10/02/2026
De repente, todo mundo conhece uma criança superdotada (SD). Consultórios estão lotados de diagnósticos de SD, e muitos pais comemoram: “Meu filho é um gênio!”. Mas vamos olhar para os números com honestidade.
Se a superdotação afeta 5% da população segundo a OMS, por que apenas 0,09% dos estudantes brasileiros foram identificados nas escolas? A conta não fecha.
O que estamos vendo não é uma epidemia de superdotados — é uma epidemia de diagnósticos apressados, superficiais e, muitas vezes, errados. A verdade dói, mas precisa ser dita: aceitar que seu filho é superdotado é mais confortável do que aceitar um diagnóstico de autismo ou TDAH.
E profissionais sem especialização adequada estão aproveitando isso, fechando diagnósticos em três sessões, ignorando sinais claros de outras condições.
O resultado? Crianças que precisam de intervenções específicas ficam sem o suporte adequado, enquanto carregam um “rótulo bonito” que não corresponde à realidade.
Diagnósticos superficiais não ajudam — eles atrasam.
Seu filho não precisa de um rótulo palatável. Ele precisa de um diagnóstico correto, feito por uma equipe multiprofissional, com tempo, critério e responsabilidade.
Porque só assim ele terá acesso ao que realmente importa: o suporte certo, no momento certo.
F**a aqui o meu alerta.