Psicólogo - Endrius Robert Lopes

Psicólogo - Endrius Robert Lopes Psicólogo, Mestre em Educação e especializando em Psicologia Clínica. Psicoterapia
Orientaçã

O livro "Itinerários cegos: trajetórias, formação humana e perspectivas educacionais" é o resultado de anos de pesquisa ...
13/03/2023

O livro "Itinerários cegos: trajetórias, formação humana e perspectivas educacionais" é o resultado de anos de pesquisa de diversos pesquisadores sobre a área da pessoa com deficiência visual. Tive o privilégio de poder contribuir com essa produção, abrindo o livro com a minha pesquisa sobre trajetórias de pessoas com deficiência visual pela cidade.
Com as pesquisas nós podemos perceber o quanto avançamos no campo da deficiência visual e o quanto ainda precisamos avançar para que tenhamos uma sociedade mais compreensiva e inclusiva com os nossos.
O lançamento do livro é hoje e ele já se encontra a venda na Editora Apris.

Vamos falar sobre estresse?
15/07/2022

Vamos falar sobre estresse?

Quando você tem pensamentos funcionais e seu ambiente lhes favorece!
18/06/2022

Quando você tem pensamentos funcionais e seu ambiente lhes favorece!

A nossa relação com o ambiente é mediada pela forma como o interpretamos. Aprendemos a ter uma leitura de mundo na medid...
14/06/2022

A nossa relação com o ambiente é mediada pela forma como o interpretamos. Aprendemos a ter uma leitura de mundo na medida em que vamos vivenciando novas experiências. Isso cria determinadas estruturas cognitivas e comportamentais que nos fazem reagir de maneiras particulares diante de diversos estímulos. 

Por isso, por exemplo, você pode observar que diferentes pessoas podem ter reações bem distintas diante de um mesmo evento ambiental. Pense em como seus amigos e você reagiram, ou poderiam reagir, diante de eventos com uma sobrecarga de trabalho, um rompimento de relacionamento, uma fechada no trânsito, etc. Possivelmente, as reações hipotetizadas foram diferentes para cada uma das pessoas que pensou. 

Temos uma “lente” que influencia de forma muito significativa a forma como iremos responder aos eventos. Nossa interpretação de mundo afeta nosso comportamento sobre ele. Em pessoas que estão passando por estados depressivos, essa lente é escurecida.

As interpretações de mundo feitas por uma pessoa com depressão, ou em estado depressivo, tende a ser irrealista, dando ênfase apenas em aspectos negativos dos eventos. Sua visão sobre si mesmo, as demais pessoas e o seu futuro é distorcida, subsidiando comportamentos pouco funcionais. 

Um dos trabalhos em psicoterapia é prover apoio para que os pensamentos, as interpretações sobre o mundo e seus eventos, não sejam sempre mediadas por uma lente escurecida. É perceber que nossos pensamentos podem nos pregar peças, mentir pra nós, e que com isso podemos estar tendo uma visão distorcida do ambiente. Com isso, devemos buscar estratégias para adotarmos uma visão mais realista de si, dos outros e do mundo, por mais difícil que isso possa parecer. 

Portanto, compreenda que nem sempre seus pensamentos são 100% verdadeiros e que, por vezes, pode estar sendo cruel e injusto consigo mesmo. Se permita ao convite de olhar para o mundo com outros olhos, buscando estabelecer uma relação mais funcional e realista com o seu ambiente. 

Referência 

Beck JS. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2013.

Com pouco esforço iremos encontrar formas e métodos para redução do sofrimento. Angústia, tristeza, luto, medo, seja o q...
29/04/2022

Com pouco esforço iremos encontrar formas e métodos para redução do sofrimento. Angústia, tristeza, luto, medo, seja o que for. Para tudo encontramos uma possível solução, uma via, muitas vezes medicamentosa, de reduzir o impacto de determinadas formas de sentir e viver. 

