameaça direta também ao Brasil e a toda a América Latina. A história demonstra que o avanço do imperialismo na região resulta em perda de soberania, aprofundamento das desigualdades, arrocho econômico, desmontes de políticas sociais e longos períodos de retrocesso democrático. O que hoje acontece na Venezuela pode amanhã atingir outros países que ousarem defender os seus interesses nacionais e populares, inclusive o Brasil.