29/01/2022
“Se supuséssemos que as crianças deveriam andar com 8 meses, aos 6 estariam no andador, aos 7 estaríamos nervosos, aos 8 estariam no pediatra, aos 9 meses estariam nos neurologistas e aos 10 meses estariam medicadas.” (Laura Gutman)
O único problema que as crianças têm com o controle do xixi e cocô é a nossa ignorância a respeito desse tema. Então, seguem informações:
🥰 A criança tem 4 ritmos biológicos: excreção, sono, alimentação e movimento. Não os atrapalhem, eles não precisam de condução, precisam de um olhar genuíno e acompanhamento respeitoso;
🥰 DESfraldar não deveria existir, não deveria ser uma ação do adulto tirar a fralda de uma criança. Precisa de fralda? Coloca. Já serve só como calcinha ou cuequinha? Tira.
🥰 Cada criança é única, tem seu tempo. Xixi e cocô são diferentes. Dia e noite também. Logo, cada etapa do controle deles também é diferente. A criança sabe disso. Os adultos, muitas vezes, não;
🥰 A sociedade promove e incentiva um desfralde coletivo, inclusive nas escolas e as consequências disso são inúmeras, é uma violência sim, entre elas problemas como constipação, enurese e disfunções se***is na vida adulta, acúmulo de coisas, afinal não sei quando segurar e quando soltar;
🥰 Desfralde respeitoso e consciente ajuda na prevenção de abuso sexual infantil, na relação e vínculo dela com o adulto e principalmente na conexão com seu próprio ser essencial e AUTOESTIMA.
🦻👀Veja bem, a criança tem que aprender os sinais do corpo, a ouvir, a entender, a respeitar e a desapegar também e quando não interferimos, deixamos que esse processo seja dela (o que parece até estranho escrever porque como a excreção da criança não seria dela?!), ela pode manter-se conectada com seus próprios sinais, ela pode seguir conectada com sua própria natureza.
Por outro lado, se o adulto está o tempo todo interferindo aí ela vai se sentir errada, envergonhada, confusa, hiperalerta e vai, no máximo, aprender a fazer o que o adulto manda.(o que não tem absolutamente nada a ver com entender seu próprio corpo).
Com amor e esperança em uma sociedade que verdadeiramente SINTA as crianças.