Existe uma busca constante por “estar bem”, ou, melhor dizendo, para estar “sempre” bem. Estar triste ou estar sentindo qualquer espectro de sentimento que seja negativo pode dar indícios de algum tipo de patologia que merece, novamente, algum tipo de intervenção que venha a corrigir, reparar, modificar o que se está sentindo. 

É possível que estejamos tratando da biomedicalização da vida e do culto a um estado de zero sofrimento psicológico, o que parece pouco provável.

O sofrimento é inerente ao ser humano e, possivelmente, nada de externo tem condições de garantir sua total ausência.

Por mais que tenhamos acesso a recursos materiais diversos vamos experimentar doses de sofrimento psicológico. Ficamos irritados, cansados, estressados, tristes, chateados, desapontados, amedrontados, envergonhados, tímidos, inseguros, etc. 

Ao longo da vida podemos passar ainda por cargas excessivas de trabalho, discussões, divórcios, acidentes, processos, perdas de pessoas queridas, e tantas outras intempéries que estar bem o tempo todo é, basicamente, impossível. 

O sofrimento vem de processos psicológicos normais quando estamos em contato com a diversidade de elementos presentes no nosso ambiente.  É normal nos sentirmos felizes, esperançosos, entusiasmados, amando e amados. Bem como também é normal nos sentirmos tristes, de luto, com medo e ansiosos. Nosso contexto irá nos auxiliar a melhor compreender como nos sentimos, porém o destaque aqui é para a gama de sentimentos que temos ao estarmos em contato com o mundo e como isso é normal, deriva de processos psicológicos normais.

Existem cargas de sofrimentos intensos que demandam sim intervenção, inclusive medicamentosa. Porém, parece que todos nós sofremos em maior ou menor grau e isso é normal. 

Referência 

Hayes, S. C., Strosahl, K. D., & Wilson, K. G. (2021). Terapia de Aceitação e Compromisso-: O Processo e a Prática da Mudança Consciente.

Nós temos uma série de pensamentos e sentimentos ao longo do dia. Via de regra, eles se entrelaçam com nossa história de...
12/04/2022

Nós temos uma série de pensamentos e sentimentos ao longo do dia. Via de regra, eles se entrelaçam com nossa história de vida e com nosso contexto atual, sendo mutáveis e se alterando na medida em que nós, com o nosso ambiente, também nos modificamos. 

Não raro, damos demasiada atenção para pensamentos e sentimentos que nos surgem, os supervalorizando e chegando em interpretações que podem nos causar prejuízos psicológicos e até mesmo sociais. 

De um lado, é importante ressaltar que não devemos excluir, não importa o custo, sentimentos e pensamentos que julgamos como desagradáveis. Eles surgem mediante um contexto e são importantes para percebermos nossos limites, a maneira como nos posicionamos, quais são nossos valores e para que possamos avaliar distintas maneiras de se comportar que sejam mais condizentes com os nossos valores. 

Por outro lado, podemos aprender a observar pensamentos e sentimentos como “apenas” pensamentos e sentimentos. Eles tem o seu valor, entretanto eles não precisam, obrigatoriamente, ditar todos os nossos comportamentos e todos os eventos que ocorrem a seguir. 

O convite é aprendermos a praticar a desfusão entre a forma como a gente se comporta e a maneira como pensamos e nos sentimos. Por vezes nosso ambiente pode ser cruel, disfuncional e nos levar a termos pensamentos e sentimentos que não são, necessariamente, verdadeiros. A perspectiva é aprendermos a observar o que realmente nos faz sentido e o que é uma história/narrativa criada por nós para nos depreciarmos. 

Nem tudo que você pensa é verdade. Tenha isso em mente. 

Referência 

Hayes, S. C., Strosahl, K. D., & Wilson, K. G. (2021). Terapia de Aceitação e Compromisso-: O Processo e a Prática da Mudança Consciente. Artmed Editora.

 

Falar de si no contexto psiterapeutico pode não ser uma tarefa muito simples. Para que tenhamos êxito no tratamento, o a...
28/11/2021

Falar de si no contexto psiterapeutico pode não ser uma tarefa muito simples. Para que tenhamos êxito no tratamento, o atendido precisa se abrir e tocar em pontos delicados de sua história de vida, trazendo detalhes sobre contextos dolorosos e até mesmo traumáticos, que lhe pesam e causam sofrimento.

