01/05/2024
*O PRIMEIRO DE MAIO*
_Carlos Lima_
*Segundo os historiadores* contemporâneos, as comemorações em torno do 1° de maio, Dia do Trabalhador, se devem a uma manifestação de trabalhadores e trabalhadoras norte-americanos liderados por um ativista chamado Albert Parksons, que ganhou as proporções de uma greve geral, na cidade de Chicago, no ano de 1886.
A mobilização, que teve apoio popular, sofreu violenta repressão policial orquestrada pelo governo, com um saldo negativo de vários manifestantes presos, feridos e outros mortos. Simplesmente porque exigiam, entre outras coisas, a redução da jornada diária de trabalho para 8 horas! Esse objetivo foi afinal alcançado à custa de muita luta nos fóruns, câmaras legislativas e sindicatos durante anos, e acabou influenciando positivamente várias mobilizações reivindicatórias ao redor do mundo, pelos mesmos motivos ou por outros motivos também, dependendo da realidade sócio-política de cada país e de cada categoria profissional envolvida nessas reivindicações.
Com o passar dos anos, a Organização das Nações Unidas -- ONU, em memória dos que sofreram ou morreram, vítimas da violenta repressão naquele episódio de 1886, resolveu determinar o dia 1° de maio como feriado mundial, consagrado aos trabalhadores e trabalhadoras de todas as categorias. No Brasil, este dia passou a ser feriado a partir de 1925, durante o governo de Arthur Bernardes. E, de lá para cá, continua sendo uma referência para trabalhadores, associações e sindicatos de que as lutas pela dignidade dos salários, pelo emprego e pelos benefícios sociais advindos desses fatores sejam uma constante lanterna-guia no caminho da classe trabalhadora.
E, por fim, em mais um 1° de maio, façamos um apelo (que seria um misto de grito de guerra e de oração): *Trabalhadores sindicalizados do mundo, uni-vos!*
Porque, só assim, a memória, o sacrifício e os ideais daqueles heróis daquela fatídica manifestação de Chicago, há quase um século e meio atrás, não terão sido inúteis e nem serão lembrados e perpetuados em vão...