25/02/2026
O analista é humano e como tal, sente. Ferenczi, psicanalista húngaro, quem retoma a importância da sensibilidade, hospitalidade e empatia do analista para com o paciente na relação terapêutica, instituindo assim uma ética do cuidado. É num encontro empático e, sim, permeado por afetos, que o vínculo se forma. Mas sua sustentação depende também da relação do analista com a verdade, não só do paciente, mas a sua própria - de suas potências, faltas e ambivalências. É com este reconhecimento que poderá auxiliar o paciente, mesmo que ainda haja aspectos adoecidos e destrutivos, a confiar na força da vida e suas possibilidades de construção, encontrando assim um equilíbrio e integração de si.