Existem intervenções no âmbito da psicoterapia comportamental que facilitam o cliente a trazer suas demandas para as sessões. Uma delas, se não a mais importante, é a relação terapêutica.

Por relação terapêutica deve-se entender o vínculo criado entre terapeuta e cliente. A construção de confiança e intimidade para que histórias pertinentes sejam tragas à tona sem filtros e/ou julgamentos, permitindo o avançar do tratamento.

Esse vínculo pode facilitar a inserção de novas intervenções. Se existe uma relação de confiança, o cliente pode ponderar com maior qualidade a aceitação ou não de uma proposta realizada pelo terapeuta, tendo espaço inclusive para negar, mas abrindo a possibilidade do diálogo e da troca para que seja possível propor a mesma intervenção, com as devidas modificações, ou intervenções distintas, que estejam baseadas em evidências e respeitem a singularidade do cliente.

Por outro lado, a própria relação terapêutica é uma intervenção em si, como já mencionado. Por meio dela, temos a construção de um ambiente seguro e confortável para que sejam tragos, pelo cliente, informações importantes para o andamento do processo psicoterapêutico.

Construir uma boa relação terapêutica implica em abertura de minha parte também, do terapeuta. É uma relação na qual as duas partes estão implicadas, promovendo mudanças constantes em ambos. Neste processo, terapeuta e cliente se transformam. Sendo assim, o terapeuta precisa estar aberto aos seus próprios sentimentos e pensamentos que emergem nesta relação e, com critério, compartilhar também de sua singularidade com o cliente.

Isso faz sentido pra você?

Referência:
Braga, Gasparina Louredo de Bessa e Vandenberghe, Luc. Abrangência e função da relação terapêutica na terapia comportamental. Estudos de Psicologia (Campinas) [online]. 2006, v. 23, n. 3, pp. 307-314.

Davis e colegas (2017) pesquisaram sobre intervenções psicológicas em cuidadores de familiares que estavam sob cuidados ...
02/11/2021

Davis e colegas (2017) pesquisaram sobre intervenções psicológicas em cuidadores de familiares que estavam sob cuidados paliativos.

De acordo com os autores, os cuidadores sofrem por estresse psicológico e por um luto antecipatório, o que causa prejuízos em sua saúde mental e pode dificultar o processo de luto, levando a um luto prolongado.

Os pesquisadores relatam que a evitação de experiências relacionadas ao assunto, como evitar pensamentos sobre a morte, negar que o familiar se encontra em estado de cuidados paliativos ou mesmo uma posição de não aceitação diante do óbito, está relacionado a dificuldade de adaptação no processo de luto.

Como parte da intervenção psicológica nestes casos, é proposto que seja trabalhado com o paciente a aceitação por meio da psicoeducação, fornecendo apoio e estratégias para um melhor enfrentamento da situação.

Aceitar os pensamentos sobre a situação, sobre a morte e sobre o luto, e enfrentar as experiências e sentimentos ligados ao assunto, ao invés de evita-los, seriam comportamentos a serem atingidos com as intervenções no âmbito da psicoterapia.

A proposta é dar suporte para que o paciente possa aceitar e acolher as vivências e lembranças, a tristeza e a dor, para que possa, com isso, ter abertura para novas possibilidades e conseguir se adaptar a nova situação, seguindo em frente com sua vida apesar de sua perda.

Referência
Davis, E. L., Deane, F. P., Lyons, G. C., Barclay, G. D., Bourne, J., & Connolly, V. (2017). Feasibility randomised controlled trial of a self-help acceptance and commitment therapy intervention for grief and psychological distress in carers of palliative care patients. Journal of Health Psychology, 135910531771509.

A Orientação de Carreira (OC) é voltada para aqueles que já realizaram uma escolha profissional e desejam melhor organiz...
16/07/2021

A Orientação de Carreira (OC) é voltada para aqueles que já realizaram uma escolha profissional e desejam melhor organizar seus passos e escolhas futuras no que se refere a sua carreira. Desta forma, a OC se destina tanto aos alunos de graduação que se sentem inseguros quanto a futura prática profissional tanto quanto para aquele que já está inserido em sua área de atuação e deseja promover algumas mudanças em sua carreira. A OC ainda pode ser inserida em discussões relacionadas a preparação para a aposentadoria.

O objetivo da OC é promover ao orientando oportunidades de conhecimento e desenvolvimento de suas competências, habilidades e comportamentos desejados pelo mercado de trabalho. Promove ao orientando maiores orientações sobre como e onde investir seus esforços e para realizar escolhas que sejam benéficas a sua carreira e orientadas as suas necessidades.

Similar a Orientação Profissional (OP) descrita no post anterior, a OC lança mão de diálogos, por meio de entrevistas clínicas, e te**es Psicológicos que trazem elementos pertinentes a serem avaliados no processo de OC e propiciam ao orientando maior conhecimento de si, dos seus interesses e das suas habilidades.

Ao fim do trabalho em OC, auxilio o orientando a construir um Plano de Carreia, no qual ele possa elencar quais são os seus objetivos profissionais e avaliar quais são as escolhas possíveis e mais vantajosas para atingir determinados objetivos. Também promovo auxílio na definição de estratégias diante do mercado de trabalho com foco nos objetivos definidos, discutindo possíveis situações a serem enfrentadas – como elaboração curricular e simulação de entrevistas de emprego – e apontando as habilidades sociais e comportamentais necessárias para ampliação da possibilidade de sucesso na carreira profissional.

Psicólogo Endrius Lopes
CRP 06/146751
Contato pelo link na bio (19 9 9429 0916) ou pelo direct

A Orientação Profissional (OP), antes conhecida como Orientação Vocacional (OV), é direcionada, principalmente, para ado...
16/07/2021

A Orientação Profissional (OP), antes conhecida como Orientação Vocacional (OV), é direcionada, principalmente, para adolescentes dos anos finais do período de escolaridade.

O objetivo da OP é auxiliar o orientando a obter maior conhecimento sobre suas habilidades e seus interesses, possa identificar suas possíveis áreas de atuação profissional, verifique a realidade profissional de suas áreas de escolha e amplie a sua capacidade de tomada de decisão quanto ao seu processo de formação/profissionalização.

O trabalho envolve muito diálogo sobre história de vida, habilidades, interesses, desejos, viabilidade social, econômica, emocional de dadas escolhas, visando ampliar o autoconhecimento para subsidiar um processo de escolha mais coerente.

Para isso, a prática da OP como eu a compreendo e atuo, envolve o diálogo, como já posto, e a aplicação de te**es psicológicos.

Com eles, é possível ter orientações ao longo do atendimento sobre elementos importantes como maturidade emocional, critérios para formulação de escolhas e tomadas de decisões, traços de personalidade relevantes, habilidades desenvolvidas e a desenvolver, etc.

Silva, Faria e Fochesato (2017) apontaram que um processo de OP com 121 estudantes dos últimos anos do período de escolaridade ampliou de forma significativa a Determinação, Responsabilidade, Autoconhecimento e o Conhecimento da Realidade Profissional dos participantes, promovendo maiores chances de o orientando realizar uma escolha mais coerente com seus interesses.

Deste modo, a OP procura auxiliar o orientando a tomar uma decisão profissional com maior autonomia e maturidade.

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Referência:
SILVA, M. B.; FARIA, R. R.; FOCHESATO, I. C.. A orientação profissional (OP) como elo entre a universidade e a escola. Psicologia Argumento, v. 30, n. 68, 2017.

Endereço

Santa Bárbara D'Oeste, SP

Horário de Funcionamento

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Terça-feira 18:00 - 22:00
Quarta-feira 18:00 - 22:00
Quinta-feira 18:00 - 22:00
Sexta-feira 18:00 - 22:00
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